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segunda-feira, 16 de março de 2026

Dr.ª Andréia destaca que a formação educacional ampliou as oportunidades para as mulheres no meio jurídico

Não é fácil por em palavras uma reflexão destacando o valor da história, da fé e da dedicação feminina, para conquistar espaço na sociedade humana. Mas justamente é isto que encontramos nas palavras da brilhante advogada, especialista em direito do consumidor, Dr.ª Andreia Rodrigues Ferraz, que ressalta a importância do apoio mútuo para seguir transformando ambientes com coragem, sabedoria e amor.

Dr.ª Andreia é destas pessoas especiais que conseguem combinar qualidades como coragem e gentileza nas relações humanas

Nova Voz ONLINE – Ao longo da sua vida, quais foram as principais mudanças que você percebeu nas relações sociais e familiares envolvendo as mulheres?

Dr.ª Andréia - Podemos perceber grandes mudanças na forma em que a mulher é vista na sociedade e dentro do próprio ambiente familiar. Anos atrás víamos mulheres ocupando cargos “feitos para mulheres”, sendo deslocadas para funções de secretariado, organização, operação etc. Hoje as mulheres ocupam cada vez mais espaços de responsabilidade e liderança, com voz ativa e participação nas decisões. Ao mesmo tempo, continuo admirando algo que sempre marcou a presença feminina: a capacidade de cuidar, de acolher e de sustentar a família com sensibilidade e força. Isso reflete o  amadurecimento da sociedade, em que a mulher pode ocupar grandes cargos, sem deixar de lado seus valores e sua essência.

Nova Voz ONLINE - Que papel o aumento da escolaridade desempenhou na melhoria da posição social das mulheres na sociedade?

Dr.ª - Andréia - O acesso ao estudo trouxe autonomia, preparo e segurança para ocupar espaços profissionais e de liderança. Na minha trajetória no meio jurídico vejo o quanto a formação e o conhecimento dão às mulheres a oportunidade de contribuir, de forma ativa, para a construção de uma sociedade mais justa. A educação abre portas e fortalece o senso de responsabilidade com o próximo.

Nova Voz ONLINE - Você concorda que essas transformações também levaram os homens a mudar, assumindo maior participação na vida familiar e até mesmo dedicando mais atenção ao autocuidado?

Dr.ª - Andréia - Sim, acredito que essas transformações sociais refletem também na postura dos homens. Hoje vemos que eles estão mais presentes na vida familiar, participando da criação dos filhos e compreendendo melhor o valor da parceria dentro do casamento e da família. Relações mais equilibradas nascem quando há respeito, diálogo e colaboração. Quando cada um compreende seu papel e caminha ao lado do outro, a família se fortalece.

Nova Voz ONLINE - Apesar de tantas conquistas, ainda nos deparamos com notícias de feminicídio. Em sua opinião, qual é o papel da família na educação de meninos e meninas para a construção de uma sociedade mais respeitosa?

Dr.ª - Andréia - A base de uma sociedade mais justa começa dentro de casa. É na família que aprendemos valores como respeito, responsabilidade, empatia e dignidade humana. Educar os filhos com esses princípios é essencial para formar adultos conscientes de que ninguém é superior a ninguém e de que o respeito deve sempre estar presente em qualquer relação. Quando a família se compromete com essa formação de valores, ela contribui diretamente para uma sociedade mais humana. 

Nova Voz ONLINE - Correto!

Dr.ª - Andréia - Além de tudo isso, é importante que dentro do ambiente familiar os meninos entendam que são mais fortes e mais brutos para protegerem as mulheres e não as machucarem, que a violência não é permitida em nenhuma esfera, mas que é totalmente inaceitável uma sociedade em os homens matam as mulheres pelo simples fato de serem mulheres.

Nova Voz ONLINE - O feminicídio parece não ter fim, não é mesmo?

