O Buda Nitiren Daishonin
esclarece que a Lei Mística (myoho, em japonês) compreende duas fases: a vida e
a morte.
Ele nos diz: “Myo representa a morte, e Ho, a vida”. (END, v. 3,p. 173.) Declara também que todas as formas de vida — ou seja, todos os fenômenos — estão sujeitos a essas duas fases e esclarece que todas experimentam a vida e a morte, que são funções da Lei Mística.
Daishonin explica que o nascimento e a morte são partes inerentes da vida. Dessa forma, ele procura nos impedir de cair no erro de temer a vida e a morte; ou no equívoco de desenvolver forte apego à vida ou à morte.
A Lei Mística é a Lei eterna e infinita do Universo. Essa Lei eterna abarca as duas fases, da vida e da morte.
Em outras palavras, vida e morte representam o ritmo da Lei eterna, que se expressa no viver e no morrer de incontáveis seres ou entidades, no surgimento e na extinção de todos os fenômenos, nos muitos tipos de causas e efeitos em múltiplas dimensões e, ainda, na harmonia e no dinamismo do cosmos como um todo.
Essa visão da vida e da morte como funções da Lei Mística constitui uma questão de importância primordial, pois a felicidade genuína só é possível quando vivemos de acordo com o grandioso ritmo da vida e da morte.
Texto da Revista Terceira Civilização, Edição 468, 01/08/2007, pág. 41
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