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sábado, 29 de dezembro de 2018

Facilitar o Acesso a Armas de Fogo é um perigoso erro - Texto: Ronald Thompson

"Nunca se renda, exceto às convicções de honra e bom senso" - Winston Churchill

Sei que está apenas cumprindo uma de suas promessas de campanha, mas a decisão do Presidente eleito, Jair Bolsonaro, de facilitar o acesso a armas de fogo, à população é um erro que vai ter graves consequências. Espero estar errado, mas temo que breve, teremos pessoas de bem, sem antecedentes criminais, envolvidas em crimes de homicídio, graças a essa iniciativa.

O Coronel da Reserva da PM de São Paulo, José Vicente da Silva Fialho, disse ao site da UOL:
- Há pesquisas no Brasil que mostram que 70% das pessoas armadas, são baleadas em situações de assalto, ou porque tentam reagir, ou porque simplesmente, ao ver a arma, o bandido percebe que se trata de alguém disposto ao enfrentamento. Quem tem que enfrentar os bandidos é a polícia.

A grande maioria das vezes que vemos reações a assalto bem sucedidas, o autor dos disparos que confrontou os bandidos, ou é policial ou é militar. Absolutamente incomum, ver civis encarar os bandidos com sucesso.

E é claro, além disso, discussões de transito, discussões familiares e mesmo discussões por causa de jogos de futebol ou outros assuntos banais, vão ter aumentado exponencialmente a chance de terminar em tragédia. Pessoas comuns, vão matar outras pessoas comuns, indo um para o cemitério e outro para a cadeia. Essa é uma boa solução para os problemas da violência no Brasil?

Duas coisas preocupantes nesse momento são a cegueira ideológica de uns e a euforia de outros. A cegueira ideológica é tão impressionante, que o senso crítico e o pensamento analítico vão para o espaço. Não é possível construir um país melhor, meramente com ideologias. O exemplo do PT deveria ter nos ensinado essa lição. Mas quem critica o PT, boa parte das vezes, está agindo igual aos petistas: sem senso crítico algum.

E a outra coisa é essa insana euforia. A princípio parece bom, ter tanta fé no futuro. Acreditar que tudo vai melhorar. Mas o grande problema é a decepção. Se de repente as coisas não saem como esperado, parte dos apoiadores do Bolsonaro vai defender até os graves erros que o novo governo vier a cometer (como muitos petistas fazem agora); e a outra parte, vai dizer estar decepcionada com a classe política, afirmando que se nem Bolsonaro deu jeito, ninguém mais conseguira. Porém a culpa será justamente dessa gente, que prefere agir cegamente, ao invés de adotar uma postura equilibrada.

Eu não votei no Bolsonaro. Mas agora ele é o Presidente. Torço para que bem governe o país. O fato de não ter votado nele, não pode me fazer um opositor da ideia de um país melhor; nem querer que dê certo, pode me fazer usar antolhos, apoiando cegamente, só porque ele é o Presidente eleito e vai governar por quatro anos. Rogo aos amigos, eleitores e não eleitores do Bolsonaro: equilíbrio! Não aplaudam tudo, nem critiquem tudo. Ambas as posições impedem a construção de um Brasil melhor.

No filme Comer, Rezar e Amar, a personagem da Júlia Roberts diz numa fala:
- Eu queria aquilo que os gregos chamavam de kalos kai agathos: ‘o perfeito equilíbrio do bom e do belo’.

Pessoas de boa índole, andando armadas, é o completo desequilíbrio entre o bom e o belo; com enorme potencial para nos levar ao mau e a feiura das tragédias.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Associação de Futebol Infantil, Canto do Rio, é Destaque em 2018


A turminha posando para fotos
        A Associação de Futebol Infantil Canto do Rio, cujo Treinador é o itaocarense Juninho Lolo, foi uma das iniciativas mais interessantes do ano de 2018. Os treinos acontecem nas segundas, terças e quintas-feiras, para o Futebol Masculino, atendendo alunos dos sete aos doze anos de idade. E o Futebol Feminino, nas quartas-feiras, dos oito aos vinte um anos de idade. Sempre no horário das 17 horas até 19 horas.

As meninas adoram participar dos treinos
     Além de Juninho Lolo, estão à frente da iniciativa, Lucas Fuly (Presidente), Roberta Fuly (Diretora Social), Daniela Candido e Dayane Barcellos, ambas Diretoras. Tudo começou em Agosto de 2018, no Campinho próximo a árvore centenária.
- Começamos o treino sem iluminação e com uma baliza de cano de PVC. Já realizamos seis eventos e cinco jogos. Sendo dois jogos do Sub 8, um jogo do Sub 10 e dois jogos do Sub 12.

     Juninho Lolo lembrou ainda que a várzea é onde tudo começa no futebol brasileiro. Todos os craques começam a partir destas iniciativas populares. Mas destacou que mais importante é contribuir para criação de jovens sadios.
- Fundamental é que os alunos sejam homens e mulheres de bem no futuro. O esporte por si é importante quando pensamos em criar bons cidadãos, longe do flagelo das drogas, por exemplo.

Mais do que formar craques na bola, a iniciativa que formar bons cidadãos
       O Treinador destacou ainda, que tem ainda como objetivo, que os alunos e alunas do Canto do Rio, possam formar um bloco infantil de Carnaval, cujo nome será Vagalumes da Aldeia.

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sábado, 22 de dezembro de 2018

Aos meus Pacientes e Amigos - Dr. Robério Ferreira da Silva Júnior

Dr. Robério Jr., com a esposa Isabela Cosendey, e os filhos Yan e Any 
Estamos chegando ao final de mais um ano. Foram dias de muita luta. Tempo de superar dificuldades. Para nós, médicos, foram momentos de estar ao lado das pessoas, ajudando-as a enfrentar um dos grandes obstáculos da vida, que são as doenças.

