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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Jorge Luiz Batista de Andrade: "Falar de Itaocara é falar de uma parte muito importante da minha própria história"

Itaocara não é apenas o lugar onde moro ou onde trabalho. É uma cidade que me acolheu, que me proporcionou encontros, amizades, aprendizados e momentos que carregarei comigo para sempre. É um lugar onde construí relações, acompanhei histórias e, de alguma forma, também deixei um pouco da minha própria história.

Foi através da CAIXA que cheguei em Itaocara há 20 anos, lá em 2006! E hoje posso afirmar que já me sinto que fazer parte da vida da cidade e participar dessa história, atendendo pessoas, empresas, produtores, famílias e ajudando a realizar sonhos, é algo que me traz muita satisfação.

Mas Itaocara, para mim, vai muito além do trabalho.

É a cidade dos amigos que fiz ao longo dos anos, das conversas, dos encontros, das comemorações, dos desafios e também das histórias engraçadas que ficam guardadas na memória. É a cidade onde vivi momentos importantes com minha família, onde minhas filhas cresceram convivendo com pessoas que também passaram a fazer parte da nossa vida.

Tenho um carinho muito especial por tudo aquilo que construí aqui. Pelas amizades verdadeiras, pelas pessoas que me estenderam a mão, pelas famílias que conheci e por todos aqueles que, de alguma maneira, contribuíram para que Itaocara se tornasse também um pouco minha casa.

A minha história com Itaocara é feita de trabalho, família, amizade, desafios, conquistas e, acima de tudo, gratidão.

Por isso, neste aniversário de emancipação do município, quero celebrar não apenas a cidade que Itaocara é, mas também tudo aquilo que ela representa para mim.

Tenho muito orgulho da minha trajetória e das relações que construí aqui. Esse ano em especial tive a oportunidade de receber, neste momento da minha vida, o reconhecimento de poder ser chamado de Cidadão Itaocarense, tornando esse vínculo ainda mais especial e emocionante.

Itaocara me ensinou que pertencimento não depende apenas do lugar onde nascemos. Às vezes, a vida nos leva para um lugar e, com o tempo, aquele lugar passa a morar dentro da gente.

Parabéns, Itaocara!

Que nossa cidade continue preservando sua história, sua gente, suas tradições e, principalmente, esse jeito especial de acolher quem chega e fazer com que muitos de nós, mesmo não tendo nascido aqui, sintam-se verdadeiramente parte dela.

Feliz aniversário, Itaocara. Tenho orgulho de fazer parte dessa história


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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Academia Itaocarense de Letras empossa nova diretoria no próximo dia 25 de outubro e inicia uma nova fase

A Academia Itaocarense de Letras (AIL) viverá um momento significativo de sua história no próximo dia 26 de outubro de 2026, segunda-feira, às 19 horas, com a realização da Sessão Comemorativa de Posse da Nova Diretoria, no auditório da Prefeitura Municipal de Itaocara.

A solenidade simboliza o início de uma nova fase para a instituição, que se prepara para retomar integralmente suas finalidades estatutárias em prol da cultura, da literatura e da valorização do patrimônio intelectual do município.

Esse novo momento representa uma oportunidade de fortalecer a atuação da Academia, ampliar sua presença na vida cultural de Itaocara e reafirmar a importância de iniciativas voltadas à preservação da memória, ao incentivo à produção literária e à valorização dos escritores e demais personalidades que contribuem para a identidade cultural da cidade.

Dr. Almir Pinto de Azevedo: participação fundamental

Nesse processo de retomada, merece destaque o papel desempenhado pelo Dr. Almir Pinto de Azevedo, Presidente de Honra da Academia Itaocarense de Letras, cuja participação foi fundamental para que a instituição chegasse a este momento de reorganização e renovação.

Reconhecido por sua trajetória intelectual e por sua ligação com a literatura e a cultura regional, Dr. Almir representa uma referência importante para a Academia. 

Seu envolvimento e sua dedicação foram essenciais para a concretização dessa nova etapa, que abre perspectivas para a continuidade do trabalho cultural da entidade e para o cumprimento de seus objetivos institucionais.

A posse da nova diretoria, portanto, não se limita a um ato formal. Trata-se de um marco para a história da AIL e de um passo importante para o fortalecimento de uma instituição que tem a missão de contribuir para o desenvolvimento cultural de Itaocara.

