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| Essa foto foi tirada em 23 de agosto de 1964, o dia da desativação da estrada de ferro Leopoldina. Na imagem um trem cargueiro com sete vagões. É a locomotiva 403 |
Com a crise no sistema ferroviário
brasileiro, a Estrada de Ferro Leopoldina foi desativada no ano de 1963 e virou
saudade. Portela sofreu uma enorme decadência, bem como outras cidades do
interior, encerrando-se um dos marcos da história de um grande empreendimento
empresarial do século XIX, a era das Vias Férreas.
Mas podemos afirmar que as estradas de
ferro abriram caminhos, levando prosperidade por onde passavam e fazendo
conexões regionais.
Vale lembrar que muitos ferroviários
dormiam e faziam refeições na Pensão do senhor Altino Pinto de Azevedo, pai do
autor deste livro, e foi com pesar e muita tristeza que no dia 24 de agosto de
1964, exatamente, numa segunda-feira, ao meio-dia, chegou um trem cargueiro com
uma composição de 07 (sete) vagões para retirar os trilhos e levar os
utensílios que estavam na Estação. A Locomotiva da Estrada de Ferro Leopoldina,
que puxava os vagões tinha o número 403 e o maquinista foi o senhor Manoel
Martins.
Tenho uma recordação carinhosa e muito
triste quando em 1963, foi desativado o Ramal da Estrada de Ferro em Portela e
os Ferroviários Maninho, Crespo, Machado e Jaert, despediram-se das pessoas que
estavam na Venda do senhor Altino Pinto de Azevedo e emocionados chegamos às
lágrimas ...
No local da Estação que foi demolida,
encontramos hoje a Rodoviária de Portela, algumas dependências da Leopoldina
foram ocupadas pela Prefeitura e particulares que tomaram posse com a
construção de imóveis.
Houve um grande êxodo de portelenses, que foram para as grandes cidades à procura de um futuro melhor. A população diminuiu e houve um grande retrocesso.
























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