Por mais que a medicina avance, o organismo humano está sempre sujeito a enfermidades. Porém, justamente o avanço da medicina, tem nos permitido sobrepujar os problemas de saúde, cada dia com maior sucesso. Remédios e tratamentos cada vez melhores.

Porém, há um fator muito importante, que gostaria de destacar, nesse final de ano. É que o primeiro dever de cuidados começa a partir das nossas atitudes. Nesse aspecto, à pratica regular de exercícios é um remédio que prescrevo, sem dúvida alguma, a todos os pacientes e amigos.

Não queira começar com exageros. Inicie com vinte minutos diários de caminhada. Ao sentir-se mais confortável, aumente dez minutos. E assim, sucessivamente. Importante é a constância, não a intensidade. Essa simples atitude, afeta positivamente, desde sua capacidade respiratória, até a força muscular; auxilia na produção de substâncias naturais do corpo humano, que melhoram o humor. Enfim, ao começar a caminhar, poucos dias depois, vai estar se sentido muito melhor.

Outra coisa é a alimentação. Comer é fundamental. Mas não exagere. Lembre-se ainda que estamos começando o verão. Época quente. Então, dê preferência a alimentos leves. Saladas e frutas em primeiro lugar. Não quer dizer que não deve comer carnes. É importante não ser radical. Comer carne é não só saudável, mas fundamental. Recomendo é o bom senso.

As bebidas alcóolicas são outro ponto que devemos ter grande cuidado. Vivemos num país tropical. Como cantou o Jorge Ben Jor, ‘abençoado por Deus e bonito por natureza’. Nesse calor, uma cervejinha gelada caí super bem. Mas cuidado! Não exagere. No afã da geladinha, muitas vezes esquecemos que é uma bebida alcóolica, e como tal, afeta negativamente vários sistemas do corpo humano. O uso continuado, não tenha dúvida, vai lhe causar graves problemas de saúde algum dia.

E é claro, beber e dirigir, é uma péssima ideia. Não pense que quando bebe dirige melhor. Isso é uma grande mentira. Sou médico, ortopedista. Quem sofre lesões oriundas da colisão de veículos ou atropelamentos, acaba nas mãos da nossa especialidade. Grande parte das vezes, o condutor do veículo, não estava em seu juízo perfeito. Havia bebido antes. Vai passar meses se recuperando.

Isso, amigos e amigas, quando o final não é a tragédia da morte, que afeta o condutor, afeta quem está com ele de carona, sempre familiares e amigos próximos, e ainda afeta outras pessoas, que nada tem a ver com isso. Que não beberam, mas foram vítimas de motoristas embriagados. Então, se beber, não dirija e se dirigir, não beba, como diz o ditado.

No mais, em meu nome, no nome da minha esposa, Isabela, dos meus filhos, e de toda minha família, peço a Deus que nos abençoe neste final de ano, com Paz, Harmonia e Tranquilidade. E que no Ano Novo, esteja sempre nos protegendo. Fazendo-nos sábios e capazes de respeitar uns aos outros, nos colocando sempre na condição de ajudar a quem precisa.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo.




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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Hora é AGORA (Não dá mais para esperar) - Texto: Cristiane Thompson

O Bloco Itaocalhau fazendo a alegria do Carnaval Itaocarense

Itaocara já foi conhecida por suas grandes festas. Inesquecíveis carnavais, exposições de artes, festas do padroeiro (o único grande evento que continua), fogueirões, lançamento de livros, peças teatrais e etc. Atualmente estamos sem opção de entretenimento. Antes recebíamos visitantes nos feriados. Agora os moradores vão para outras cidades.

Bom exemplo é esse final de semana prolongado. O feriadão começou no dia 15, passando pelos dias 16, 17, 18, 19 e 20. Seis dias inteiros sem programação de eventos. Meses atrás, de olho no calendário, deveríamos ter bolado uma agenda de shows, exposições, apresentações culturais e etc. Isto não é gasto. É investimento. Turistas de longe ou munícipes vizinhos, viriam gastar dinheiro conosco.

Depois, o natural dinamismo da economia faz o dinheiro circular. O turista gasta no bar, no restaurante e no hotel. Os donos do bar, restaurantes e hotéis compram nos supermercados da cidade. O comércio é beneficiado, pois quem viaja, sempre gosta de comprar alguma coisa. A padaria vende mais pão e leite. A farmácia movimenta, pois pessoas estão sempre precisando de remédios. O açougue vende carnes para confraternizações. E toda essa troca de dinheiro, ajuda a pagar salários, alugueis e outras contas. Enfim, cada feriado tem potencial de gerar e circular riqueza. Mas não aproveitamos.

Não estou dizendo que deveríamos contratar shows caros, com artistas famosos. Sei que nossa região não é a região dos lagos. Mas temos uma gama de artistas locais, de muito talento, que poderiam ser aproveitados. Não tem cabimento, nossa Praça dos Quiosques e a região do Recanto, não ter shows todas as noites, num grande feriado. Mesmo o turismo familiar, aquele das pessoas que só vem para cá visitar parentes, não é aproveitado. Sem nada para fazer, vão para outras cidades ou ficam em casa.

Quero deixar bem claro, que não estou defendendo que o Poder Público gaste quantias vultosas com festas. Nem no carnaval, sou favorável aos gastos que tivemos por muito tempo. Em quatro anos, milhões gastos em quatro dias. Mas acho que o Poder Público e os empresários locais, precisam sentar e conversar. Trabalhar juntos, para não perdermos oportunidades de gerar riqueza. E isso não pode esperar mais dois anos. Nem virar discurso eleitoral. Por favor! Estamos no fim de ano. Precisamos sentar e conversar agora.

Uma coisa passou da hora: a criação de uma Associação de Bares, Hotéis e Restaurantes. Vejo bares competindo entre si, por migalhas, sem entender que juntos, podem ajudar a criar uma política capaz de atrais pessoas para o município, beneficiando todo setor. Morei em Rio das Ostras muitos anos. Cansei de participar dos Festivais Gastronômicos. Na propaganda, havia competição entre bares e restaurantes. Na prática estavam juntos, pois o turista experimentava o sabor de todos. Pura inteligência.

