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quarta-feira, 4 de março de 2020

Informamos com pesar o falecimento da Professora Guinéia Pinto de Azevedo (Distrito de Portela)

A Nova Voz ONLINE lamenta informar aos leitores o falecimento de uma das mais importantes professoras da história de Itaocara: Guinéia Pinto de Azevedo. Imortal pela Academia Itaocarense e Cambuciense de Letras. Participante ativa dos festivais de Trova na região. Pessoa sensível, inteligente, culta e muito bondosa.
Gerações de itaocarenses, especialmente os do Distrito de Portela, aprenderam Português em sua sala de aula. O Doutor André Nassif, um dos grandes economistas brasileiros da atualidade, escreveu que foi ela quem lhe despertou para importância dos grandes autores brasileiros, como Machado de Assis.

A família da Nova Voz ONLINE sente particularmente essa perda. Guinéia Azevedo era nossa Tia. Quando nos mudamos para Itaocara, no meado do ano de 1985, ela foi muito acolhedora e generosa conosco.

O irmão de Guinéia, Dr. Almir Pinto de Azevedo, sobrinhos e primos, informam aos que quiserem e puderem ir se despedir dela, que o Velório está acontecendo, na Igreja Batista de Portela o sepultamento será as 17 horas no Cemitério local.
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terça-feira, 3 de março de 2020

Alinny Sader: O Tempo é Aliado das Mulheres

Uma das mais charmosas representantes do sexo feminino de Itaocara, Alinny Sader, faz uma analogia comparando às mulheres aos bons vinhos, afirmando que o passar do tempo, torna as mulheres melhores. Ela declara ainda seu amor incondicional pelo filho Brenner, dizendo que ser Mãe à fez um ser humano melhor.
Alinny com o filho Brenner
Nova Voz ONLINE – Em sua rede social, você afirmou que ser mulher é conciliar força e sensibilidade. Pode explicar um pouco mais sobre o que quer dizer?
Alinny Sader – A alma feminina é assim: mistura de delicadeza e força (com razão), com a sensibilidade que nos dá a sabedoria de distingui-las e manifestar na hora certa. O amadurecimento melhora a mulher. Acho que somos como o vinho de boa safra, que o tempo qualifica a cada dia.

Nova Voz ONLINE – Então acha que o tempo desenvolve, especialmente nas mulheres, a sabedoria para saber quando falar e quando ouvir?
Alinny Sader – Com certeza! Lógico que cada indivíduo é único. Não se deve generalizar. Porém, penso que o caminhar da existência é sempre para frente. Não devemos temer o transcorrer dos anos. Pelo contrário. Justamente o tempo nos beneficia. Passamos a compreender melhor as coisas. Cito como exemplo, este momento da minha vida, quando acredito em ouvir primeiro e tirar conclusões depois.

Nova Voz ONLINE – Tem alguma mulher que considere modelo?
Alinny Sader – Sem dúvidas, a minha mãe, Zenaide Sader. Uma mulher guerreira. Que trabalhou muitos anos na área da Saúde. Sempre companheira do meu Pai, Alcimar Bianchini. Hoje ela está aposentada. Ela me ensinou a tratar todas as pessoas com educação, conforme gostaria de ser tratada. Minha mãe e meu pai são os dois grandes modelos da minha vida.
A vovó Zenaide com o netinho Brenner
Nova Voz ONLINE – Faz apenas uma ou duas gerações, as mulheres tinham papel mais definido como dona de casa e esposa. Agora é normal vermos mulheres multitarefas (bem o seu caso). É mãe, dona de casa, trabalha fora, e é mulher no sentido da busca do amor romântico. Que mulher é essa? É a Super Mulher?
Alinny Sader – No meu caso, eu brinco sempre nas minhas redes sociais, que nunca fui princesa. Desde cedo, precisei trocar a Tiara por uma Armadura. Busco estar sempre pronta para os desafios. Os desafios que enfrentei me fizeram ser a pessoa que sou atualmente. E eu gosto de mim. Acho importante aprendermos a gostar de nós mesmas.