Dr.ª - Andréia - É muito triste abrir os jornais e diariamente sermos bombardeados com mulheres sendo atacadas por desejarem dar fim a um relacionamento ou rejeitarem um homem, é triste viver em uma sociedade em que temos medo de sermos violentadas andando na rua. Sonho com um futuro sem violência e com respeito para todas as mulheres, independente de quem sejam. 

Nova Voz ONLINE – Que mensagem você gostaria de deixar para as mulheres neste mês de março?

Dr.ª - Andréia - Minha mensagem é de encorajamento e esperança. Que cada mulher reconheça o valor da sua história, da sua fé, da sua dedicação e da sua capacidade de transformar os ambientes por onde passa. A mulher tem uma força silenciosa, que muitas vezes se manifesta no cuidado, na perseverança e na coragem diante dos desafios. Que possamos seguir firmes, apoiando umas às outras e construindo caminhos com sabedoria, fé e amor.


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Monik Araújo diz que houveram avanços, mas a mulher continua enfrentando desafios diários na sociedade

Para a empreendedora Monik Araújo, Março é mês de celebração e reconhecimento, mas a valorização da mulher precisa ser constante, presente em atitudes diárias. Ela ressalta ainda que quando uma mulher é respeitada e fortalecida, toda a sociedade é valorizada.

Mulher, Mãe e Empreendedora, Monik Araújo

Nova Voz ONLINE – Ao longo da sua vida, quais foram as principais mudanças que você percebeu nas relações sociais e familiares envolvendo as mulheres?

Monik - Nós, mulheres, conquistamos mais espaço e voz, tanto na família quanto na sociedade. Hoje  participamos mais das decisões, empreendemos, estudamos e buscamos independência. Ainda há desafios, mas os avanços são claros e muito importantes.

Nova Voz ONLINE - Que papel o aumento da escolaridade desempenhou na melhoria da posição social das mulheres na sociedade?

Monik - A educação foi fundamental. Ela trouxe autonomia, segurança e conhecimento dos próprios direitos. Quando a mulher estuda, ela amplia suas oportunidades e transforma não só a própria vida, mas também a de sua família.

Nova Voz ONLINE - Você concorda que essas transformações também levaram os homens a mudar?

Monik - Sim. Muitos homens passaram a participar mais da vida familiar e a dividir responsabilidades. Isso fortalece os relacionamentos e constrói lares mais equilibrados e respeitosos.

Nova Voz ONLINE - Qual é o papel da família na construção de uma sociedade mais harmoniosa e respeitosa?

Monik - A família é a base de tudo. É dentro de casa que ensinamos respeito, igualdade e empatia. Educar meninos e meninas com esses valores é essencial para construirmos uma sociedade mais justa.

Nova Voz ONLINE - Que mensagem você gostaria de deixar para as mulheres neste mês de março?

Monik - Que cada mulher reconheça sua força e seu valor. Que nunca desista dos seus sonhos e ocupe com coragem os espaços que são seus por direito. Março é celebração, mas o respeito deve existir todos os dias.


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quinta-feira, 12 de março de 2026

Eduarda afirma que é no lar que meninos e meninas precisam aprender valores como empatia e respeito

Para Maria Eduarda  Monnerat Erthal Antunes, educar não se resume a impor regras, mas sim a demonstrar, nas atitudes cotidianas, o exemplo que se quer transmitir. Ela afirma que uma sociedade harmoniosa, nasce de gestos simples dentro de casa, desde a forma como a conversa flui até o compartilhamento de responsabilidades.

Nova Voz ONLINE – Ao longo da sua vida, quais foram as principais mudanças que você percebeu nas relações sociais e familiares envolvendo as mulheres?

Eduarda - percebo que antes de ganho de força, era muito comum que as mulheres fossem vistas principalmente como responsáveis pelo lar e pela criação dos filhos, mas hoje, vejo mulheres ocupando espaços de poder, no mercado de trabalho, buscando independência financeira e tomando decisões com mais autonomia e segurança.

Nova Voz ONLINEQual a importância do aumento da escolaridade na melhoria da posição social das mulheres na sociedade?