Outro carnaval está há poucos dias. O que vamos fazer? Não vai ter nada? Ou, simplesmente, vamos esperar a Prefeitura resolver e então elogiar ou reclamar? Passou do momento de mudar essa cultura. Se uma Associação de Hotéis, Bares e Restaurantes, junto com o CDL e outras entidades, forem ao Prefeito e propor um Carnaval, duvido que seja negado. Pedir a Prefeitura a estrutura física, a segurança e os shows. Também um apoio básico para os blocos desfilarem. Sei que alguns blocos, inclusive os mais bonitos, precisam de muito investimento. Seria ótimo contar com eles. MAS, se não for possível, vamos fazer uma festa com os blocos que quiserem e puderem participar. Os Anjos, o Uilzer, o Chapeuzinho Vermelho e outros, são fantásticos, e nunca deixam de desfilar. Gente animada, que alegra e mantém a tradição do carnaval itaocarense.

Tenho um pequeno empreendimento de Delivery de cozinha japonesa. O que mais me prejudica é o nada. Cidade sem eventos perde a alma. Fica mais pobre, e não só financeiramente. As mesmas pessoas, conversando os mesmos assuntos, sem renovação. Precisamos do contato com o turista. Na minha visão, Itaocara não pode ficar nem um mês sem alguma movimentação cultural. Shows, festivais de música, festivas gastronômicos, desfiles de moda, sarais literários e de poesias, vernissage, teatro, isto é riqueza que não podemos deixar passar.

Espero que ainda esse ano haja iniciativas, para sentar setor privado e poder público. Juntos discutir sobre eventos em 2019. Sentar e conversar, de forma razoável, sobre o que pode ser feito. Sem megalomania. Com os pés no chão, mas sem perder tempo, para não perdermos dinheiro.

Cristiane Thompson - Advogada e sócia do Blog Nova Voz On Line

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Vereador Jaderson Aleixo entregou Moção de Aplausos ao CIEP 275

Vereador Jaderson Aleixo e a Diretora Claudia Melo

Tive a oportunidade de indicar Moção de Aplausos para o CIEP 275, pelos excelentes resultados que os alunos dessa instituição de ensino tem tido recentemente.

Na ocasião da entrega da Moção, a Diretora Claudia Melo, nos recebeu com máxima cordialidade, agradecendo, em nome de todos os professores, alunos, família de alunos e pessoal de apoio.

Nas redes sociais, a professora Cláudia Melo escreveu:
- Fiquei muito honrada de receber das mãos do Vereador Jaderson Aleixo, a Moção de Aplausos pelo excelente resultado do CIEP 275. Meus sinceros agradecimentos a Câmara Municipal de Itaocara. Parabéns ao Corpo Docente, Discente e Pessoal de Apoio.

Não só como Vereador, mas também como ex-aluno do CIEP 275, parabenizo novamente aos professores e aos alunos, e ponho nosso mandato à disposição, para ajudar, no que for possível.

 Vereador Jaderson Aleixo - Trabalhando de Verdade
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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Um Coração que nunca Endurece - Texto: Ronald Thompson -

“Possua um coração que nunca endurece, um temperamento que nunca pressiona, e um toque que nunca magoa”. Esta frase é do escritor inglês, Charles Dickens, autor, entre outras, de obras como Oliver Twist e David Copperfield. O personagem Scrooge, criado pelo autor, inspirou Walt Disney a conceber o famoso Tio Patinhas. Os escritos de Dickens têm uma temática social contundente. Quase sempre há os órfãos, os operários, pessoas pobres e boas, em contraste a esnobe sociedade inglesa. Principalmente a exploração dos homens, que teve um capítulo terrível durante a Revolução Industrial. Porém, pelo menos para mim, o que chama mais atenção é sua origem. O pai de Dickens, John, era funcionário da Marinha Britânica e, pressionado pela sociedade da época, tentava ter uma vida acima das suas possibilidades financeiras. Certo dia, sem conseguir pagar a maioria das contas, foi detido e enviado a um presídio para devedores. Seus bens foram confiscados, e a família Dickens deixou o bairro nobre onde morava, indo para parte mais pobre de Londres, residir em quartos minúsculos, e passar grandes dificuldades. Se para qualquer um de nós, hoje, no século XXI, isto já seria terrível, imaginem durante o século XIX, dentro da sociedade mais estratificada que existe, à britânica, cujo preconceito contra a pobreza e as classes mais baixas, é infinitamente maior do que a brasileira dos tempos de hoje. Outra grande humilhação foi ter que vender os bens pessoais, como talheres e louças, para sobreviver, a outras famílias ricas, das quais frequentavam a casa, mas agora só podiam entrar pelas portas dos fundos. Nesse contexto, Charles Dickens, então com 12 anos, começou a trabalhar numa fábrica que produzia graxa para sapatos, colando rótulos nos frascos, ganhando o dinheiro que era todo usado para alimentar a família, e ainda ajudar o pai preso. Até conseguir publicar o primeiro grande sucesso, com cerca de vinte um anos, teve que lutar muito. Apesar de todo motivo do mundo para se tornar amargo, escreveu nossa frase: - "Possua um coração que nunca endurece, um temperamento que nunca pressiona, e um toque que nunca magoa". Isso é realmente belo e ilumina os personagens principais de suas obras. Uma bondade que parece não existir mais no Mundo. Enquanto isso, numa época como a nossa, cujas oportunidades são infinitamente maiores, pessoas se lamentam pela falta de sorte. Muitas se considerando vítimas do acaso, prisioneiras do destino. Estes dias trocava e-mails com um grande amigo de São Paulo e comentei sobre outra frase que venho ouvindo muito ultimamente: “foi Deus quem quis assim”. Que ótimo, não é mesmo? Tal atitude justifica nossos fracassos. Assumimos o papel de pobre coitado, colocando na conta de Deus. Pronto: estamos absolvidos.

