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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

No aniversário de Itaocara, a Diretora Claudia Mello, fala sobre sua vida e dos extraordinários resultados do CIEP 275

Em cada palavra que ler nesse bate papo com a Diretora Claudia Mello, do CIEP 275, Lenine Cortes Falante, de Itaocara, vai perceber na Professora, uma história de vida que a moldou a pessoa ideal, para hoje, estar liderando um Colégio Público que é destaque em qualidade de ensino, cujos alunos conquistam prêmios nacionalmente e estão envolvidos em projetos de grande ponta, inclusive na astronomia. Isso não é à toa. É fruto do coração de uma GIGANTE, nossa Diretora, professora e amiga, Cláudia MELLO.

Com seus alunos Luiz Gustavo e Danilo

Nova Voz ONLINE - Inicialmente gostaria que nos contasse sobre suas lembranças de infância e adolescência?

Professora Claudia Mello - Minha infância foi típica de uma cidade pequena. Cresci rodeada de primos e amigos, entre os quais muitos me acompanham até hoje. Foi uma infância feliz, marcada por brincadeiras e muito amor.

Nova Voz ONLINE – Pode contar alguma memória dessa época?

Professora Claudia Mello - Lembro-me com alegria dos passeios na casa de meus avós. Meu avô materno era artesão, sempre fazia alguma lembrancinha para os netos. E como não lembrar os doces de minha infância, o senhorzinho da venda... Quantas saudades.

Junto aos familiares

Nova Voz ONLINE – E a adolescência?

Professora Claudia Mello - Minha adolescência foi marcada por responsabilidade e ao mesmo tempo horas de lazer. Com a ida precoce de meu pai, a vida mudou drasticamente, a responsabilidade chegou bem cedo.

Nova Voz ONLINE - Como era a dinâmica da família?

Professora Claudia Mello - Meus pais sempre foram muito trabalhadores. Demonstraram cedo a dignidade do trabalho. Meu pai era motorista de caminhão de leite, trabalhava de domingo a domingo. Minha mãe costureira e professora de corte e costura. Sempre amou os livros, com uma inteligência admirável. Por isso sempre nos mostrou que o caminho era através da educação.

Os sobrinhos moram no coração de Claudia

Nova Voz ONLINE – E os irmãos?

Professora Claudia Mello - Éramos cinco irmãos, todos sempre tendo o mesmo norte, muita responsabilidade. Nossa união é muito linda. Sofremos muito quando meu irmão Wilson partiu cedo. Uma dor indescritível nos abateu, abalando muito a nossa mãe. Com o tempo fomos nos reconstruindo, ficaram a dor e a saudade. Meus seis sobrinhos são bênçãos de Deus em minha vida. Amo-os além do inimaginável. Agora fui agraciada pela minha primeira sobrinha-neta, é só alegria.

A decisão de SER Professora

Nova Voz ONLINE - Você sempre gostou de estudar?

Professora Claudia Mello - Sim. Com a maturidade entendi a importância dos estudos, mas sempre fui apaixonada pelos livros, literatura e história. Desde cedo acreditava que somente com estudos era capaz de transformar uma realidade, por isso a dedicação. Minha trajetória foi marcada pelo ensino público, uma bandeira que levanto junto aos meus alunos.

Essa imagem é SENSACIONAL. A Diretora Claudia Mello, sentada no meio dos alunos, no CIEP 275, assistindo a um evento sorrindo de felicidade

Nova Voz ONLINE - Quando decidiu ser professora? E qual é o porquê da escolha?

Professora Claudia Mello - Como falei anteriormente, sempre fui apaixonada pelos livros, herdei este gosto de minha mãe. Por isso resolvi que o caminho era estudar Literatura, resolvi fazer Letras. Encontrei uma verdadeira mestra na arte da Literatura, meu gosto só aumentou. Assim começou minha carreira, pois, com o convite dela, comecei a substitui-la em suas aulas, o que me deu a certeza de que esta seria a profissão certa.

Itaocara e o CIEP 275

Na vida da Diretora

 Claudia Mello

Nova Voz ONLINE - Como Itaocara entrou em sua vida?

Professora Claudia Mello - Fiz um concurso para direção de escola. Foi um concurso com várias etapas. Após a conclusão e a aprovação, fui chamada para assumir o CIEP 275 de Itaocara. Quando cheguei ao colégio, fiquei encantada com aquele jardim e com a beleza da escola. Para reforçar, minha gestão foi ratificada pela eleição democrática.

A filosofia da Diretora Claudia é trabalhar em equipe

Nova Voz ONLINE – A primeira impressão foi logo boa?

