O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho, Dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus. No Brasil, a data também é conhecida como Dia da Avó ou Dia da Vovó.
Minha conclusão é que ser avó foi uma condecoração. Deus e meus filhos me deram, como maior presente da minha história, meus netinhos, Bernardo (BE) e Guilhermina (MINA). Os diminutivos seguem uma tradição de São Paulo, onde moram. Viajo entre o Rio e São Paulo para encontrá-los — e também os filhos, claro. Se eu não disser isso, eles ficam com ciúmes (risos).
Ser avó ou avô, acredito, é ser a máxima expressão da doação de amor. Dizem até que vovós e vovôs “estragam” os netos com tantos mimos. Não vejo assim. Mães e pais precisam, às vezes, ser firmes, chamar a atenção, educar. Nós, avós, acabamos assumindo um papel de mediadores. Mas, sim, em alguns momentos cedemos e servimos a sobremesa antes da refeição (risos).
Quando me lembro das minhas avós, LUÍZA e OPHELIA, muitas recordações vêm à memória. Convivi mais com minha avó materna, LUÍZA, nascida na Itália e que veio para o Brasil aos treze ou quatorze anos. Minha avó paterna, OPHELIA, nasceu no Recife, morou em Manaus e Porto Alegre, e era filha de um juiz federal. Cada uma se dedicou aos filhos à sua maneira: OPHELIA, ligada às artes — música e pintura —, encontrou nelas seu sustento quando precisou; LUÍZA era uma verdadeira mama italiana, extraordinária na culinária. Relembrar é reviver. E isso é maravilhoso.
Nestes 26 dias de julho, celebro minhas avós, meus netos e todas as famílias unidas pelo afeto que atravessa gerações.
Que o Dia dos Avós seja sempre um convite à gratidão, ao diálogo e ao amor que educa, ampara e ilumina.
Dra. Maria Luíza Obino Niederauer
Ex-juíza titular da Comarca de Itaocara






