Nova Voz ONLINE – Você é Mãe. Como ser Mãe afetou a sua compreensão de mundo, enquanto mulher, enquanto ser humano?
Alinny Sader – Ser Mãe foi uma dádiva. Um presente de Deus. Transformou-me num ser humano melhor. Até minha maneira de encarar e buscar compreender o mundo se modificou para melhor. Eu amo meu filho Brenner. Sou uma mãe assumidamente babona.

Nova Voz ONLINE – Essas mudanças todas obrigaram os homens a mudarem. Os homens mais cosmopolitas e contemporâneos dividem tarefas com suas mulheres / companheiras. Concorda com essa afirmação?
Alinny Sader – Acho que o homem atual, aquele homem que não está na idade das cavernas é parceiro das mulheres. Dividir as tarefas domésticas é muito correto, especialmente se os dois trabalham fora. Existe um ranço machista, infelizmente. Mas acho que os homens com quem vale a pena conviver, são aqueles que estão fora dos estereótipos de gênero. Que enxergam a mulher como igual em direitos. Não possuem preconceitos absurdamente equivocados.

A Famigerada Violência 
contra as Mulheres

Nova Voz ONLINE – Mesmo com todas as transformações, um número extraordinariamente grande de mulheres ainda são vítimas de preconceito, assédio e violência. O que imagina ser preciso para mudarmos essa realidade?
Alinny Sader – Acho que disseminar informações sobre os direitos das mulheres fundamental. É preciso que tenhamos ciências dos direitos que possuímos. Que como são direitos, podemos exigir que sejam respeitados. Importante frisar que não queremos acesso a Justiça por nos tornar vítimas. Queremos acesso a Justiça porque somos cidadãs, sujeitos de direitos.
Nossa entrevistada afirmou que os homens com quem vale a pena conviver respeitam e enxergam as mulheres como iguais
Nova Voz ONLINE – Março é um mês dedicado as Mulheres. O que diria para as mulheres, nessa época especial do ano?
Alinny Sader – Eu diria que somos vida que gera vidas. Ninguém espalha tanto esperança quanto as mulheres. Não há algo que brilhe mais. Somos mais amor, mais verdade, mais cuidado. Nós somos singulares sob todos os pontos de vista. Tenho muito orgulho de ser mulher. Para concluir, estes versos do poema Mulher, da Cora Coralina. Identifico-me muito com cada palavra: “Eu sou aquela mulher, a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta, a recomeçar na derrota, a renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos e a ser otimista”. Parabéns pra nós, MULHERES
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segunda-feira, 2 de março de 2020

Fernanda Galiaço: Uma mulher que acredita no Poder do Amor e da Fé

Sempre gostei de fazer parte do universo feminino. Desde bem pequenina sonhava em ser MÃE. Imaginava-me cuidando e educando meus filhos por meio dos mesmos ensinamentos que recebi de meus pais (que foram os melhores).
Fernanda Galiaço com a Mãe Elena
Tive (e tenho) grandes mulheres que se tornaram exemplos de amor, dedicação à família, à Igreja e ao trabalho, como minha mãe, Elena Galiaço, minhas irmãs e nossa matriarca, minha avó, Gessy Manhães. Ela foi meu maior modelo.

Mulher de fé inabalável tinha em Deus a certeza de que Nele poderia todas as coisas. Criou cinco filhos com muito trabalho e doação à família, ao lado de meu avô Nilo. Durante sua passagem pela Terra, perdeu três deles para o Senhor, mas nada foi capaz de abalar sua fé.
Gessy Manhães, a saudosa avó de Fernanda
Fundadora da Capela de São João, em Funil-Cambuci, morreu aos 98 anos deixando o maior legado que uma mulher pode dispensar para posteridade: o amor e a fé.

Esse exemplo faz-me perceber que nascer MULHER é ser capaz de abdicar muitos sonhos, de enfrentar grandes dores e infinitas dificuldades, na certeza de que a superação existe apenas para os fortes, para aqueles que entendem que somente o AMOR e a FÉ são capazes de transformar o mundo e o coração das pessoas.
Fernanda Galiaço ao centro, com a família. O esposo, Vinícios Lugão Vieira, e os filhos: Miguel, Laura e Maria Fernanda
Hoje, olho para trás e sinto-me uma MULHER realizada! Sou mãe de três filhos que são minhas maiores alegrias. Tenho uma família linda que é fortalecida diariamente pelo AMOR e pela FÉ!