Professora Claudia Mello – É incrível, mas lembro-me, como se fosse hoje, de atravessar a ponte e me deparar com uma linda cidade. Foi amor à primeira vista. Passada a fase de adaptação na direção, mudei-me para Itaocara e hoje não me vejo em outro lugar. Uma cidade de pessoas acolhedoras, apaixonadas pela sua história e de bem com a vida. Eu amo Itaocara!

Nova Voz ONLINE - Sua experiência como Diretora do CIEP 275 tem alcançado os objetivos?

Professora Claudia Mello – Com certeza! Mas acredito que há sempre por fazer. Em cada olhar de uma criança, deposito minha esperança em um futuro melhor. A Direção para mim é a possibilidade de transformar cada história e formar cidadãos plenos e felizes.

Workshop sobre consumo de energia consciente em 2018

Nova Voz ONLINE - O que pode nos contar da sua relação com os demais professores, pessoal de apoio, alunos e pais de alunos?

Professora Claudia Mello - Sou uma diretora que gosta de agregar, trabalho pelo bem comum, acredito que as boas relações fazem toda a diferença no ambiente de trabalho. Não tem preço uma pessoa ir satisfeita para o seu trabalho, se sentir bem e realizar seu trabalho com prazer. Os alunos são os protagonistas do colégio.

Nova Voz ONLINE – Uma perspectiva que não tinha ouvido falar ainda. Bem interessante.

Professora Claudia Mello - A minha gestão gira em torno deles (dos alunos), buscando o melhor para cada um, deixando-os seguros e motivados. Não existe escola sem família, por isso a comunidade escolar tem que fazer parte de nosso cotidiano, ajudando na construção de um Ensino de qualidade e de uma escola plural.

Nova Voz ONLINE - O que representa para educadora Cláudia Mello ter entre seus alunos tantos talentos, ganhadores de prêmios em nível nacional?

Professora Claudia Mello - Nossa! Falar disso é de extremo orgulho, fico emocionada. Sinto que estamos no caminho certo e que conseguimos enxergar as habilidades/competências de cada aluno e assim trabalharmos em cada possibilidade para que possam se expressar e brilhar. É um sentimento tão grande, que honestamente, tenho dificuldade em transformá-lo em palavras. Só quero agradecer a cada professor, a cada aluno, a cada familiar de aluno, a cada pessoa do CIEP 275. Ser o colégio que somos é uma vitória conjunta, resultado da somos dos nossos esforços.

Claudia Mello com Beatriz, Rosiani e o campeão Paraolímpico, o Super Medalhista Clodoaldo Silva, recebido por ela no CIEP 275 com máxima fidalguia, para uma palestra

Nova Voz ONLINE - A Cláudia se tornou uma itaocarense de coração?

Professora Claudia Mello - Não tenho dúvida. Como falei anteriormente, não me vejo em outro lugar. Itaocara faz parte de minha vida, de minha construção profissional. Só tenho que agradecer a todos que acreditam em meu trabalho, que primam pela minha amizade. Sou eternamente grata.

Evento anterior a Pandemia de Coronavírus

Nova Voz ONLINE - Nosso município completa 131 anos dia 28 de outubro. Qual presente gostaria de dar a cidade, nesta ocasião?

Professora Claudia Mello - Vem um presente concreto aí, aguardem! Almejo dar à cidade jovens autônomos e capazes de empreender para um futuro próspero. Desejo uma Itaocara rica culturalmente e economicamente, capaz de atender aos anseios de sua população. Uma Itaocara humanizada, de todos e para todos.



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terça-feira, 5 de outubro de 2021

A história de um Itaocarense conhecido por Alemão, que com honra e trabalho, transformou-se num Gigante

No transcurso da vida nós temos o privilégio de encontrar pessoas extraordinárias. Abaixo a história de alguém de origem humilde, criado num lar repleto de amor e valores como respeito ao próximo. Uma criança que virou um jovem, que se transformou num adulto, que se casou, teve filhos e hoje é UM GIGANTE ITAOCARENSE, conhecido por nós como ALEMÃO: O Suboficial da Polícia Militar, José Luiz Moraes.

O Suboficial da Polícia Militar, José Luiz Moraes

Nova Voz ONLINE - Quais lembranças têm da Itaocara de sua infância e adolescência?

José Luiz Moraes - As lembranças são muitas. Mas as que guardo com carinho na memória são a chegada de um Circo onde para poder assistir aos espetáculos, sem pagar, nós tínhamos que acompanhar o palhaço pelas ruas. No final alguém do circo marcava com uma caneta, um x no braço de cada criança e a noite bastava apresentar o braço marcado para entrar no Circo.

Nova Voz ONLINE – Que interessante. E o que mais?