Em O Rei Lear, obra prima de William Shakespeare, o personagem Edmundo, faz a seguinte reflexão: - Eis a sublime estupidez do mundo; quando nossa fortuna está abalada - muitas vezes pelos excessos de nossos próprios atos - culpamos o sol, a lua e as estrelas pelos nossos desastres; como se fôssemos canalhas por necessidade, idiotas por influência celeste; escroques, ladrões e traidores por influência do zodíaco; bêbados, mentirosos e adúlteros por forçada obediência a determinações dos planetas; como se toda perversidade que há em nós, fosse por influência divina. É a admirável desculpa do homem devasso - responsabiliza uma estrela por sua própria devassidão. Podemos escolher entre seguir em frente e usarmos nossas dificuldades como aprendizado e inspiração para caminhos que nos levam aos valores realmente importantes na vida, ou deixarmos a canalhice que habita o homem tomar conta, nos tornando amargos, cruéis e egoístas. Incapazes de enxergar que o mundo não existe para saciar nossas necessidades. E que exatamente a maior beleza está em repartir, ao invés de receber. Já que estamos citando escritores ingleses, lembrei-me da frase de John Ruskin: “Quando um homem está envolvido em si mesmo, ele se torna um pacote muito pequeno”.

O mágico na vida é que a toda hora podemos mudar de direção. Basta querer e ter coragem para executar. Fundamental é deixar de lado todo sentimento de inferioridade que nos habita. Insegurança, inveja, remorso, ciúmes, mesquinhez, são como ancoras, que não deixa que saiamos do lugar. Ilumine-se com amor, gratidão, fé e generosidade. Assim novas portas hão de abrir para que possa conquistar muitos sonhos e escrever uma história de sucesso.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Nos 128 anos de Itaocara, o Regresso da Felicidade - Texto: Carlinhos Ferraz, empresário e Presidente do União Esportivo Itaocarense




O Presidente do União, Carlinhos Ferraz e a esposa Carmem, juntos ao ilustre unionista, escritor e apaixonado por Itaocara, Ayrthon Caldeira. É a história de Itaocara sendo feita

Itaocara completa 128 anos. Fico muito feliz por estarmos aqui, vivos, para comemorar a data. Como empreendedor, noto quantos bravos homens e mulheres acreditam na nossa terra. Aqui investem suas economias, dedicam à força do trabalho, a inteligência e a criatividade, para prosperar. Com isso, giram nossa economia. Os empregos e os impostos são fruto dos empresários, que apesar de todas as dificuldades atravessadas num país como o Brasil, matem o negócio funcionando. Parabéns ao setor produtivo!

Quero ressaltar também um setor ao qual me envolvi, com muito orgulho, e tenho me empenhado com dedicação: as atividades dos clubes sociais. Sou Diretor do Itaocara Campestre Clube e Presidente do União Esportivo Itaocarense. Especialmente quero falar desse último.


Carlinhos Ferraz e Carmem, junto com as filhas e os genros

Não dá para contar a história de Itaocara, sem falar do União. Lembrados até hoje, são os grandes jogos de futebol, realizados contra o grande rival, o Nacional Esporte Clube. Rivalidade tão sadia, que gerou benefícios aos dois, com o surgimento de fieis unionistas e nacionalistas. Isso transpôs o futebol e chegou à disputa das grandes festas, dos grandes bailes, dos grandes desfiles carnavalescos. De novo a disputa sadia, gerou momentos inesquecíveis da história de Itaocara.

Em minha gestão no clube, nossa diretoria tem se esforçado ao máximo, para estar aberto à comunidade. Celebrando o Dia das Mães, voltando os antigos bailes carnavalescos, fazendo a tradicional feijoada no segundo semestre do ano, etc. E na semana passada, realizamos a festa Regresso. Que momento fantástico! Liderados por um dos mais proeminentes unionistas de todos os tempos, o senhor Ayrthon Caldeira, reunimos queridos amigos, em torno de uma sadia roda de samba.

O sentimento de reencontrar amigos é a tônica do Regresso. Histórias são recordadas. Momentos que são sempre lembrados, quando estamos felizes. Por isso quero agradecer, a fantástica Diretoria que presido. São vocês, na verdade, os grandes responsáveis pelo nosso sucesso. A dedicação, o carinho e o comprometimento. O trabalho feito apenas tendo como recompensa, ao final, o sentimento que oferecemos aos presentes em nossos eventos, o doce sabor da felicidade.


O casal Carlinhos e Carmem, a fotógrafa Elisabete Carvalho e outro apaixonado pelas cores preto, vermelho e branco, o unionista Arildo

Não posso deixar de agradecer minha família. Especialmente minha esposa Carmem, parceira de toda vida, que faz nossos, todos os meus sonhos. Acredito que o sentimento de amor que compartilhamos, termina disseminado no coração de cada colaborador, nos fazendo ainda mais felizes.

Então, nessa data tão importante, quando Itaocara celebra 128 anos, o que temos a dizer é: MUITO OBRIGADO!!! E parabéns itaocarenses. Parabéns a cada homem e mulher, que diariamente escrevem com as próprias vidas, a nossa história.

FOTOGRAFIA: ELISABETE CARVALHO: 

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Parabéns Itaocara e Boa Sorte para o Brasil - Texto: Hélio Sales – Presidente da CDL Itaocara, Aperibé e Cambuci





O comércio é a principal atividade econômica dos seres humanos. Em qualquer país do mundo que pesquisar, vai notar que o comércio sempre se destaca. O que seria das sociedades, se não fosse os comerciantes? Desde o dono da portinha, na pequena cidade, ou num lugar afastado, nos centros urbanos; até as grandes empresas, os grandes magazines, nas regiões mais nobres, é o comércio quem mais gera empregos e impostos, enfim, riquezas.