Sou realizada profissionalmente e acredito que nós, MULHERES, podemos sim ganhar o mundo e devemos ser reconhecidas por nossas virtudes, nossa competência profissional e nossas habilidades múltiplas.

Sonoros aplausos a todas nós!
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O ano começa depois do carnaval? Ou o ano já começou? – Texto Hélio Sales – Presidente da CDL Itaocara, Aperibé e Cambuci

Hoje é o primeiro dia útil da semana após o carnaval. Criamos o hábito de dizer que o ano só começa depois do carnaval. Mas eu pergunto a você, que agora está lendo este artigo: você ficou de férias nos meses de Janeiro e Fevereiro? Ou desde que findou o dia do ano novo, está na labuta, ganhando honestamente o seu dinheiro, para pagar suas contas e contribuir com o país?
Hélio Sales - Presidente da CDL Itaocara, Aperibé e Cambuci
Sou capaz de apostar que a grande maioria das pessoas vai responder que está trabalhando duro. Sim, muita gente tira férias. Aproveitam as férias escolares e ficam alguns dias em algum lugar, com toda família. E isso é ótimo. Nas cidades que ficaram, especialmente o comércio, se beneficiou com a presença dos turistas. Ou seja, as pessoas das localidades turísticas, trabalharam bastante. Então as férias de uns, gera trabalho para outros.

Infelizmente, não por falta de vontade de trabalhar, mas por mazelas ocasionadas pelos erros na política econômica, ao longo da última década, temos atualmente mais de dez milhões de desempregados. Muitos negócios faliram. E quem tem sua empresa, trabalha arduamente, sem folga, para que ela continue de pé, cumprindo as obrigações. Pagando funcionários, tributos, fazendo a roda da economia girar.

Quando se diz que o Brasil só começa a funcionar depois do carnaval, fica parecendo que somos um país rico, que pode ficar dois meses parado. Não somos ricos, nem somos pessoas à toa. Pelo contrário. Raros são os dias que não recebo dois ou três currículos, de gente de todas as idades, desde jovens a chefes de família, pedindo emprego. E quem tem seu trabalho, quando é demitido, sofre um choque, grande revés.

É hora de por fim a este mito de país de malandros, de gente à toa. Não somos nada disto. Pelo contrário. Produzimos a riqueza do Brasil. E grande parte do fruto do nosso trabalho é recolhido pelo Estado na forma de impostos e nunca nos é devolvido. Pagamos impostos, e as pessoas que podem, para terem qualidade no serviço e no atendimento, pagam plano de saúde, escola particular, pedágio, segurança particular e etc. O Estado, independente de quem governa, é que falha conosco (cidadãos). Não cumprem suas obrigações. E quando cumprem, ainda querem palmas e votos. Lamentável!

Entramos no terceiro mês do ano repletos de fé de que as coisas vão melhorar. Precisamos que a economia volte a crescer. Nós, empreendedores, queremos manter os empregos que geramos e gerar novos empregos. Para isto, a política economia do governo precisa ajudar. Se em 2020 tivermos outro crescimento do PIB pífio, como foi em 2019, à esperança terá ido embora. Com ela, virá o não investimento, falências e mais desemprego. Tudo o que não queremos.

Nós, os comerciantes, os empresários e os trabalhadores, estamos cumprindo nossa parte. Queremos trabalhar. O governo que pense fora da caixinha, que fomente a atividade econômica, para que o Brasil possa ter um ano de 2020, bem melhor do que foi 2019. Na verdade, que os próximos dez meses, incluindo este mês de março, sejam bem melhores do Janeiro e Fevereiro.

Forte abraço aos empresários e trabalhadores, que juntos lutam e acreditam num país melhor.
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domingo, 1 de março de 2020

Mulher Virtuosa – Texto: Drª. Márcia Buarque Malta Silva

O que dizer de nós mulheres, que levantamos ao raiar do sol e nos deitamos quando as luzes se apagam. Que cada dia lutamos as nossas lutas, e não por satisfeitas, lutamos a do próximo.
Drª. Márcia, com o marido Dr. Silmo e família
Dotadas de uma sensibilidade, que por vezes nos consome, fazendo assim despertar o instinto protetor de uma leoa, um verdadeiro mix de fragilidade e força. Somos capazes de, literalmente, gerar e alimentar a vida.