José Luiz Moraes - O que também era muito disputado pelas crianças, era ser o escolhido para levar e buscar os cartazes dos filmes da semana, que ficavam expostos nas "quatro esquinas". Em troca você podia entrar no cinema e assistir os famosos filmes de Kung Fu e Faroeste. As memoráveis "peladas" jogadas todas as tardes na beira rio. Os banhos de rio escondido dos pais, os treinos no Campo de futebol, que eram dados pelo Sr. Ítalo, a quem aproveito a oportunidade para render as minhas homenagens, pelo grande trabalho social que realizou com várias gerações. Só para satisfazer a curiosidade de muitos, foi nas peladas que acabei ganhando o apelido de "Alemão", que ficou até os dias de hoje.

Alemão na primeira série primária, atual Ensino Fundamental

Nova Voz ONLINE - Como era a vida em família?

José Luiz Moraes - A vida em família era muito boa; nessa época morávamos, eu, minha irmã (Eliana) e meus pais, em uma casa de dois cômodos no bairro Caxias, e apesar da pobreza e das dificuldades, pois nós não tínhamos praticamente nada dentro de casa, éramos felizes.

Nova Voz ONLINE – O clima familiar era muito agradável então?

José Luiz Moraes - Minha mãe (Eldina), sempre envolvida nos trabalhos de casa, e meu padrasto (Zady Souza), que me adotou como filho, quando Eu tinha 4 anos de idade, e foi  para mim o melhor Pai do mundo. É a minha referência de Pai. Nessa época meu Pai já trabalhava na rodoviária, onde tinha uma cadeira de engraxar sapatos.

Ao lado do exemplo da vida, o pai Zady Souza

Nova Voz ONLINE – E quando entrou na adolescência?

José Luiz Moraes - Com 13 anos, além de estudar, trabalhava para ajudar nas despesas da casa, vendendo picolé e engraxando sapatos. Aos 15 anos fui trabalhar de servente de pedreiro. Depois passei pela Guarda Mirim, trabalhei em farmácia, trabalhei na Ita Distribuidora de Remédios, e aos 24 anos entrei para a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Nova Voz ONLINE - E da escola? Quais lembranças têm de seus tempos de escola?

José Luiz Moraes - Minha primeira escola foi no Colégio Estadual Jaime Queiroz de Souza, em Portela. Depois, aos 06 anos de idade, nos mudamos para Itaocara, onde fui estudar no Colégio Estadual Frei Tomás. E o fato curioso disso é que tanto em Portela como em Itaocara, Eu sempre fui levado para o colégio pelas vizinhas.

Nova Voz ONLINE – Qual o porquê dessa curiosidade?

José Luiz Moraes - A minha mãe até então morava na roça, mal sabia assinar o nome, e naquele tempo não tinha a menor ideia do quanto à escola era importante. E assim comecei a estudar, gostava daquele ambiente, da atenção e carinho dos professores.

Nova Voz ONLINE – Alguém que gostaria de citar?

A mãe Eldina, exemplo de amor e carinho

José Luiz Moraes - Eu guardo uma lembrança muito boa dos meus professores do tempo de criança. Lembro-me da dona Analice Monteiro, Sônia Martins, Oswaldina Curty, Noemia Teixeira e tantas outras que deixaram saudades. Não tenho como esquecer também do Sebastião Teixeira, com as temidas aulas de matemática e da dona Mariana Curty, que era a responsável por tomar conta das crianças no horário de recreio. Como demos trabalho a dona Mariana!

Nova Voz ONLINE - E no Ensino Médio?

José Luiz Moraes - Já na fase de adolescência para adulta, vim estudar a noite no Colégio Cenecista João Brazil, pra poder trabalhar o dia todo. Onde também tive contato com professores dos quais me tornei amigo e tenho um carinho e gratidão por todos.

Nova Voz ONLINE - Como surgiu a Polícia Militar em sua vida?

José Luiz Moraes - Eu sempre acreditei que a minha chance de conseguir alguma coisa na vida, era através dos estudos. E assim que terminei o antigo 2º Grau, comecei a estudar para fazer concurso público. Eu entrei para a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, aos 24 anos, como soldado, para ser mais preciso, no dia 23 de maio de 1988. Em 1992 fui promovido a Sargento e finalmente em 2008 a Subtenente, graduação que permaneci na ativa até me reformar. Eu dou muito valor a Polícia. Foi através dela e com meu trabalho, que conseguir estruturar a minha vida, conseguir ajudar meus pais, comprei a minha casa, comprei um carro e fiz muitos amigos.

Nova Voz ONLINE - O que aprendeu na Polícia, que são ensinamentos que servem para todos nós?

