Nova Voz ONLINE: Qual lembrança vem à sua memória quando perguntamos sobre o seu pai?
Valéria Tardivo: Meu pai é um exemplo de superação, coragem, afeto, ética, dignidade e amor pleno. Quando alguém me pergunta sobre ele, a primeira lembrança que me vem à memória é o carinho, o apoio incondicional e o zelo constante que sempre dedicou aos filhos, aos familiares e aos amigos. Sua presença sempre foi sinônimo de acolhimento, segurança e amor.
Nova Voz ONLINE: Em sua opinião, enquanto educadora, qual é o maior desafio de ser pai e mãe nos dias de hoje?
Valéria Tardivo: Ser pai e mãe nos dias atuais é, sem dúvida, um grande desafio. Os tempos mudaram e muitos valores essenciais para a construção de uma família unida acabaram sendo banalizados. Acredito que educar de forma plena e cuidadosa exige respeito mútuo, estabelecimento de limites e valorização da autoridade dos pais. Eles precisam estar preparados para dizer "não" quando necessário e, ao mesmo tempo, formar filhos capazes de enfrentar as adversidades da vida com coragem, ousadia, responsabilidade e esperança.
Nova Voz ONLINE: O que você acredita que nunca pode faltar na relação entre pais e filhos?
Valéria Tardivo: O respeito é indispensável. Mas acredito que uma relação verdadeiramente harmoniosa entre pais e filhos também deve ser construída sobre a ética, a cumplicidade, a admiração, a partilha de sonhos e, acima de tudo, muito amor. Esses valores fortalecem os laços familiares e permanecem por toda a vida.
Nova Voz ONLINE: Para encerrar, há alguma história curiosa ou divertida envolvendo seu pai que você gosta de lembrar?
Valéria Tardivo: Meu pai é mestre em transformar situações simples do cotidiano em grandes lições de vida ou em momentos de muitas gargalhadas. Há duas histórias que guardo com muito carinho.
A primeira é bastante pitoresca. Morávamos na zona rural e um bezerrinho foi abandonado pela vaca. Passamos a cuidar dele como se fosse um animal de estimação. Meu pai saía para passear com ele usando uma corrente de cachorro. Certa vez, um vizinho observou a cena e comentou que aquele "cachorro" era muito diferente, perguntando de que raça ele era. Sem perder a oportunidade da brincadeira, meu pai respondeu prontamente: "Bezerro!". Até hoje rimos muito dessa história.
A segunda lembrança não é engraçada, mas é uma das maiores heranças que recebi dele. Meu pai sempre nos ensinou a sermos amáveis, educados, corretos, corajosos e a enfrentarmos a vida com resiliência, dignidade e empatia. Entre seus muitos conselhos, há um que guardo para sempre no coração: "Tudo o que semeamos, colheremos em abundância no tempo certo." Essa frase continua guiando minha vida e reforçando a importância de agir sempre com honestidade, fé e esperança.
Aproveito para desejar a todos os pais um Dia dos Pais feliz, abençoado e repleto de celebrações. E, de forma muito especial, ao meu querido pai, Valter de Souza, desejo um domingo de muitas homenagens, cercado pelo carinho da família e pela gratidão infinita que sentimos por tudo o que ele representa em nossas vidas.
Essa versão preserva a emoção e a autenticidade das respostas da Valéria Tardivo, deixando a entrevista mais agradável e elegante para publicação no Nova Voz ONLINE.






















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