No comércio se dá o encontro de pessoas, compradores e vendedores, e a partir dessa relação, é que as coisas se transformam. O consumidor quer, e é o comerciante que faz chegar à indústria, o que ele quer, para que seja produzido, atendendo a demanda e fazendo a roda da economia girar.

Uma grande tristeza, em países como o nosso Brasil, o comerciante ser punido por sua eficiência (somos o setor da economia que mais paga impostos). Os governos não precisavam ajudar, mas seria ótimo se não atrapalhassem. Pagamos impostos e mais impostos. Sobre tudo nós, pequenos lojistas, pequenas empresas. Bilhões de Reais são transferidos das nossas contas, para Municípios, Estados e a União. E para que?

A incompetência campeia a máquina púbica. Os impostos que pagamos, deveria prover limpeza pública, segurança, infraestrutura de estradas e transporte. E claro, deveria prover Educação e Saúde Pública de qualidade. No entanto, muitas empresas precisam pagar para fazer coleta de lixo, precisam pagar seguranças particulares, precisam pagar pedágios nas melhores estradas e nem pagando, gozamos transporte de qualidade. E como cidadãos ainda precisamos pagar escolas particulares e planos de saúde. Ou seja, pagamos a grande parte da conta, e não recebemos nada em troca. Pagamos duas vezes. E recebemos zero vezes.

O Brasil que eu quero é o Brasil onde o Estado faz sua parte. Com a mesma competência do comércio, oferecendo serviços públicos de qualidade. Com a mesma honestidade do comércio, oferecendo contrapartidas a cada centavo recebido. Que com a mesma eficiência do comércio, o Estado utilize seus recursos financeiros e humanos. Somos homens e mulheres simples. Comerciantes e comerciários. Com todas as dificuldades, tenho o prazer de dizer: somos brasileiros e brasileiras que acordam cedo e vão fazer a nação ficar de pé. Graças ao nosso esforço, ao nosso trabalho duro e ao nosso talento, existe ainda um Brasil de pé.

Faz alguns séculos, o filósofo francês Voltaire disse que os países cujo comércio é mais livre, o povo é mais próspero. Fica a dica para a classe governante. Tomem jeito! Façam a parte de vocês. Menos regras, menos legislações, menos Estado se metendo na economia. Livre Comércio e Democracia. Isso que torna nações prósperas. Fora disso, nunca se viu progresso.

No próximo domingo duas coisas muito importantes vão acontecer. Primeiro Itaocara, a cidade onde vivemos e que muito amamos, vai completar 128 anos de emancipação política e administrativa. E segundo, mas não menos importante, vamos eleger o próximo Governador e o próximo Presidente da República.

Peço a Deus que nos dê o presente da boa governança. Um Governador Responsável, que cumpra as obrigações, para nunca mais passarmos o vexame dos funcionários públicos, ativos e inativos, ficarem sem receber os salários. Cuide das estradas. A RJ 158, que liga Itaocara a Cambuci é uma vergonha. E tantas coisas que nos empobreceram nesses últimos anos. O Rio de Janeiro não é qualquer Estado. Merece um Governo melhor.

E que o Próximo Presidente da República, não veja o comércio e o setor produtivo apenas como galinha dos ovos de ouro. Tudo tem limite. Não suportarmos mais tantos tributos. Não é possível continuar financiando um Estado que não nos devolve nada em troca. Educação, Saúde, Estradas, qualquer serviço de qualidade, só conseguimos se pagarmos particular. Ou o Brasil muda isso, ou o futuro que nos espera será do contínuo empobrecimento.

FELIZ ANIVERSÁRIO ITAOCARA, e que Deus Proteja o BRASIL.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

LEIA NOVAMENTE: Ayrthon Caldeira - Um dos Mais Importantes Nomes da História de Itaocara

No aniversário do município trazemos novo registro para posteridade no bate papo com um dos mais importantes personagens da história de Itaocara: Ayrthon Caldeira, autor do livro “Das Coisas que me lembro, e ainda posso contar”, em que destaca seu grande amor por nossa terra. (NOTA: POSTAGEM ORIGINAL EM 18 DE OUTUBRO DE 2018).

Ayrthon Caldeira no União Esportivo Itaocarense, durante o evento Regresso, com familiares e amigos ao seu redor

Nova Voz ONLINE – Quais as principais lembranças da Itaocara de sua infância e adolescência?

Ayrthon Caldeira – Itaocara é uma obra de arte. Muitos que chegam a nossa cidade têm acesso trafegando sobre a ponte Ary Parreiras, construída na década de 1930. Quer dizer, uma ponte de inestimável valor histórico. Na época de sua construção foi um marco da engenharia e da arquitetura. Saindo da ponte, quem olha a direita, vê a Igreja de São José de Leonissa, local onde o fundador de Itaocara, Frei Thomas, deu início a nossa Aldeia da Pedra querida. E a esquerda, a Praça Coronel Guimarães, o monumento do Centenário e a estátua do próprio Frei Thomas, obra de Henrique Resende, um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil. Se olharmos na direção contrária veremos o rio Paraíba e a serra da Bolívia. Qual cidade possuiu, logo na entrada, belezas de tamanho valor? Só mesmo Itaocara.

Nova Voz ONLINE – A Praça Coronel Guimarães tem valor pessoal para o senhor, não é mesmo?

Ayrthon Caldeira – Foi onde comecei a namorar o grande amor da minha vida, minha eterna esposa e companheira, Maria Candida. Emociono-me cada vez que me lembro daqueles tempos que nunca se foram. Estão presentes na minha mente e no meu coração.

Nova Voz ONLINE – O que deveria ter sido preservado para posteridade, mas não foi?

Ayrthon Caldeira – Se me fosse dado o dom de fazer durar para sempre, é claro que eterna seria minha esposa, Maria Candida, como já disse, o grande amor da minha vida. Também vários familiares e amigos, pessoas boníssimas, continuariam eternamente entre nós. Gente que ajudou a construir a história de Itaocara. Nossa natureza e nossos monumentos são uma gigantesca riqueza. Porém, o que de maior valor Itaocara sempre possuiu foi sua gente. Eu tive o privilégio de conviver e conhecer boa parte destas pessoas notáveis.