José Luiz Moraes - Eu aprendi a trabalhar em equipe e a confiar no meu colega de trabalho. A hierarquia e a disciplina, base de toda Organização Militar, te condiciona a cumprir regras. A polícia me ensinou a agir mais pela razão. Ensinou-me a tomar iniciativa, a comandar equipes, a receber e cumprir ordens. O serviço de um Policial não permite erro. Eu tive um comandante que citava muito a poetisa Cora Coralina, “Tudo que merece ser feito merece ser bem feito”. Com a experiência de vida que Eu tenho hoje, posso te afirmar que um profissional que assimilar esses ensinamentos, se destacará em qualquer empresa que for trabalhar!

Curtindo um momento de lazer com a esposa Maria Ignez

Nova Voz ONLINE - Pode nos contar um pouco de sua história de amor, com sua esposa? Como foi a primeira vez que a viu?

José Luiz Moraes - Eu conheci a minha esposa Maria Ignez na escola, no antigo primário. Estudamos por alguns anos juntos e depois perdemos o contato. Cada um seguiu sua vida. Quis o destino que 20 anos depois, nos encontrássemos e em 10 de maio de 1998, começamos a namorar e nos casamos. Ela já tinha uma filha, a Luynez, que nessa época estava com 11 anos, e assim começamos a nossa família.  Em 10 de maio de 2001, nasceu a Isadora, que está fazendo faculdade, cursando o 6º período de Medicina. E hoje além dos filhos já temos os netos: Carollyne, Davi, Júllia e Sofia.

Nova Voz ONLINE - Como foi ser pai? Pode lembrar e nos contar, o que passou por sua cabeça e seu coração, na primeira vez, que colocou sua filha, no seu colo?

José Luiz Moraes - A paternidade é um momento único na vida. Eu sempre fui muito presente na gravidez da minha esposa, mas nada se compara a primeira vez que segurei a minha filha nos braços. Nesse momento você deixa de ser filho e esposo para assumir também o papel de pai. Além de sentimentos de alegria e emoção, vem à preocupação de cuidar, proteger e dar carinho. Vem à obrigação de adequar o seu estilo de vida às necessidades do filho. Essas preocupações com os filhos não acabam. Elas apenas mudam com o tempo. Ser pai também me fez entender e a dar mais valor aos meus pais.

Alemão com a filha Isadora no colo. Agora ela está cursando a faculdade de Medicina, para felicidade de toda família

Nova Voz ONLINE - E agora que Ela está cursando medicina. Quando pensa em sua infância, das dificuldades que passou e que breve sua filha vai se tornar médica, que sentimento surge no seu coração?

José Luiz Moraes - O primeiro sentimento é de gratidão a Deus por estar nos permitindo esse momento, além é claro de sentir muito orgulho da minha filha pelo esforço, responsabilidade e dedicação que está tendo nessa conquista. Eu sempre acreditei na educação, acho que a melhor herança que podemos deixar para um filho, é conhecimento. E assim com muita luta, administração, sacrifício e trabalho, consegui ao logo dos anos dar a Ela uma boa escola e a me preparar para a tão sonhada faculdade de medicina. Acredito que fiz a coisa certa e me sinto muito recompensado por tudo que passei. Quando alguém me pergunta como estou conseguindo esse feito, Eu digo que fiz igual a Noé, quando comecei a construir a minha Arca ainda não estava chovendo.

Nova Voz ONLINE - Você busca passar para ela, todas essas dificuldades que teve que superar, para conseguir conquistar suas vitórias?

José Luiz Moraes - Eu sempre contei para Ela a minha história de luta, trabalho e honestidade. Sei que não é a melhor e nem a mais triste, mas é uma bonita história de superação. Faço isso para que ela dê valor as coisas e para que não se esqueça de onde veio.

Com a filha Isadora e a cadeira de engraxate do pai

Nova Voz ONLINE – Pode citar um exemplo do que está dizendo?

José Luiz Moraes - Um fato que ilustra muito bem essa pergunta aconteceu no dia dos pais no ano passado. Nós saímos para tirar umas fotos e Eu a levei na rodoviária, onde está a cadeira de engraxate do meu pai; lá tiramos uma bela foto e pedi a Ela que guardasse com muito carinho, porque foi naquela cadeira que tudo começou. Além daqueles conselhos clássicos que todo pai passa para os filhos, tais como: seja uma pessoa honesta, não perca a humildade, trate as pessoas com respeito. Peço a Ela também para que quando estiver formada e trabalhando, nunca deixar ajudar e atender os mais carentes.

Com a família celebrando a vida. Pela ordem: Moraes, Ignez, Isadora, Luynez, Sofia, Carollyne, Davi e Júlia

Nova Voz ONLINE - Itaocara está fazendo 131 anos. Qual presente gostaria de dar para nossa aniversariante?

