O Dia Internacional da Mulher é uma data para celebrar e reconhecer a importância das mulheres em todos os aspectos da sociedade. É um momento de reflexão sobre suas conquistas, resiliência e contribuição para a família, o trabalho e a comunidade.
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domingo, 8 de março de 2026
Rapidão Lanches destaca a resiliência das Mulheres na luta por igualdade de direitos e respeito a sua dignidade
Vereador Jarbas Aleixo: "a aplicação das leis e a educação familiar são fundamentais contra a violência à mulher"
Março é um mês especial, pois nele celebramos o dia 8, o Dia Internacional das Mulheres. Essa data é um convite à reflexão sobre o quanto, como sociedade, estamos avançando no respeito aos direitos que as mulheres merecem.
No campo profissional, vejo que houve grandes avanços, especialmente com o maior acesso das mulheres à universidade. Hoje, carreiras que antes eram predominantemente masculinas passaram a ser divididas ou até mesmo ocupadas majoritariamente por mulheres. Isso é algo extremamente positivo.
No entanto, infelizmente, a violência contra a mulher ainda persiste. Diariamente somos impactados por notícias de assédio, estupros e feminicídios cometidos, muitas vezes, por companheiros ou ex-companheiros.
Acredito que precisamos agir em duas frentes para proteger os direitos das mulheres. A primeira é AGORA, com a aplicação rigorosa e exemplar das leis contra todos que cometem violência. A segunda é PARA O FUTURO: promover, dentro dos lares, um ambiente em que meninos e meninas sejam educados para o respeito mútuo e para rejeitar qualquer forma de violência.
Como político no exercício do meu mandato, sempre estarei ao lado de iniciativas que valorizem e reforcem a importância da dignidade da mulher. Coloco-me à disposição para contribuir sempre.
Vereador Jarbas Aleixo
No Dia Int. das Mulheres, o Pres. do Nacional, Edilson Vieira Andrade, ressalta o papel delas na criação do clube
Na história do Nacional, logo após a fundação do clube, surgiu um desafio: a falta de recursos para as despesas da nova equipe. E agora? Alguém teve uma “brilhante ideia”: vender amendoins nas sessões de cinema da cooperativa.
Foi então que entraram em cena Dona Carolina (mãe de José Moisés) e Dona Glorinha (esposa de Seu Melito e mãe de Amaury e Manoel Joaquim, então presidente do time). Elas foram as primeiras a se dedicar à torração dos amendoins, contribuindo de forma prática e essencial para a sobrevivência do clube.
Escolhi falar hoje dessas duas fundamentais nacionalistas como forma de homenagear todas as mulheres que, em todas as épocas e de diversas maneiras, estiveram ao lado do Nacional, colocando seu coração para que o clube se tornasse o que conhecemos e amamos.
Sem dúvida, neste Dia Internacional das Mulheres, o que me cabe, como Presidente do clube, é AGRADECER A TODAS AS NACIONALISTAS, de todas as épocas, por terem contribuído e continuam a contribuindo para a construção dessa paixão que só nós compreendemos.
Feliz Dia Internacional das Mulheres!
Edilson Vieira Andrade
– Presidente do Nacional -
Uma Itaocarense de destaque, a Promotora de Justiça, Dr. Andréia Bucker do Nascimento, fala sobre as Mulheres
A conquista do direito ao voto, a luta contra os estereótipos de beleza, o papel da mulher na sociedade, a igualdade de direitos e a importância da educação são alguns dos temas abordados pela Itaocarense, Dr.ª Andréia Bucker do Nascimento Cardoso, Promotora de Justiça Corregedora (auxiliar do Corregedor). do Estado do Espírito Santo, no bate-papo abaixo.
Nova Voz ONLINE – Ao longo da sua vida, quais foram as principais mudanças que você percebeu nas relações sociais e familiares envolvendo as mulheres?