Com o nosso comportamento e sabedoria, buscamos direitos, igualdade e respeito. Foram muitas as conquistas no decorrer dos tempos, mas ainda temos muito que conquistar.

E por falar em conquistas, recordo-me de uma mulher virtuosa, que deixou um legado maravilhoso, Dona Diva, para muitos, irmã Diva, dotada de uma grande serenidade, divinamente sábia, verdadeiramente fazendo jus ao seu nome.

Contava Dona Diva, que seus pais não a deixaram ir a escola, nunca pode frequentar uma sala de aula. Era uma das filhas mais velhas do total de 07 (sete) filhos, era a responsável por lavar toda a roupa da família, à beira do Rio Paraíba, desde muito nova trabalhadeira.

Em sua época, as meninas não frequentavam escola, ficava em casa fazendo todos os fazeres do lar. Eram apenas os meninos com quem os pais se preocupavam em enviar à escola a fim de que pelo ao menos aprendessem a ler e escrever. Segundo Dona Diva, seus pais não queria que aprendesse a ler e escrever, pois só assim não trocaria bilhetes com os rapazes.

Só que de tanto insistir Dona Diva conseguiu um salvo conduto, seus pais lhe permitiram que fosse à escola em companhia de seu irmão Guilherme. Então, nos dias que Guilherme queria ir à aula, Dona Diva também ia, mas não durou mais do que 04 semanas, pois Guilherme não queria saber dos estudos, e seus pais não eram como ela foi (pois muito brigou, insistiu e castigou seus filhos para que concluíssem os estudos), eles simplesmente não persistiam para que o seus filhos frequentasse a escola, assim Dona Diva não pode estudar.

Só que Dona Diva, não se conteve, sendo lhe grande a vontade de ler e escrever, esta não desistiu de seu sonho. E no caminho para as lavagens de roupas encontrava cartas, cartas de amor de sua prima, as quais eram lidas e jogadas na estrada para não serem descobertas. E coube ao destino trazer as cartas ao encontro de Dona Diva, garotinha de curiosidade aguçada - coisa de mulher - aprendeu a ler sozinha e escrever sozinha e mais tarde se aperfeiçoou lendo a Bíblia, da qual se tornou inseparável. Foi juntando às letrinhas, galgando degraus, somado a força da vontade em realizar um sonho, se deu a conquista, assim aprendeu a ler e escrever.

Ela é um dos mais de tantos exemplos de mulheres íntegras, cujo valor não se encontra em um corpo esculpido, em uma sensualidade extravagante, o seu valor muito excedeu a de rubis, tendo deixado um legado que será eternizado nas gerações futuras.

O mês de março é comemorativo as mulheres, mas que o dia Internacional da Mulher não seja apenas uma data para homenagear as mulheres nas lutas e conquistas ao longo do tempo, pela constante busca por direitos e igualdade, mas também, para refletirmos sobre o verdadeiro papel da mulher na sociedade.

Tem um ditado popular que diz: “Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher.” Mas, mulher não foi feita para estar atrás, a posição da mulher deve ser de paridade.

À mulher, que antes exercia o papel apenas de progenitora. Concernente às conquistas sociais e políticas, passamos a ter lugar de destaque na sociedade, no campo profissional, fazemos o que os homens fazem, porém de salto alto.

Com o passar dos anos, percebemos que nós mulheres, ganhamos muito mais atribuições devido ao espaço conquistado na sociedade. E cada vez mais em postos elevados, mais sentimos a pressão desta competitividade, e a tendência é distanciarmos da família, e é nesse ponto que devemos dar destaque a nossa principal função, por sermos as progenitoras, algo imutável, eis que divinamente estabelecido.

Nesse ponto, a família, a criação e educação de filhos, é esse papel que não podemos delegar. As mulheres que hoje tem a opção (não por imposição como já fora um dia) por continuar como Dona Diva, merecem nosso valor e respeito, pois são responsáveis pelo berço social, pois o que buscamos nada mais é do que o lugar de paridade, sem, contudo de nos distanciarmos para principal função.

O segredo da mulher virtuosa é a maneira sábia de amar a Deus sobre todas as coisas e administrar sua família, seu trabalho.
(Provérbios 31)
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