José Luiz Moraes - Eu sou nascido e criado em Itaocara, nunca consegui ficar longe daqui. Cada rua, cada bairro e praças lembram um pouco da minha história. Aqui tem uma parte de mim enterrada, aqui tenho família, criei a minha filha e tenho irmãos e amigos. Desejo de todo coração que o nosso Município seja administrado pelas autoridades constituídas com toda sabedoria, carinho e respeito. E que cada morador também se conscientize e comece a se perguntar o que pode fazer para o bem da nossa cidade. E parafraseando o poema "Por quem os sinos dobram?" de John Donne, hoje digo que nenhum itaocarense é uma ilha, isolado em si mesmo; nós fazemos parte de um todo. E hoje minha querida Itaocara se alguém me perguntar por quem os sinos dobram, eles dobram por ti! Feliz aniversário, meus parabéns!



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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Offline do Facebook e do Whatsapp prejudicou a publicação da série em homenagem a Itaocara


Mensagem de Mark Zuckerberg (CEO do Facebook e do Whatsapp):

Facebook, Instagram, WhatsApp and Messenger are coming back online now (20:16 horário de brasília). Sorry for the disruption today -- I know how much you rely on our services to stay connected with the people you care about.

Tradução:

Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger estão online novamente (20:16 horário de Brasília). Desculpe pela interrupção de hoje - eu sei o quanto vocês confiam em nossos serviços para ficar conectado com as pessoas de quem gostam.

* CEO - Chief Executive Officer - algo como Diretor Executivo da Empresa. 


 

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domingo, 3 de outubro de 2021

Mãe de três filhos, Paula Erthal recomenda: “não perca momento algum do crescimento de seus filhos”

Linda, capaz e super amiga, Paula Erthal é uma das mulheres mais notáveis da nossa Itaocara. Editando a Revista Cenário, encontrou sua vocação natural (em 2021 ela é uma das fotógrafas mais talentosas e requisitadas da região). Quer dizer, a segunda vocação, porque a primeira é a maternidade. Mãe do trio de meninos, Paulo César, Miguel e Gustavo, nos fala abaixo dos desafios de criar filhos e da importância de estar sempre ao lado deles.

Paula Erthal e os filhos Miguel, Paulo Cesar e Guga, e a mãe Maria Antônia. A união tornou essa família exemplar, superando as dificuldades e crescendo juntos

Nova Voz ONLINE - Você foi mãe muito jovem. O que poderia dizer aos leitores, sobre sua primeira experiência na maternidade?

Paula Erthal – Ser mãe é assumir a maior responsabilidade que o ser humano pode ter; e para isto exige maturidade, sabedoria e preparação. Quando fui agraciada pela primeira vez era muito jovem. Tive que “crescer” em muito pouco tempo. Muitas novidades e descobertas. Digo que no dia 20 de dezembro (data que meu primogênito nasceu) foi quando descobri o valor da vida. Seu nascimento foi a melhor coisa que poderia me acontecer. Ter um bebezinho tão pequeno sobre meus cuidados me trazia um misto de amor e medo, que só as mães podem descrever. A cada dia um novo aprendizado!

Nova Voz ONLINE – Nesse momento, qual foi à importância da sua mãe, lhe apoiando, para vencer esse desafio?

Paula Erthal – Minha mãe foi essencial. Paulo César nasceu de 32 semanas e eu apresentei um quadro grave no parto. Tive pré-eclampsia e, posteriormente, Síndrome de Help. Fomos correndo para Campos e lá tive como um dos médicos, o meu irmão Eugenio, que mesmo sabendo de todo o risco que eu estava correndo, teve que se mostrar calmo, e nos dar força. Ele foi incansável.

Paulo César, Gustavo e Miguel: irmãos e amigos

Nova Voz ONLINE – Deve ter sido difícil para ele.

Paula Erthal – Conseguiu se dividir entre irmão e médico, ao dar as respostas sobre o que acontecia comigo, sem desesperar a mamãe. Ele é um grande homem. Meu filho Paulo César, ficou 25 dias no Neo Natal. Quando retornamos para Itaocara, eu ainda estava muito debilitada. Não teria conseguido, sem a minha mãe. Ela é a minha base, minha fortaleza. Também não posso deixar de citar minhas tias Taninha, Dedete, Lilia, meu irmão Rodrigo e minha cunhada/irmã Mônica, todos foram tão importantes nesse momento.

Nova Voz ONLINE – Você é mãe de três filhos. A experiência do primeiro, certamente ajudou na educação dos que vieram depois. No entanto, certamente, eles são diferentes. Então, cada um dos filhos, apresenta um novo desafio?

Paula Erthal – Com certeza, meus filhos são muito diferentes! Cada um com gostos, características e personalidades únicas. É muito bacana esta diversidade.

