Domingo teve início o Hanukkah, ou Chanucá, em português, a festa cujo nome significa “dedicação” ou “inauguração” em hebraico. Trata-se de um feriado judaico de oito dias, também conhecido como a Festa das Luzes, que celebra a rededicação do Templo de Jerusalém após a vitória dos Macabeus sobre os greco-sírios, no século II a.C., e o milagre do óleo que, embora suficiente para apenas um dia, durou oito.
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| Dói o coração pensar que essa criança inocente foi assassinada. Foi morta numa região sem conflito conflagrado, de forma covarde e injustificado |
Eu havia me preparado para escrever uma mensagem falando um pouco sobre essa data tão importante para nós, judeus. Comecei refletindo que a Festa das Luzes representa um momento singular, em que toda a fé judaica caminha no sentido de iluminar o mundo.
No entanto, minhas palavras, de certa forma, perderam o sentido diante de mais um ataque terrorista — desta vez na Austrália — que resultou na morte de 15 pessoas. Não há qualquer justificativa para tamanho ódio. Qualquer tentativa de argumentar ou relativizar esses assassinatos covardes é repugnante.
Entre as vítimas estava a menina da imagem, Matilda, de apenas dez anos. Que crime ela cometeu para ser assassinada? Ela e mais outras 14 pessoas, foram mortas simplesmente por serem judias. Isso é aceitável?
A ex-primeira-ministra de Israel, Golda Meir, disse certa vez:
“Podemos perdoar os árabes por matar nossos filhos. Não podemos perdoá-los por nos obrigar a matar seus filhos. Só teremos paz com os árabes quando eles amarem seus filhos mais do que nos odeiam.”
É apenas isso que eu desejo: que aqueles que odeiam o povo judeu amem seus filhos mais do que nos odeiam, para que possamos, algum dia, judeus e palestinos, viver uma era de paz.
Até lá, a violência continuará gerando mais violência, e as Matildas — meninas e meninos de Israel e da Palestina — seguirão sendo vítimas da covardia de líderes cujos corações são um poço de ódio.























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