O presidente Donald Trump parece ser imbatível quando o assunto é tornar os Estados Unidos menos simpáticos aos olhos de boa parte do mundo. Após a derrota da seleção americana por 4 a 1, diversos jogadores da própria equipe fizeram referências com críticas ao comportamento do atual ocupante da Casa Branca.
A repercussão também foi grande na imprensa internacional. Jornais europeus aproveitaram o resultado para ironizar Trump, enquanto, nas redes sociais, a seleção da Bélgica publicou duas mensagens que rapidamente ganharam destaque: "Não é soccer, é futebol" e "Reverta isso!", em uma clara provocação.
Era necessário? Essa é uma questão que pode ser debatida. O fato é que Trump frequentemente busca ocupar o centro das atenções, seja por suas declarações, seja por suas atitudes. Como consequência, acaba despertando forte rejeição entre aqueles que não compartilham de suas ideias ou de sua visão política.
Mais do que episódios isolados, isso parece fazer parte de uma estratégia de comunicação. O objetivo não é conquistar todos, mas falar diretamente ao seu eleitorado e reforçar a identidade do próprio grupo. Nesse modelo, convencer quem pensa diferente deixa de ser prioridade; o foco passa a ser mobilizar e fidelizar quem já está convencido. Os demais simplesmente deixam de importar.
É uma estratégia que pode ser eficaz do ponto de vista eleitoral, ainda que contribua para aprofundar divisões e alimentar a antipatia de parte da opinião pública internacional.
Goste-se ou não, é assim que essa comunicação tem sido construída. E, para compreender os acontecimentos, é preciso reconhecer essa lógica.























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