Nova Voz ONLINE – Quando vai numa formatura, olha e pensa: “ual, algum dia vou à formatura do meu filho”. Já imagina essas coisas?

Paula Erthal – Sempre! Penso muito no futuro e isso me assusta. O tempo passa rápido de mais. Sou muito coruja e super protetora.

Família pedalando junto

Nova Voz ONLINE – Dos seus filhos, o Guga tem um problema de visão. Isso torna vocês dois especialmente próximos. Como é enfrentar isso, junto com ele, no dia a dia?

Paula Erthal – O Guga é um rapazinho muito especial, inteligente e esforçado. Descobrimos seu déficit de visão muito cedo, e acredito que isto tenha sido fundamental, para o tratamento. Passamos por momentos muito delicados, sofridos. O primeiro diagnostico, foi de 18º de miopia. Ele tinha seis meses. A partir daí começamos a procurar por tratamento, e ouvimos muitas vezes que não teria o que fazer a respeito do problema dele. Que a miopia que ele apresentava era degenerativa. A cada consulta meu coração dilacerava. Mas não satisfeita procurava outro médico, não conseguia aceitar aquele diagnóstico. Até que em junho de 2010, conhecemos a Drª Adriana Gravina, do IBOL no Rio de Janeiro, e ao contrário do que todos diziam, ela nos deu esperança. Graças a Deus o quadro do Guga vem melhorando.

Nova Voz ONLINE – O Miguel e o Paulo César ficam com ciúmes da relação de vocês?

Paula Erthal – Sou muito abençoada pelos filhos que tenho. São meninos compreensivos. Neste momento, eles são crianças. Hora ou outra fazem aquela pirraça, dizendo que protegemos o Gustavo. Contudo eles também são muito protetores em relação ao Gustavo. Sabem e entendem o problema do irmão. Em todos os óculos novos, é uma festa.

Nova Voz ONLINE – Três filhos depois, você continua uma mulher muito bonita. Qual é a importância, principalmente para as mães mais jovens, não esquecerem sua feminilidade, apesar das inúmeras responsabilidades diárias? Da mesma forma, se esforçar no plano profissional.

Paula Erthal – Se eu disser que é fácil se dividir entre mãe, mulher e profissional estarei mentindo! Mas, com o tempo começamos a colocar cada coisa em seu lugar.

Nova Voz ONLINE – Ser mãe fez valorizar mais a sua mãe?

Paula Erthal – Minha mãe sempre foi o maior exemplo que tive na minha vida. Seja como profissional, mulher ou mãe. Ela não gosta que eu fique falando isso, provavelmente vai ler balançando a cabeça..rs. Porém, não posso deixar de exaltar sua grandeza, doçura, força e dedicação. Não é tão difícil ser mãe quando se tem como exemplo a melhor de todas...rs.

Nova Voz ONLINE – O que dirá, neste momento especial do ano, as mamães e a todas as pessoas, que estão lendo sua reportagem?

Paula Erthal – A vida passa rápido. Os filhos crescem, então aproveite cada sorriso, cada momento. Muitas coisas na vida terão outras oportunidades para acontecerem, mas a história do seu filho não. Então participe dela, porque o tempo não volta para que você se arrependa. E é claro: FELIZ DIA DAS MÃES PRA TODAS.



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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Gilson de Batatal, da Ita Representações e da Norte Gestão Empresarial. Um Gigante Itaocarense

Uma das coisas mais gostosas de fazer matérias sobre grandes personalidades de Itaocara é descobrir a história riquíssima que possuem. Experiências que os fizeram chegar aonde chegaram. É o caso de Gilson Medeiros Gonçalves, UM GIGANTE ITAOCARENSE.

Gilson com a família no aniversário de seis anos do Vicenzo

Nova Voz ONLINE – Quais lembranças têm do seu pai e da sua mãe?

Gilson Gonçalves - Boas lembranças, meu Pai Sr. Jayme, mais conhecido como mecânico do engenho do Erthal. Muito rigoroso, mas sempre buscando o sentido do melhor para os filhos. Somos sete. Sempre quis que estudássemos. Acredito até que isto acontecia, devido a vida que levou quando jovem. Perdeu seus pais muito cedo, sendo criado por parentes. Minha mãe, Dona Landa, era do Lar. Muito tranquila. A verdadeira mãezona. Todos estudaram. Uns formaram professores, outros técnico em contabilidade. Eu fui um pouco além. Sou graduado em Ciências Contábeis e Advocacia.

Nova Voz ONLINE – Que lembranças têm da Itaocara da sua infância e adolescência?