Nova Voz ONLINE – Entre as coisas que participou no município, está o futebol. Quem foram os jogadores que mais admirou?

Ayrthon Caldeira – Numa época de vida simples, sem as parafernálias da tecnologia que tornaram os lares mais confortáveis, reconheço, mas que tiraram algumas coisas boas de outros tempos, o futebol era uma delas. As partidas, grandes eventos, que levavam as famílias aos estádios e campos. Cada qual tinha sua torcida. Tivemos grandes jogadores. Não é fácil destacar. Mas na minha lembrança, três nos encantaram com jogadas geniais, passes perfeitos e gols emocionantes: Wilson Cantagalo, Waldinho Cidade e Willian Rimes. Estes jogaram o fino do futebol. Se fossem jovens nos dias atuais, iriam parar em grandes clubes do Brasil e do Mundo, pois realmente jogavam demais.

Nova Voz ONLINE - Dia de jogo entre Nacional e União, mexia com a vida na cidade?

Ayrthon Caldeira – Era o assunto. Só se falava do jogo, antes e depois. A rivalidade forte. Mas não havia incidentes maiores. Lembro apenas de uma briga, Mas sem consequências. Coisa de quem estava ali, no calor do momento.

Sr. Ayrthon, feliz, ao lado dos filhos Tucalo e Ronaldo

Nova Voz ONLINE- Tem algum jogo ou campeonato que marcou sua participação no futebol?

Ayrthon Caldeira– No meu livro, “Das Coisas que me lembro e ainda posso contar”, na página 72, narro uma partida histórica entre o União e o Brasil Esporte Clube, de Laranjais. Nós precisávamos ganhar. Existia muita tensão. A vitória nos consagraria campeões. Na preleção, Johenir Henrique Viégas, deu um sacode na equipe. Mexeu com nossos brios. Exigiu a vitória. Naquele dia jogamos com seriedade e o placar refletiu todo empenho: 4 a 1. União Campeão. Que festa! Que alegria! Que recordação maravilhosa!

Nova Voz ONLINE – Outra coisa que o senhor sempre participou foi o Carnaval. Não sei se é possível explicar, o porquê de Itaocara ter tamanha paixão por carnaval?

Ayrthon Caldeira – O carnaval está no DNA. Lembro-me de ouvir contar sobre carros que desfilavam enfeitados, lançando confetes e serpentinas nos assistentes. Do famoso bloco dos Democratas, composto especialmente por pessoas negras, e do bloco Flor Silvestre, no qual minha mãe, Maria Caldeira, era Porta Estandarte. Sou compositor de uma música que presta singela homenagem. O verso diz: “a maior Porta Estandarte que deixou recordação (...)”, cantada pela Escola de Samba Acadêmicos da Aldeia, em 1980.

Nova Voz ONLINE – E a sua participação?

Ayrthon Caldeira – Minha primeira lembrança do Carnaval são os desfiles dos blocos. Especialmente do “Quem Fala de Nós Tem Paixão”. A concentração era no Rinque, espaço que existia onde hoje está a sede dos Correios. As cores eram o preto, vermelho e branco (as cores do União). O Mestre Sala e Porta Bandeira, com grande maestria, o casal Biga e Dagmar. Tudo fruto da mente do carnavalesco Augusto José Pires. Não posso deixar de destacar os carnavalescos José Curty e Ianá. Se não me engano, eles eram responsáveis pelo carnaval dos Democratas, que posteriormente se tornou o Nacional Esporte Clube.

Nova Voz ONLINE – De novo, Nacional e União, protagonizando momentos importantes?

Ayrthon Caldeira – De novo! O Nacional adotando as cores verde e rosa criou a Escola de Samba, “Unidos que eu também vou”; e o União, preto, vermelho e branco, Acadêmicos da Aldeia. Quero destacar o Santo Cabuqueiro e o Guilherme Estevão, pessoas que em muito contribuíram para grande história do carnaval de Itaocara.

Nova Voz ONLINE- Até hoje, quando vê o preto, vermelho e branco desfilando na Avenida, a emoção é grande?

Ayrthon Caldeira – Meu sangue é unionista. Eu amo o clube. Não há como conter a emoção quando o grito chama os unionistas para o desfile na avenida. Sinto-me um menino de novo. Meu coração baila de alegria, dividindo momentos emocionantes com meus amigos. Estou feliz com a atual direção do União. Os presidentes, Carlinhos e Carminha, e toda diretoria, faz um trabalho fantástico. Festas e grandes eventos, mostrando novamente o valor das cores preto, vermelho e branco.

Nova Voz ONLINE– Para finalizar, gostaria que deixasse uma mensagem para os itaocarenses.

Ayrthon Caldeira – Eu diria para nunca desanimarmos. Lembrarmos que aqui nasceu ou vieram para cá, tanta gente fora de série. Pessoas que enfrentaram as dificuldades das pequenas cidades e nos brindaram com talentos nas mais variadas áreas. Na cultura, na educação, no esporte, nos negócios, na agricultura e na pecuária, na medicina. Precisamos seguir estes bons exemplos e fazer da nossa Itaocara, da nossa Aldeia da Pedra, o melhor pedaço do Brasil. Feliz Aniversário Itaocarenses!






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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Iludidos e Ilusões


Texto: Hélio Sales – Presidente da CDL Itaocara, Aperibé e Cambuci

Tem um conto que a maioria de nós conhece cujo nome é O Flautista de Hamelin. Narra à história de uma peste de ratos que invadiu a localidade alemã de Hamelin. Desesperados, os moradores ofereceram alta recompensa, a quem conseguisse livrar a cidade daquele problema. Um flautista mágico aparece e com o doce som da sua flauta, leva os bichos para o campo. Os ratos o seguem hipnotizado. Terminam dentro de um lago, aonde vão alegres e felizes, morrer afogados.