Convite à comunidade

A Academia Itaocarense de Letras convida autoridades, escritores, representantes de instituições, apreciadores da literatura e toda a comunidade itaocarense para prestigiarem a Sessão Comemorativa de Posse da Nova Diretoria.

A presença da sociedade será especialmente importante neste momento de renovação, que busca reafirmar o compromisso da Academia com a cultura e com a valorização das letras no município.

Com a nova diretoria e o apoio daqueles que contribuíram para tornar essa retomada possível, a AIL inicia uma nova etapa de sua trajetória, renovando suas perspectivas de atuação e sua contribuição para a vida cultural de Itaocara.


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sábado, 10 de outubro de 2026

Tragédia: morreu na manhã deste sábado o ex-prefeito de Cantagalo, Guga de Paula, em acidente automobilístico

Entristecidos, recebemos e transmitimos a notícia do falecimento do ex-prefeito de Cantagalo, Joaquim Augusto Carvalho de Paula (conhecido por todos como Guga de Paula), vítima de um acidente automobilístico ocorrido na manhã deste sábado, 10 de outubro de 2026, na estrada que dá acesso ao distrito de Euclidelândia.

Guga foi eleito e reeleito quatro vezes para governar o município da Região Centro-Norte Fluminense. Sua trajetória política e a confiança renovada dos eleitores demonstram o quanto era querido pelos cantagalenses, além de refletir o reconhecimento pelo trabalho realizado à frente da administração.

Podemos testemunhar que, sempre que o procuramos, fosse em seu gabinete ou em qualquer outro lugar, Guga nos recebia com atenção e bom humor, características marcantes desse grande cidadão fluminense.

Aos familiares, amigos e a todo o povo de Cantagalo, manifestamos nossos mais sinceros sentimentos de pesar, desejando força e conforto neste momento de profunda dor.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Nos 136 anos de Itaocara, uma homenagem do filho Heldinho ao Pai, ao pai, Hélio Ruy Lopes, ilustre cidadão

Falar de meu pai, Hélio Ruy Lopes, é falar de uma pessoa ímpar, cuja trajetória foi construída sobre valores que permanecem vivos na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Hélio Rui Lopes, Vereador e ex-presidente da Câmara

Para nossa família, foi sempre a expressão mais verdadeira do amor incondicional, da segurança, da proteção e da orientação que ajudaram a conduzir os filhos (Helder Ferraz Lopes, Hebert Ferraz Lopes, Gisele Ferraz Lopes Ramos e Helio Ruy Ferraz Lopes) e a fortalecer os laços familiares. Dentro de casa, foi presença constante e referência. Fora dela, construiu uma história marcada pela música, pela amizade, pelo compromisso com a comunidade e pela dedicação à nossa querida Itaocara.

Músico atuante e reconhecido por sua habilidade, meu pai encontrou nessa arte uma das grandes formas de expressão de sua personalidade. Ao lado de familiares e companheiros de jornada, compartilhou momentos de alegria, amizade e convivência, deixando também nesse campo lembranças que atravessaram gerações.

Hélio Ruy Lopes também dedicou parte importante de sua vida à atividade pública. Seu compromisso com Itaocara, a seriedade no exercício das funções e a busca permanente por melhorias para a população estão registrados na história do Município.

Exerceu o mandato de vereador em dois períodos: de 1977 a 1982 e de 1983 a 1988. Ao longo desses anos, imprimiu sua marca pela postura ética, pelo equilíbrio e pela capacidade de dialogar, sempre valorizando a participação democrática e o respeito às diferentes opiniões.

Foi também Presidente da Câmara Municipal de Itaocara de 1977 a 1979 e de 1983 a 1985. À frente do Poder Legislativo, exerceu uma liderança firme, mas respeitosa, atuando como articulador político e defendendo o fortalecimento da Câmara Municipal como espaço de debate, diálogo e representação da sociedade.

Sua maneira de exercer a vida pública era baseada na retidão e no respeito à coisa pública. Sabia ouvir as reivindicações da população, compreender suas necessidades e buscar, dentro das possibilidades de sua atuação, caminhos para encontrar soluções.