Gilson Gonçalves - Minha infância e adolescência passei em Batatal, Sexto Distrito de Itaocara. Estudei lá até o quarto ano primário. Tínhamos um quadro de alto nível de professores, como Dona Ruth Sá, Dona Maria Jose Nassif, Dona Noêmia, Sr. Sebastião Teixeira (Tãozinho), Dona Lurdinha e muitos outros.

Os Estudos e a vida profissional

Nova Voz ONLINE – E depois?

Gilson Gonçalves - Terminando o primário fui fazer o curso de admissão e o ginasial em Laranjais. Antigamente era assim: primário, admissão e ginasial. Foi muito complicado. Eu ia de bicicleta, de cavalo, de carona com os professores que lecionavam lá, principalmente Sr. Getter e Terson Lanes, que eram diretores colégio, me levavam. Terminado o ginasial vim estudar no Colégio Itaocara. Ai já foi uma etapa melhor.

Nova Voz ONLINE – Como assim?

Gilson Gonçalves – Era divertido, o nosso JEEP, um Land Rouver Alemão, de cor verde, antigo, mas da melhor qualidade; porém que na realidade era do Jorge e André, que trazia eles, e eu, junto com meus saudosos colegas Edinho, Nélio, Wiliam Nicolau, Wilson Sarruf e Serginho Campany,  turma muito boa.

Foto antiga que desperta saudades: reunião de família

Nova Voz ONLINE – Como foi o início da sua vida profissional?

Gilson Gonçalves - Comecei a trabalhar bem cedo, lá no engenho do Erthal, período que foi bastante importante na vida profissional, pois passei a ter um relacionamento com pessoas muito boas, principalmente quanto ao sentido de responsabilidade.

Nova Voz ONLINE – Que legal!

Gilson Gonçalves - Em 1971, eu vim trabalhar no escritório do José Romar e do José Maria Fernandes, a Core Contabilidade. Eles me ajudaram muito, me colocando no mundo da contabilidade.

Nova Voz ONLINE – Daí que você foi para o Rio de Janeiro?

Gilson Gonçalves – Isso. Em 1972, fui embora para o Rio de Janeiro. Morei sete anos na casa de meus tios Deuzinho e Lurdes. Com o apoio deles, da tia Jandira e meus primos, comecei logo a trabalhar numa empresa japonesa, a qual trabalhei por onze anos e a estudar.

Nova Voz ONLINE – Que experiência riquíssima de vida você possui.

Gilson Gonçalves - Não poderia deixar de registrar três pessoas de Batatal entre outras: Sr. Arthur Teixeira, Sr. Paulo Erthal e meu avô materno, Sr. Heitor Medeiros, as quais sempre tive muito carinho por eles, que sempre quando tinham  uma oportunidade  estavam prontos para  me incentivarem.

Nova Voz ONLINE – Qual personalidade ou personalidades da história de Itaocara, que bem lhe impressionaram?

Gilson Gonçalves - Entre outras personalidades, considero o ex-prefeito, Dr. Carlinhos, pelas as obras que fez, como Prefeito de Itaocara e que chamam atenção até hoje e fazem Itaocara ainda mais conhecida e o Dr. Kleber Leite, por tratar-se de uma inteligência impar e pelo seu interesse e incentivo a cultura.

O casamento e a vida familiar

Nova Voz ONLINE - Pode contar aos nossos leitores como conheceu a sua esposa?

Gilson Gonçalves - Conheci minha esposa no carnaval, no dia 29 de fevereiro de 1976. Eu já morava no Rio de Janeiro e normalmente vinha para Itaocara nos carnavais. Num destes, eu e vários amigos fomos ao Pinguelão, que era um local lindo, que não existe mais. Lá deparei com um grupo e neste tinha uma moça muito bonita, que estavam numa mesa, que mais tarde vim saber que eram parentes.

Um dos dias mais felizes da vida de Gilson: o casamento com a esposa Nelma, no final da década de 1970

Nova Voz ONLINE – O coração bateu mais forte?

Gilson Gonçalves – Começamos a trocar alguns olhares. Não muito tempo depois eles (os parentes) saíram. Eu, em seguida, já com segundas intenções, convidei meus amigos para irmos para o Clube Nacional. Entrei no clube e lá estava ela. Tudo começou. Foram três anos de namoros e agora são quarenta e dois anos de casados. Curioso, é que como começamos namorar num ano bissexto, só fazemos aniversário de namoro de quatro em quatro anos (risos). Pouco presente não é? (risos).

Nova Voz ONLINE – Que emocionante!

Gilson Gonçalves - Dessa nossa história de amor, nasceu três lindos filhos: Micheline, Belini e Tifany. E a família foi aumentando, com os queridos netos, Vicenzo, Miguel, Milena e agora a Maya que está vindo ai.