Apesar de não me manifestar pelas redes sociais, leio bastante às postagens. Noto o tom apaixonado do debate político. Chegando muitas vezes a fazer pessoas que se conhecem, trocar ofensas, desfazendo amizades. Existe o lado positivo. Estamos participando mais das eleições. Antes as brigas eram por inúteis partidas de futebol. Agora, pelo menos, é sobre o futuro do Brasil.

Contudo, precisamos refletir sobre alguns aspectos. Será que alguém que não conhecemos pessoalmente, que não conhecemos a família e os amigos, que nunca olhou nos nossos olhos, merece defesa tão apaixonada? Será que seu candidato é mesmo uma pessoa tão maravilhosa, que vale a pena brigar com amigos e familiares, defendendo a bandeira que ele diz levantar? Já pensou que pode estar investindo muito das suas crenças, sem nenhuma razão concreta, usando o tipo de fé que só devemos ter em Deus? Que tal pelo menos pensar sobre isso?

Mesmo com os amigos mais próximos, me relaciono convicto de que a minha frente está uma pessoa, que tem a capacidade de me decepcionar. Afinal de contas, somos humanos. A grande maioria das vezes, os desapontamentos acontecem, por criarmos expectativas maiores do que devemos. Quando se trata da classe política, que disputa o poder de instituições do Estado, tão distantes de nós, acho que devemos usar outros critérios, para escolher. Quando ficamos apaixonados, agindo como fanáticos, nos tornamos iguais os ratinhos da história do Flautista de Hamelin. E os ratinhos morreram afogados. Espero que o mesmo destino não esteja a nós reservado.

Amigos e amigas, eleição é coisa muito séria. Achar, por exemplo, que existe um complô contra os candidatos que apoio, envolvendo os Estados Unidos, a mídia, a elite branca, e todos aqueles que já conhecemos, é pura fantasia. Essas crenças são usadas para nos manipular, assim como o doce som tocado pelo flautista. Ficamos hipnotizados, começamos a brigar, parando de pensar. E sem pensar. Sem pensamento crítico, somos levados às urnas, elegendo os governantes. Algo de bom surge quando nos comportamos assim? NÃO! Pelo menos eu não acredito. Afinal de contas, por mais bonita que seja a história do Papai Noel, sou um homem adulto. Sei que não passa de fantasia.

É tempo de refletir. Mesmo quem já escolheu seus candidatos, pense novamente. Não precisa dizer a ninguém. Mas releia as propostas, veja vídeos. Assista inclusive outros candidatos, com o coração aberto a mudar de opinião. Não tenha convicções das quais não admite mudar. Quase sempre a teimosia leva ao sofrimento e o Brasil está sofrendo há muitos anos. Essa é a hora de mudar de verdade, ao invés de mudar só o CPF e o RG de quem nos governa. Chega de ilusões!

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Um dia vou estar lá!


Quando o Jornal Nova Voz me convidou para escrever uma postagem, fiquei pensando em sobre o que escrever, precisava ser algo que eu gostasse de fazer, de participar e acima de tudo de compartilhar. 

O que compartilhar com vocês leitores do Nova Voz?

Então ontem recebi um e-mail confirmando minha presença na Embarcadero Conference 2018. Serei mais uma vez palestrante da maior conferência de desenvolvimento Delphi do Mundo.
A Conference é um lugar que eu gosto de estar, lá eu ajudo pessoas e empresas, e, lá eu compartilho parte do conhecimento adquirido ao longo de minha jornada profissional. Então está aí meu tema para a primeira postagem aqui com vocês leitores do Jornal Nova Voz.

Nessa postagem, trago a recordação da canção "Meu Guri", de Chico Buarque de Holanda...
"ainda na sua meninice, ele me disse que chegava lá"

Minha primeira Embarcadero Conference 

Certamente você já teve aquelas ocasiões em que disse: "um dia eu vou estar lá!". Pois é minha história com a Embarcadero Conference narra uma dessas ocasiões.

Para quem não me conhece eu sou Landerson Gomes dos Santos, Itaocarense, anlista de sistemas. Desde os tempos de faculdade tive contato com uma ferramenta de desenvolvimento de softwares (programas de computador) chamada Delphi, e mantive essa como sendo umas das minhas paixões profissionais.

Para quem não conhece, a Embarcadero Conference é um congresso de desenvolvedores Delphi e ocorre em diversos lugares mundo a fora. A Embarcadero Conference Brasil é a maior do mundo.


Acompanho desde a época em que se chamava BorCon e não existia a versão brasileira, sempre lia sobre ela na internet e assim chegava aquele momento em que eu abrir a nossa conversa: "um dia eu vou estar lá!"

O tempo passou, com eles muitas mudanças em minha vida, entretando a paixão pelo Delphi ainda se mantinha. Num repente do destino em 2014 perdi meu pai numa batalha rápida, mas avassaladora contra um câncer no pâncreas. E ali percebi que a vida pode passar muito rápido se você realmente não correr atrás de realizar algumas de suas aspirações.

Embarcadero Conference já possuía uma versão aqui no Brasil, e eu decidi que naquele mesmo ano de 2014 eu iria na Embarcadero Conference
Eu possuo um site, landersongomes.com.br,  no qual compartilho como hobby parte do conhecimento que adquiri em trabalhos ao longo da vida, esse site atraía em média 200 acessos por dia, de pessoas tirando dúvidas de Delphi e programação com esses meus artigos.

