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sábado, 8 de agosto de 2026

O Meu Pai, José Maria Fernandes – Texto Bethânia Fernandes

O Dia dos Pais sempre me convida a olhar para a minha história e perceber o quanto fui privilegiada por ser filha de José Maria Fernandes. Antes de ser uma liderança política respeitada, ele foi, para mim e para o meu irmão Cássio, um pai amoroso, presente em tudo o que realmente importava. Cada conquista nossa, por menor que fosse, era celebrada por ele com uma alegria que parecia maior do que a nossa.

Meu pai construiu sua trajetória com trabalho, perseverança e um profundo compromisso com o bem comum. Filho de uma família simples, começou a trabalhar ainda menino e fez da honestidade e da dedicação os pilares da sua vida. Em Itaocara, encontrou o lugar onde construiu sua família, desenvolveu sua atividade profissional e decidiu dedicar grande parte da sua existência à vida pública.

A política nunca foi, para ele, um caminho de benefícios pessoais. Ao contrário, era uma missão. Seu escritório de contabilidade e suas atividades rurais garantiam o sustento da família. A política era exercida com desprendimento, movida pelo desejo de transformar Itaocara em um município mais desenvolvido e mais justo. Meu pai nunca deixou de sonhar. Sempre tinha uma nova ideia, um novo projeto, uma nova esperança para melhorar a vida das pessoas.

Sua atuação ultrapassava os limites do município. Como fundador do MDB em Itaocara, participou da luta pela redemocratização do Brasil, presidiu o partido por muitos anos, foi Delegado Nacional do PMDB e manteve diálogo permanente com deputados, senadores e governadores, sempre defendendo os interesses da nossa cidade e da integração do Noroeste Fluminense. Era uma referência política respeitada, mas, acima de tudo, um homem de palavra.

Desde a infância, compreendemos que a política ocupava parte do tempo que gostaríamos de ter ao lado dele. Hoje, entendo que aquele tempo era dedicado ao serviço público e ao compromisso com tantas famílias que confiavam nele. Esse exemplo nos ensinou que a verdadeira política é feita para servir às pessoas e construir um futuro melhor.

Outra marca inesquecível do meu pai é sua generosidade. Até hoje encontro pessoas que fazem questão de me contar como foram ajudadas por ele, como receberam um conselho, uma oportunidade ou uma palavra de incentivo. Essas lembranças confirmam aquilo que sempre vivi dentro de casa: ele cultivava amizades sinceras, tratava todos com respeito e acreditava que a maior riqueza de uma vida são as pessoas.

Neste Dia dos Pais, meu sentimento é, acima de tudo, de gratidão. Gratidão pelo pai amoroso que tive, pelos valores que nos transmitiu e pelo legado que deixou para nossa família, para seus amigos e para Itaocara. Tenho muito orgulho de carregar seu nome e de ver que sua história continua viva na memória e no coração de tantas pessoas.


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Entre gratidão, fé e ensinamentos: Eduardo Antunes homenageia o pai, Antunes Bombeiro, no Dia dos Pais

Para Eduardo Antunes, ser pai vai muito além de uma responsabilidade: é estar presente, orientar e transmitir valores que acompanham os filhos por toda a vida. Ele fala sobre a influência do próprio pai, a importância da família na formação do cidadão e os princípios que procura levar para a criação de seus filhos, Maria Alice e Bento.

Nova Voz ONLINE – Qual lembrança vem à sua memória quando perguntamos sobre o seu pai?

Eduardo Antunes - São muitas memórias, mas a principal é saber que ele colocou em segundo plano sua carreira no Corpo de Bombeiros para poder estar perto de mim, me criar e contribuir para me tornar o homem que sou hoje. Alguns podem não entender, mas, em seu tempo de farda, as promoções dependiam muito de cursos de formação ministrados apenas na capital do estado, o que levava cerca de seis meses. Como pai apaixonado e responsável, como sempre foi, nunca colocou o sonho de uma carreira acima da paternidade e da responsabilidade de ser um pai presente, de estar comigo em cada realização e de dar seu jeitinho para não perder uma olimpíada estudantil.