Direto do Álbum de Casamento de Gilson e Nelma

Nova Voz ONLINE – O que pode nos contar sobre a experiência da paternidade?

Gilson Gonçalves - Ser pai foi uma grande emoção e uma responsabilidade muito grande, pois os filhos procuram se espelhar nos pais. Procuro ser exemplo para eles, incentivando nos estudos, na vida profissional, espiritual, em suma estando sempre pronto a passar um pouco da minha experiência. Não tenho nada a reclamar pois são ótimos filhos.

A Ita Representações

Nova Voz ONLINE - Conte sua história de ingresso na Ita Representações?

Gilson Gonçalves - Morava e trabalhava no Rio de janeiro, quando Sr. Erody e Noé me consultaram quanto ao interesse de vir trabalhar na Ita Representações com eles, isto foi em 1983. Conversamos e achei que seria interessante, visto que a empresa estava fazendo uma reestruturação, em pleno crescimento e principalmente porque ia trabalhar mais diretamente na minha área. Na época já tinha feito Ciências Contábeis. Além disso ficaria mais próximo da nossa família.

Nova Voz ONLINE – Foi uma boa decisão?

Gilson Gonçalves – Excelente! Tive o prazer de trabalhar durante vinte anos numa empresa que com certeza ajudou muito Itaocara já que gerava muitos empregos diretos e indiretos para todo o município e outros. E conviver com pessoas como o Sr. Erody e Noe, com quem aprendi bastante.

Reunião de trabalho na Ita Representações nos anos 1980

Nova Voz ONLINE – Como era participar do dia a dia desta empresa que foi uma das principais em seu setor em todo o Brasil?

Gilson Gonçalves - Era uma grande satisfação. Tudo funcionava da melhor forma possível, administração, operacional, vendas, transporte/entrega, logística, etc.

Nova Voz ONLINE – Vocês, pioneiros, criaram espécie de padrão Ita Representações de qualidade, não é mesmo?

Gilson Gonçalves – Boa definição. Naquela época, sem ter, nem em sonhar ter os recursos que temos hoje, com a revolução das comunicações, nós já fazíamos um trabalho de excelência.

Nova Voz ONLINE – Pode dar um exemplo?

Gilson Gonçalves - Numa certa ocasião, num final de semana em Miracema, eu passei numa farmácia que estava de plantão e em conversa com uma pessoa que morava lá e era amigo do dono da farmácia, ele me falava que estava impressionado com a rapidez de nossa entrega, dos medicamentos. O cliente pedia a tarde e na parte da manhã do dia seguinte, o medicamento já era entregue. Perguntou-me: como podia ser?

Nova Voz ONLINE – Ual, nós estamos falando dos anos 1980, quando nem se sonhava com Whatsapp, nem nada disso.

Gilson Gonçalves – Isso veio 30 anos depois. Mas, sem nada disso, apesar das dificuldades, era uma engrenagem que funcionava e funcionou por vários anos. E desta forma a empresa cresceu se tornando uma das principais do ramo de distribuição de medicamentos em todo o Brasil, e com a sede aqui na nossa ITAOCARA. Pouca gente é capaz de racionalizar a grandeza disso.

Nova Voz ONLINE – O que poderia nos contar sobre o Sr. Erody e o Sr. Noé?

Gilson Gonçalves - Sr. Erody uma pessoa empreendedora, trabalhadora, disposta, participativa, de muita coragem e tino comercial. Gostava muito de Itaocara. Ajudava em tudo e todos. Do apoio ao esporte no município, a Cooperativa de Leite, as festas municipais, aos pequenos agricultores, etc. O Noé também empreendedor. Tinha característica de ser muito centrado, adepto aos controles e de grande visão de negócios.


Nova Voz ONLINEHoje você trabalha na Norte Gestão Empresarial. O que poderia nos contar dessa empresa?

Gilson Gonçalves - Hoje sou proprietário da Norte Gestão Empresarial e Contábil Ltda., em parceria com mais dois sócios. Uma empresa do ramo de contabilidade, a qual foi fundada no ano de 2009, com a missão de reconhecer as necessidades dos clientes, a fim de atendê-los com presteza,  qualidade e eficiência, promovendo a busca de soluções inteligentes no processo de gestão e contábil de seus negócios.

Nova Voz ONLINE - Itaocara completa 131 anos em 2021. Qual presente gostaria de dar a nossa Aldeia da Pedra?

Gilson Gonçalves - Daria como presente a minha linda ITAOCARA, pela sua localização, uma condição sócio econômica que pudesse desenvolver a cultura, o turismo e o lazer. Principalmente para a criação de empregos, criando a oportunidade que permitissem aos nossos filhos continuar aqui.



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