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| A Conselheira Tutelar Elizangela Pereira Ramos |
Nova Voz ONLINE – Ao longo da sua vida, quais foram as principais mudanças que você percebeu nas relações sociais e familiares envolvendo as mulheres?
Elizangela – Nós conquistamos mais espaço, autonomia e voz ativa dentro da sociedade e da própria família. Hoje participamos mais das decisões, buscamos independência financeira e não aceitamos, com tanta facilidade, situações de desigualdade. As relações ficaram mais equilibradas, embora ainda existam desafios a serem superados.
Nova Voz ONLINE – Que papel o aumento da escolaridade desempenhou na melhoria da posição social das mulheres na sociedade?
Elizangela – Foi fundamental para essa transformação. A educação abriu portas, fortaleceu a independência das mulheres e ampliou a consciência sobre direitos e deveres. Com mais estudo, surgiram mais oportunidades profissionais e maior participação em posições de liderança, contribuindo diretamente para a valorização feminina na sociedade.
Nova Voz ONLINE – Você concorda que essas transformações também levaram os homens a mudar, assumindo maior participação na vida familiar e até mesmo dedicando mais atenção ao autocuidado – buscando ficar mais desejável para suas companheiras?
Elizangela – Sim, concordo. Essas mudanças também impactaram os homens, que passaram a participar mais da vida familiar e compreender melhor a importância da parceria dentro do relacionamento. Além disso, o autocuidado deixou de ser visto como algo exclusivamente feminino e passou a ser entendido como parte do bem-estar e da autoestima de todos.
Nova Voz ONLINE – Apesar de tantas conquistas, ainda nos deparamos com notícias de feminicídio, graças à persistência de conceitos machistas enraizados na cultura social. Em sua opinião, qual é o papel da família — na educação de meninos e meninas — para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e respeitosa?
Elizangela – A família tem um papel essencial na construção de uma sociedade mais respeitosa. É dentro de casa que se aprendem valores como empatia, respeito e igualdade. Educar meninos e meninas sem reforçar preconceitos e ensinar que violência nunca é justificável é um passo fundamental para combater o machismo e reduzir casos de feminicídio.
Nova Voz ONLINE – Que mensagem você gostaria de deixar para as mulheres neste mês de março, especialmente dedicado a elas?
Elizangela – Minha mensagem para as mulheres é que nunca duvidem da própria força. Que continuem buscando seus sonhos, ocupando seus espaços e apoiando umas às outras. Março é um mês simbólico, mas o reconhecimento e a valorização da mulher devem acontecer todos os dias.























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