EduardaA educação não apenas abriu portas profissionais, mas também fortaleceu a autonomia, a autoestima e a participação social das mulheres. Ela deu voz a inúmeras cidadãs que, por muito tempo, lutaram em silêncio, dedicaram suas vidas à sociedade e, ainda assim, foram invisibilizadas na opinião pública e na participação política direta. Sem dúvida, a educação — não apenas para as mulheres, mas para todos os cidadãos — é um dos principais fatores de transformação social.

Nova Voz ONLINE - Você concorda que essas transformações também levaram os homens a mudar, assumindo maior participação na vida familiar e até mesmo dedicando mais atenção ao autocuidado – buscando ficar mais desejáveis para suas companheiras?

Eduarda - Não tenho dúvidas. Hoje, diferente de outrora, vemos pais participativos, pais nas assembleias escolares, juntos de tantas mães, pais se divertindo com filhos no fim do dia e aprendendo a fazer penteados nas suas pequenas princesas. Vejo isso tudo como resultado desse ganho de força e participação da mulher no mercado de trabalho e na tomada de decisões, tudo fruto dessa transformação  que reconfigurou o funcionamento das famílias, dividindo com amor, respeito e responsabilidade os deveres familiares entre os cônjuges.   

Nova Voz ONLINE - Apesar de tantas conquistas, ainda nos deparamos com notícias de feminicídio, graças à persistência de conceitos machistas enraizados na cultura social. Em sua opinião, qual é o papel da família — na educação de meninos e meninas — para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e respeitosa?

Eduarda –  É dentro de casa, no seio familiar, que meninos e meninas aprendem, desde cedo, valores como empatia, diálogo, igualdade e respeito ao próximo. Quando ensinamos que ninguém é superior a ninguém, que sentimentos podem ser expressos e que o respeito é inegociável, estamos formando adultos mais conscientes e responsáveis. Educar não é apenas impor regras, mas dar exemplo nas atitudes do dia a dia. Uma sociedade mais harmoniosa começa em gestos simples dentro de casa, no modo como falamos, dividimos tarefas e tratamos uns aos outros. É ali que plantamos as sementes do respeito que queremos ver no mundo.


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Ledimar Pereira de Pinho é uma mulher que inspira pelos 35 anos educando, empreendendo e realizando sonhos

Existem histórias construídas com trabalho, dedicação e, acima de tudo, propósito. A trajetória de Ledimar Pereira de Pinho é um exemplo da força da mulher que acredita nos seus sonhos e transforma cada etapa da vida em uma oportunidade de crescer, aprender e inspirar.

Ledimar é um exemplo de mulher que luta com máxima coragem até conquistar seus objetivos

Há 35 anos na educação, Ledimar construiu uma caminhada marcada pelo compromisso com a formação de pessoas e com a transformação de vidas. Na sala de aula, encontrou mais do que uma profissão: encontrou uma missão. Ao longo dessas décadas, ajudou a formar gerações, sempre acreditando que a educação é uma das maiores ferramentas para construir um futuro melhor.

Mas sua história também revela coragem para trilhar novos caminhos. Movida pela criatividade e pelo desejo de empreender, deu vida à Doceria Degust, um projeto que nasceu de um sonho e se transformou em um empreendimento feito com dedicação, sensibilidade e amor pelos detalhes. A cada bolo e a cada doce preparado, existe o cuidado de quem entende que a confeitaria também pode ser uma forma de levar alegria e marcar momentos especiais na vida das pessoas.

Entre tantas conquistas, existe um papel que é o mais especial em sua vida: a família. Ledimar é mãe de três filhos e avó de quatro netos, e é neles que encontra sua maior motivação para continuar seguindo em frente, sempre com o coração cheio de gratidão e esperança.

Realizada em sua trajetória, ela segue acreditando que a vida é um constante convite à superação. Para ela, ser mulher é ter a força de ensinar, a coragem de empreender, a sensibilidade de cuidar e a determinação de nunca desistir dos próprios sonhos.