Nova Voz ONLINE - Ler isso é emocionante e já demonstra o caráter do seu pai.

Eduardo Antunes - Sou muito grato e orgulhoso desse grande homem que Itaocara inteira conhece, respeita e admira, que é meu pai: o Antunes Bombeiro, o Antunes da Gisele. Aliás, hoje, o Antunes é o avô do Bento e da Maria Alice.

Nova Voz ONLINE – Em sua opinião, qual é o maior desafio de ser pai nos dias de hoje?

Eduardo Antunes - É exatamente ser pai. Não pela dificuldade de sê-lo, mas pelas dificuldades que o meio social nos impõe hoje. As famílias, de modo geral, estão sendo tolhidas do exercício do pátrio poder, da educação, da adequada instrução de seus filhos e da transmissão da doutrina da fé. Aliás, essa fé é protegida pela Constituição Federal, mas, muitas vezes, é modulada e manipulada para prejudicar determinados grupos e crenças. Devo lembrar que o olhar da sociedade e do Estado deve ser, sim, atento e diligente em todos os casos de violação, violência e abuso. Mas as famílias devem ter seus direitos garantidos, e seu núcleo deve ser protegido e fortalecido pelo Estado. Afinal, o cidadão se forma no seio familiar e gera seus reflexos fora dele.

Nova Voz ONLINE – Tem alguma coisa em especial que o seu pai lhe ensinou e que você traz consigo até hoje?

Eduardo Antunes - A confiança. Meu pai me criou para confiar nele, assim como confio nele até hoje. Certo ou errado, sempre confiei, pois sempre ouvi dele que estaria ao meu lado, no que fosse. Isso não se traduz em conivência, mas, sim, em instrução e sabedoria de quem sabe guiar para a resolução dos problemas. Jesus disse: “A César o que é de César, a Deus o que é de Deus.” Estar junto, na verdade, sempre é seguir a lei dos homens, sem se afastar da lei de Deus.

Nova Voz ONLINE – O que você acredita que nunca pode faltar na relação entre pai e filho?

Eduardo Antunes - Com toda certeza, é o respeito. Aliás, em nenhuma relação interpessoal o respeito pode ficar de fora. Infelizmente, o respeito está escasso. A cada dia que passa, nos deparamos com mais e mais situações que nos envergonham enquanto sociedade. Mas, ainda assim, creio, enquanto cristão católico, que nossa sociedade tem jeito. E luto a cada dia para dar o exemplo aos meus filhos e, aos poucos, ajudar a construir o caráter deles e formá-los para serem cidadãos íntegros.

Nova Voz ONLINE – Para encerrar, há alguma história curiosa ou divertida envolvendo seu pai que você gosta de lembrar?

Eduardo Antunes - Certa vez, fomos com um grupo de pessoas para uma praia e, como bem se sabe, nunca há consenso quando o grupo é grande. Meu pai sempre me disse que, quando saímos para passear, o fato de sair já é diversão e que temos que aproveitar a ida, a permanência e o retorno.

Nova Voz ONLINE - Excelente reflexão!

Eduardo Antunes - Com essa motivação e esse bom astral, quando era perguntado, a cada decisão ou indecisão do grupo, ele sempre respondia: “Vamos sim”. E, quando alguém discordava, ele dizia: “Então não vamos não”. O motivo disso ser marcante é que observar esse jeito dele me fez aprender a viver, a me adaptar e a sempre extrair o melhor de cada situação. Ser grato pelo que tenho, pelo que fiz e até pelo que não pude fazer. Afinal, tudo é permissão de Deus, e é a Ele que devemos dedicar e agradecer por cada despertar.


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Victor Hugo diz que seu Pai, Wagner Pinho, é exemplo de força, coragem, honestidade e dedicação à família

Hoje é um dia especial para homenagear o homem que, para mim, representa força, coragem, honestidade, trabalho duro e amor: meu pai Wagner Pinho.

Pai, você é um verdadeiro guerreiro da vida. Um homem que nunca teve medo de lutar, que sempre trabalhou com dignidade e fez o possível e o impossível para cuidar da sua família. 