Dr.ª Andreia Bucker - Ao longo das décadas passadas, percebemos significativas mudanças no papel da mulher na família e na sociedade. Um marco importante dessa mudança foi o reconhecimento do direito ao voto feminino no Brasil, em 1932, quando as mulheres puderam exercer oficialmente sua cidadania política. Outro símbolo marcante das transformações culturais ocorreu em 1968, na cidade de Atlantic City, nos Estados Unidos, quando mulheres protestaram contra padrões impostos à aparência feminina no concurso Miss América. Esse movimento ficou conhecido como “marcha do sutiã” e representou um momento simbólico de questionamento dos estereótipos que reduziam a mulher a um objeto de aparência.
Nova Voz ONLINE - Bom destaque.
Dr.ª Andreia Bucker - Mudanças relevantes ocorreram ainda no que tange à ampliação do debate sobre igualdade de direitos, respeito e autonomia feminina. Daí em diante, as mulheres passaram a ser protagonistas na vida profissional, política e institucional, sem se descurar de sua presença na construção da vida familiar. Eu mesma vivencio essa realidade em diferentes dimensões: como mãe, esposa, filha que também cuida dos pais idosos e exerço a função de promotora de justiça, contribuindo para o respeito e a dignidade humana. Soma-se a isso, o fato de ser cada vez mais comum encontrarmos mulheres que, além de desempenharem seus papéis familiares, são responsáveis pelo sustento de seus lares, assumindo a posição de provedoras de suas famílias. Ademais, vemos mais mulheres conscientes de seus direitos, mais presentes em posições de liderança e com maior liberdade para decidir os rumos de suas próprias vidas e da sociedade.
Nova Voz ONLINE - Que papel o aumento da escolaridade desempenhou na melhoria da posição social das mulheres na sociedade?
Dr.ª Andreia Bucker - A educação foi uma das grandes responsáveis por essa transformação. Durante muito tempo, o acesso das mulheres ao estudo era limitado, pois acreditava-se que sua função estaria apenas no ambiente doméstico. Com o avanço da escolaridade, as mulheres passaram a conquistar autonomia intelectual, profissional e econômica. O conhecimento ampliou horizontes, fortaleceu a consciência sobre direitos e abriu caminhos para que muitas mulheres participassem mais ativamente da construção da sociedade.
Nova Voz ONLINE - A formação educacional é importante em sua vida?
Dr.ª Andreia Bucker - Na minha trajetória, a formação acadêmica e a oportunidade de atuar nas diversas searas do direito, como família, órfãos, políticas públicas, criminal e atualmente correcional, ampliaram meu olhar sobre a importância do conhecimento como instrumento de autonomia e cidadania. E é esse acesso cada vez maior das mulheres à escolaridade e à formação superior que amplia oportunidades, abrindo portas no mercado de trabalho, fortalece a autonomia econômica e contribui para o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre direitos e cidadania, possibilitando que as mulheres participem mais ativamente dos espaços de decisão e da construção de políticas públicas, fortalecendo sua trajetória e influenciando positivamente sua família e toda a sociedade.
Nova Voz ONLINE - Você concorda que essas transformações também levaram os homens a mudar, assumindo maior participação na vida familiar e até mesmo dedicando mais atenção ao autocuidado?
Dr.ª Andreia Bucker - Sim, acredito que essas transformações provocaram mudanças importantes também na postura masculina. Gradualmente, muitos homens passaram a compreender que as responsabilidades familiares devem ser divididas e compartilhadas, participando mais ativamente não só da criação dos filhos, mas também da organização da casa e da construção de relações mais equilibradas, sobretudo porque hodiernamente, as mulheres também trabalham fora e não conseguem dar conta de todas as atividades sem que o homem desempenhe o seu papel no seio familiar. Essa mudança é positiva para todos. Relações baseadas no respeito, na parceria, na distribuição de tarefas e no cuidado mútuo tornam a convivência mais saudável e amorosa, fortalecendo os vínculos familiares.
Nova Voz ONLINE - Apesar de tantas conquistas, ainda nos deparamos com notícias de feminicídio. Em sua opinião, qual é o papel da família na educação de meninos e meninas para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e respeitosa?