- Acredito que a maior realização está em fazer o que amamos e, ao longo do caminho, tocar a vida das pessoas de forma positiva - Concluiu Ledimar.




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quarta-feira, 11 de março de 2026

Dr.ª Fernanda Gonçalves ressalta a importância de ensinar aos meninos respeito e as meninas que elas têm voz

A advogada Dr.ª Fernanda Gonçalves, assessora parlamentar do vereador Jarbas Aleixo, afirma que, como mulher, acompanhou de perto importantes transformações nos direitos femininos. Por isso, reconhece nas leis de proteção não apenas normas jurídicas, mas verdadeiros pilares de esperança, dignidade e recomeço.

A advogada Fernanda Gonçalves com as irmãs Erika e Elke e a mãe Maria Neuza

Nova Voz ONLINE – Quais foram as principais mudanças nas relações sociais e familiares pelas quais passaram as mulheres no seu tempo de vida?

Dr.ª Fernanda Gonçalves - A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) marcou uma virada histórica. Ela não apenas puniu a violência doméstica — ela rompeu o silêncio. Trouxe mecanismos de proteção, medidas urgentes e uma mensagem clara: nenhuma mulher precisa suportar agressão para preservar a família. Com isso, muitas de nós conquistamos coragem para sair de relações abusivas, exigir respeito e reconstruir lares baseados na parceria. As relações familiares tornaram-se mais conscientes, mais dialogadas e, gradualmente, mais igualitárias. Socialmente, criamos redes de apoio, fortalecemos movimentos e transformamos dor em mobilização.

Nova Voz ONLINE - Qual foi o papel do aumento da escolaridade na posição social das mulheres?

Dr.ª Fernanda Gonçalves - A educação foi — e continua sendo — uma das nossas maiores ferramentas de emancipação. O acesso crescente ao ensino ampliou horizontes profissionais e fortaleceu nossa autonomia financeira. Quero citar políticas como a estabelecida pela Lei 11.770/2008, que ampliou a licença-maternidade por meio do Programa Empresa Cidadã, além das garantias de proteção à gestante estudante, permitiram que mulheres não precisassem escolher entre maternidade e formação. Com conhecimento, questionamos desigualdades, ocupamos espaços de decisão e ressignificamos nosso papel na família e no trabalho.

Nova Voz ONLINE - A partir das mudanças ocorridas com as mulheres, quais foram as transformações ocorridas no universo masculino, em sua opinião?

Dr.ª Fernanda Gonçalves - A tipificação da violência psicológica como crime e o fortalecimento de políticas de responsabilização mostram que a sociedade não tolera mais formas invisíveis de abuso. A própria Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) consolidou a compreensão de que a violência de gênero é estrutural e precisa ser enfrentada com seriedade. Essas mudanças também provocaram reflexões sobre masculinidade. Cada vez mais homens compreendem que parceria não é posse, que cuidado não é fraqueza e que dividir tarefas e responsabilidades é um ato de maturidade. A transformação cultural é gradual, mas é real.

Nova Voz ONLINE - Qual é o papel da família na educação contra o machismo e o feminicídio?

Dr.ª Fernanda Gonçalves - A família é o primeiro espaço de formação ética e afetiva. Quando meninos aprendem, desde cedo, que respeito não é opção, e meninas crescem sabendo que sua voz importa, plantamos sementes de uma sociedade mais justa. Leis existem para punir e proteger, mas o exemplo cotidiano educa para prevenir. Pais e mães que praticam igualdade constroem lares onde a violência não encontra espaço.

Nova Voz ONLINE - Qual Mensagem deixa para as mulheres neste março?

Dr.ª Fernanda Gonçalves - Neste mês que simboliza luta e resistência, que cada mulher se reconheça como protagonista da própria história. As leis são escudos importantes, mas nossa força coletiva é o que sustenta cada conquista. Sigamos unidas, informadas e corajosas. Somos herdeiras de muitas batalhas e sementes de um futuro mais digno. Com carinho e firmeza: não estamos sozinhas — estamos juntas. 💜


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