Muitas vezes, talvez sem perceber, você me ensinou mais com suas atitudes do que com palavras.  Me ensinou o valor do trabalho, da honestidade, da responsabilidade e, principalmente, da família. Seu jeito protetor sempre me fez sentir que, enquanto você estivesse por perto, eu nunca estaria sozinho. 

Sei que a vida nem sempre foi fácil, enfrentamos dificuldades financeiras, muitos problemas de saúde, mas o senhor nunca largou de mão e nunca deixou de viver a vida com felicidade. E é isso que torna você ainda mais especial para mim. Tenho um orgulho enorme de ser seu filho, do pai que sempre foi e do exemplo que representa na minha vida.

Eu te amo muito, pai. ❤️

Feliz Dia dos Pais! Você merece todo amor, respeito e reconhecimento do mundo.


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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

“Dia dos Pais: a ausência que ensina, o amor que permanece” – Texto Edilson Vieira Andrade

O Dia dos Pais sempre desperta em mim sentimentos profundos e, muitas vezes, difíceis de traduzir em palavras. Enquanto muitas pessoas recordam momentos vividos ao lado de seus pais, eu convivo com a lembrança de uma ausência que me acompanha desde o início da minha vida.

Não tive o privilégio de conhecer o meu pai. Quando ele faleceu, eu tinha apenas um ano e oito meses de idade. Não houve tempo para construir memórias, ouvir seus conselhos, sentir seu abraço ou compartilhar os momentos que, normalmente, marcam a relação entre um pai e um filho. Essa é uma lacuna que o tempo nunca conseguiu preencher completamente.

Sinto falta disso até hoje. Não da saudade de quem conviveu, mas da saudade do que nunca pude viver. Às vezes imagino como seria ouvir sua voz, conhecer seu jeito de pensar ou descobrir quais ensinamentos ele teria me deixado. São perguntas que jamais terão respostas, mas que, de alguma forma, ajudaram a moldar quem me tornei.

Dona Diva e Sr. Elias Andrade, pais de Dilsinho

Isso influenciou bastante a maneira como encarei a paternidade. Busquei estar perto dos meus filhos o máximo que pude. Tenho filhos e filhas maravilhosos. E eles me deram o presente supremo da vida, que me fizeram avô. Muita gratidão a Deus por isso.

Ao longo da minha vida, alguns tios procuraram ocupar esse espaço vazio. Fizeram isso não por obrigação, mas por carinho e generosidade. Em muitos momentos, conseguiram amenizar a falta que um pai faz.

Tenho uma gratidão imensa pelos meus tios Luiz Vieira e Marino Vieira, irmãos da minha mãe, e também pelo meu tio Carlito, o Carlos Andrade, irmão do meu pai. Cada um, à sua maneira, esteve presente em diferentes fases da minha criação e da minha educação. Eles nunca tentaram substituir meu pai — porque ninguém substitui um pai —, mas foram presenças importantes, oferecendo apoio, orientação e afeto quando eu mais precisava.

No entanto, se hoje tenho referências sólidas sobre o significado de ser pai, elas vieram principalmente de duas pessoas: minha mãe e meu irmão, Elidivar.

Antes de encerrar, preciso registrar que minha mãe foi muito mais do que mãe. Com coragem, firmeza e um amor que parecia inesgotável, ela assumiu sozinha a missão de educar, proteger e formar o meu caráter. Enfrentou dificuldades que muitos sequer imaginam, mas nunca permitiu que eu crescesse sem valores, sem limites e sem esperança. Foi nela que aprendi o verdadeiro significado da responsabilidade, da honestidade, da dignidade e do amor incondicional.

Como mensagem aos leitores, minha reflexão é que a paternidade vai muito além dos laços biológicos. Ser pai é cuidar, proteger, orientar, corrigir quando necessário, incentivar nos momentos difíceis e estar presente, principalmente quando a vida exige força. Feliz é quem pode viver tudo isso ao lado do próprio pai. Mas também é abençoado quem encontra, ao longo do caminho, pessoas dispostas a oferecer amor, apoio e exemplo.