Dr.ª Andreia Bucker - Como Promotora de Justiça, infelizmente ainda me deparo com situações muito graves de violência contra a mulher. Isso nos mostra que, apesar dos avanços, ainda precisamos transformar muitos padrões culturais, mormente os pensamentos sexistas que ainda estão incrustados em nossa sociedade. O seio familiar tem um papel fundamental nesse processo de formação de valores. É na família que se aprende, desde a tenra idade, o valor da solidariedade, da igualdade, do respeito e da dignidade humana. Uma sociedade mais justa e equilibrada começa na forma como educamos nossas crianças que aprendem mais pelo exemplo do que pela fala.
Nova Voz ONLINE - Qual seria a abordagem?
Dr.ª Andreia Bucker - É necessário educar crianças a compreender que ninguém é superior ao outro, que o diálogo deve substituir a violência e que o respeito às mulheres é um valor inegociável, o que contribuirá para desconstrução de padrões históricos de desigualdade, machismo, misoginia e preconceitos discriminatórios, construindo assim uma sociedade mais justa, promovendo melhorias nas políticas públicas de prevenção e enfrentamento às violências contra as mulheres.
Nova Voz ONLINE - Que mensagem você gostaria de deixar para as mulheres neste mês de março, especialmente dedicado a elas?
Dr.ª Andreia Bucker - O mês de março é um momento importante para reconhecer a força, a coragem e a contribuição das mulheres em todos os espaços sociais. O papel desempenhado pela mulher na família e na sociedade mostram o quanto somos capazes de contribuir em diversas dimensões da vida. Minha mensagem é de valorização e incentivo: que cada mulher reconheça seu valor, fortaleça sua voz e siga ocupando os espaços que lhe pertencem por direito.
Nova Voz ONLINE - Quais seriam esses direitos?
Dr.ª Andreia Bucker - O direito ao voto, o acesso à educação e a participação na vida pública foram passos muito importantes nessa caminhada. Mas também é fundamental reconhecer algo que sempre existiu: mesmo quando não tinham voz política ou espaço social, as mulheres já exerciam um papel essencial na construção da sociedade. Como mães, cuidadoras, educadoras e responsáveis pela formação das novas gerações, sempre foram pilares fundamentais da família e da própria organização social. Sem a dedicação, a sensibilidade e a força das mulheres, a sociedade simplesmente não existiria como a conhecemos.
Nova Voz ONLINE - Compreendi.
Dr.ª Andreia Bucker - Por isso, minha mensagem é de reconhecimento e valorização. Que cada mulher tenha orgulho de sua história, de sua força e de sua capacidade de transformar o mundo, seja no espaço público, no trabalho ou dentro de sua própria família. Todas as mulheres compartilham a capacidade de transformar realidades com coragem, responsabilidade e firmeza de propósitos. Que continuemos avançando na construção de uma sociedade mais justa, onde respeito, dignidade e igualdade sejam realidades concretas. E que nunca percamos a coragem de seguir abrindo caminhos para as próximas gerações.
Dr. Jaques Rubinsztajn celebra o Dia Internacional da Mulher e traz reflexões sobre elas para o judaísmo
O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para celebrarmos conquistas, refletirmos sobre desafios e reafirmarmos o compromisso com a igualdade de direitos. No contexto do judaísmo, a valorização da mulher é antiga e profunda, presente tanto na tradição quanto nos textos sagrados.
O judaísmo reconhece a mulher como pilar central do lar e da educação, valorizando seu papel na transmissão de valores, fé e cultura. Porém, a tradição não deixa de incentivar o engajamento social e a liderança feminina, mostrando que mulheres podem (e devem) ocupar espaços de destaque e transformação.
Hoje, ao comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, podemos unir os ensinamentos judaicos com os ideais modernos de igualdade e dignidade. Assim, cada conquista da mulher — no âmbito familiar, profissional ou social — é celebrada como um passo na construção de uma sociedade mais justa e respeitosa.
Que este dia nos inspire a honrar, apoiar e proteger todas as mulheres, reconhecendo seu valor e garantindo seu direito a viver com liberdade, respeito e dignidade.
Dr. Jaques Rubinsztajn
- Tabelião Titular do Cartório do 2º Ofício -






