Ao recordar sua trajetória, especialmente neste 28 de outubro, quando Itaocara celebra seus 136 anos, sinto que as lembranças ganham um significado ainda maior. A história de uma cidade também é formada pelas histórias de homens e mulheres que, em diferentes épocas e de diferentes maneiras, contribuíram para construí-la. Meu pai foi um desses homens.

Por isto, relembrar Hélio Ruy Lopes é, portanto, muito mais do que recordar o vereador, o presidente da Câmara ou o músico. É reconhecer o pai, o amigo, o cidadão e o homem que dedicou parte significativa de sua existência à família e à comunidade.

Neste aniversário de Itaocara, reviver essas memórias é também uma forma de agradecer. Agradecer por tudo o que ele nos ensinou, pelos valores que nos transmitiu e pelo exemplo de uma vida pautada na responsabilidade, no respeito, na ética, no diálogo e, acima de tudo, no amor.

Que esse legado continue atravessando as gerações e inspirando aqueles que acreditam que servir à família e à comunidade é uma das formas mais bonitas de deixar uma marca na história.

Parabéns, Itaocara, pelos seus 136 anos!

Com orgulho e saudade,

Heldinho.


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Trecho do livro escrito pelo Dr. Almir Pinto de Azevedo, sobre a Rede Ferroviária, no mês dos 136 anos de Itaocara

A Estrada de Ferro teve uma grande importância histórica na formação e desenvolvimento socioeconômico de Portela (terceiro distrito de Itaocara), por ser ponto terminal da ferrovia e relevante na reconstrução de sua história, como elo do passado até o presente.
Essa foto foi tirada em 23 de agosto de 1964, o dia da desativação da estrada de ferro Leopoldina. Na imagem um trem cargueiro com sete vagões. É a locomotiva 403

Com a crise no sistema ferroviário brasileiro, a Estrada de Ferro Leopoldina foi desativada no ano de 1963 e virou saudade. Portela sofreu uma enorme decadência, bem como outras cidades do interior, encerrando-se um dos marcos da história de um grande empreendimento empresarial do século XIX, a era das Vias Férreas.

Mas podemos afirmar que as estradas de ferro abriram caminhos, levando prosperidade por onde passavam e fazendo conexões regionais.

Vale lembrar que muitos ferroviários dormiam e faziam refeições na Pensão do senhor Altino Pinto de Azevedo, pai do autor deste livro, e foi com pesar e muita tristeza que no dia 24 de agosto de 1964, exatamente, numa segunda-feira, ao meio-dia, chegou um trem cargueiro com uma composição de 07 (sete) vagões para retirar os trilhos e levar os utensílios que estavam na Estação. A Locomotiva da Estrada de Ferro Leopoldina, que puxava os vagões tinha o número 403 e o maquinista foi o senhor Manoel Martins.

Tenho uma recordação carinhosa e muito triste quando em 1963, foi desativado o Ramal da Estrada de Ferro em Portela e os Ferroviários Maninho, Crespo, Machado e Jaert, despediram-se das pessoas que estavam na Venda do senhor Altino Pinto de Azevedo e emocionados chegamos às lágrimas ...

No local da Estação que foi demolida, encontramos hoje a Rodoviária de Portela, algumas dependências da Leopoldina foram ocupadas pela Prefeitura e particulares que tomaram posse com a construção de imóveis.

Houve um grande êxodo de portelenses, que foram para as grandes cidades à procura de um futuro melhor. A população diminuiu e houve um grande retrocesso.

 

Emoção da despedida

O trem de ferro fez parte da minha infância. Nunca mais o trem passou, mas às vezes nas minhas recordações ainda ouço o seu apito, mas acordo e o silêncio eterniza o seu grito. Que saudade! Quanta saudade!

Que saudade ... à noite o trem chegando à Estação: apitando piuí – ííí, soando blem – blem, acenando com uma fumaça, era uma obrigação receber os parentes e amigos que chegavam no trem ...

NA CHEGADA DO TREM ERA UMA ALEGRIA,

E NA SUA DESATIVAÇÃO A DOR DA TRISTEZA:

Talvez seja o último abraço,

vais partir, apita o trem

e o apito cortando o espaço,

corta minha alma também !

E NA DOR DA SAUDADE, EU FINJO QUE VEJO :

Na velha estação de trem,

que a solidão dominava

eu acenei a ninguém ...

Fingindo que alguém chegava.


O.Venturelli.


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