A todos os pais, biológicos ou de coração, deixo minha homenagem. Que nunca subestimem o poder de sua presença. Um abraço, um conselho, um exemplo e um gesto de carinho podem marcar uma vida para sempre. Eu sei disso porque, mesmo sem ter conhecido meu pai, fui abençoado por pessoas que, com amor, me ensinaram que a verdadeira paternidade nasce, acima de tudo, no coração.


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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Ângelo José Mendes fala sobre seu Pai, José Mendes, conhecido como Zé Barro

Às vésperas do Dia dos Pais, Ângelo José Mendes compartilha lembranças marcantes de seu pai, José Mendes, o conhecido "Zé Barro", e fala sobre os valores que herdou dele. Ele destaca a honestidade, o compromisso com a palavra e o exemplo como pilares da paternidade, além de refletir sobre os desafios de educar os filhos em tempos de excesso de tecnologia.

O Papai Ângelo com a esposa Andreia e os filhos

Nova Voz ONLINE - Qual lembrança vem à sua memória quando perguntamos sobre o seu pai?

Ângelo José Mendes - A principal lembrança que tenho do meu pai, o Sr. José Mendes, conhecido por todos como Zé Barro, é a de um homem honesto, trabalhador e de palavra. Sua luta diária como pedreiro para criar os cinco filhos foi incansável. Com muito orgulho, cuidou da minha mãe, Dalva, e, literalmente, formou cada um de nós com o suor do seu trabalho. Tenho muito orgulho dessa história e do legado que ele deixou para nossa família.

Nova Voz ONLINE - Em sua opinião, qual é o maior desafio de ser pai nos dias de hoje?

Ângelo José Mendes - Acredito que a autoridade paterna esteja vivendo uma crise. Para mim, ser pai exige, acima de tudo, dar bons exemplos aos filhos. Isso passa também pela autoridade espiritual, algo que considero difícil, mas extremamente necessário. Além disso, as tecnologias têm roubado o diálogo dentro das famílias. As conversas à mesa estão cada vez mais raras, e essa convivência faz muita falta nos dias de hoje.

Nova Voz ONLINE - Tem alguma coisa em especial que ele lhe ensinou e que você traz com você até hoje?

Ângelo José Mendes - Sem dúvida. Como já disse, meu pai era um exemplo de dedicação ao trabalho. Ele assumia suas obras e cumpria rigorosamente tudo o que prometia. Honrar a palavra dada era uma característica marcante da sua personalidade. Esse compromisso com a responsabilidade e a honestidade é um legado muito forte que deixou para todos os seus filhos e que procuro levar comigo em minha vida.

No porta-retratato, uma lembrança e um milhão de saudades

Nova Voz ONLINE - O que você acredita que nunca pode faltar na relação entre pai e filho?

Ângelo José Mendes - O respeito. A relação entre pai e filho não é igual à amizade entre colegas de escola. É claro que pode existir amizade, carinho e cumplicidade, mas o respeito jamais pode faltar. O amor deve caminhar junto com uma autoridade conquistada pelo exemplo, nunca pela imposição. Quando o pai é exemplo, o respeito surge de forma natural.

Nova Voz ONLINE - Para encerrar, há alguma história curiosa ou divertida envolvendo seu pai que você gosta de lembrar?

Ângelo José Mendes - Essa história rende boas risadas até hoje. Quando eu era criança, durante uma reunião de amigos do meu pai, ganhei o apelido de "Pratinha", porque vivia pedindo uma "moedinha" para os amigos dele. Em certa ocasião, um deles resolveu me dar uma nota de dinheiro em vez de moedas. Mais tarde, meu pai perguntou onde estava o dinheiro. Eu mostrei, todo orgulhoso, as moedas que havia conseguido e respondi: "O dinheiro está aqui!". Então ele perguntou: "E o papel?". Respondi, com toda a inocência do mundo: "Joguei no fogo!". Lá em casa havia um fogão a lenha, e eu achei que a nota não tinha valor, preferindo ficar apenas com as moedas. Todos caíram na gargalhada, e essa história acabou ficando marcada na memória da família.

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