Então submeti um tema para palestrar na Embarcadero Conference 2014. Confesso que não tinha muita pretensão, afinal um cara de um lugar pequeno, sem tanta formação técnica... passado alguns dias recebi um e-mail dizendo que minha palestra havia sido aprovada.
Foram muitos ensaios, pois não queria decepcionar as pessoas que confiaram em meu potencial sem nunca terem me conhecido pessoalmente, abro aqui um enorme espaço para agradecer, principalmente a Fernando Rizatto (Software Consultant, Latim America na Embarcadero Technologies).
Naquele mesmo ano veio ao Brasil para se apresentar na Embarcadero Conference, Marco Cantù, o maior escritor de livros sobre Delphi, autor série best seller "Mastering Delphi" (Dominando o Delphi) que teve diversas versões de Delphi e foi traduzida para diversos idiomas em todo o mundo.
Cito a presença de Marco Cantù por que lá atrás, quando entrei para a faculdade e me apaixonei pelo Delphi, meu pai comprou pra mim uma edição do livro "Dominando o Delphi 5", cujo autor é Marco Cantu. Ao saber da vinda dele fiz questão de levar esse livro para que Cantù autografasse pra mim.
 

Assim encerrei minha primeira Embarcadero Conference, confesso que achei que seria a única, mas esse ano chego para palestrar pela 5a vez na Embarcadero Conference, que este ano está comemorando 10 anos de Brasil.


E você, tem algo que gostaria muito de realizar??? Que um dia você também possa realizar algo que quis muito, é uma sensação incrível!

Grande abraço e até uma próxima oportunidade.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Para onde vai o Brasil? Texto: Carlinhos Ferraz


Faz muitos anos estamos colhendo frutos de decisões erradas que tomamos. Volta e meia leio reportagens sobre o Chile, falando de crescimento, prosperidade, um ambiente seguro e capaz de proporcionar aos nacionais daquele país, uma vida feliz. Mais distante, vejo países que quarenta anos passados, eram muito mais pobres do que o Brasil, como a Coréia do Sul e Cingapura, tornarem-se nações com Alto Índice de Desenvolvimento Humano. Mesmo desertos, como os Emirados Árabes, mostram ao Mundo a prosperidade de cidades como Dubai e Abu Dhabi. Onde erramos?
Antes de tudo, o erro foi nosso. Acho ridículo responsabilizar os outros, pelos erros que nós, brasileiros cometemos. Não estamos pobres por culpa dos Estados Unidos, ou da elite, nem do Papai Noel. Estamos pobres por escolher gente completamente despreparada para nos governar. E quem governa gerencia Trilhões de Reais em impostos. Sem competência e bom caráter, mesmo a arrecadação batendo recorde, ano após ano, o que sentimos é o país ir para o buraco. Que impressionante, não é mesmo? Mesmo na crise dos últimos seis anos, o Brasil nunca arrecadou tanto. Porém os serviços públicos são péssimos. Fruto da desastrosa escolha que temos feito.
Lógico que a classe política é ruim. Os candidatos a Presidente e Governador do RJ são a prova disso. E quem parece ter qualidade, não tem voto. E por que não tem voto? Pelo fato dos preferidos serem pessoas toscas, ignorantes, que jamais contrataria para trabalhar na minha empresa. E são estes que vão Presidir a República e Governar o RJ, a partir do primeiro dia do próximo ano. De quem é a culpa? Nossa!
No meu modo de pensar, o Brasil precisa urgente de um novo modelo educacional. Ofertar a crianças, adolescentes e jovens, uma formação técnica de qualidade, mas que, além disso, ensine ética, humanismo e coragem para superar os desafios da vida. 
Ética para aprendermos a não colar na prova, não pular o muro na relação amorosa, não furar fila, não sermos corruptos; humanismo, para entendermos que o sucesso precisa incluir todos, caso contrário, seremos eternamente uma nação de bem sucedidos, que morrem de medo de sofrerem com a criminalidade, graças ao sucesso que fizeram. E pessoas pobres, que não são levadas em consideração, nem pelo Estado, nem pela sociedade, tendo uma existência sem dignidade alguma; e coragem para entender que isso não acontece em quatro anos, nem em oito anos. É obra de décadas, que só acontecerá ao mudarmos a cultura atual.
O Papa Francisco ensina: “quantos desertos tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Sobretudo o deserto que existe dentro dele, quando falta o amor a Deus e ao próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e continua a dar”. Passou da hora de assumirmos nossa responsabilidade, de passarmos a amar ao próximo, como Deus nos ama e entender que somos punidos, não pelos céus, mas pela irresponsabilidade das más escolhas que fazemos.


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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

PARA REFLETIR DURANTE O FERIADO


- Texto Ronald Thompson -


O Brasil vive um momento tenso. Tivemos nesse ano o atentado que tirou a vida da Vereadora Marielle Franco. Ontem o lamentável atentado contra a vida do Deputado Jair Bolsonaro. Só em 2018 podemos contabilizar na casa das centenas, o número de policiais e civis assassinados na cidade do Rio de Janeiro. Eu não sei até onde vamos precisar ir, para entendermos que existe uma profunda relação de causa e efeito em tudo o que está acontecendo. Dessa forma, enquanto não mudarmos a resposta, adotando um novo paradigma, continuaremos a contabilizar tragédias.

Eu gostaria que aprendêssemos a conviver além das ideologias, das crenças, da cor da pele, da nacionalidade, que nos diferenciam. Aprendêssemos que na outra ponta da discussão existe outro ser humano. Se prestar atenção, vai notar que essa pessoa está com muito medo, aprisionada em crenças que renegam a bondade e o bem de verdade.

Lógico que indivíduos perigosos, como os assassinos de Marielle, o autor do crime contra Bolsonaro e quem tirou as vidas dos policias e civis, precisam ser levados a Justiça. E essa deve sentenciá-los, na forma da lei, para que respondam pelos atos que praticaram. Mas precisamos nos libertar desse ciclo. Não permitir que nossos corações endureçam. Se não, vamos nos tornar os monstros que combatemos.

Charles Chaplin escreveu:

- O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Se quisermos realmente ser livres da violência, só existe um caminho: o da fraternidade. Sei que não é simples, afinal de contas, é muito mais fácil odiar do que amar. Precisamos de MUITA CORAGEM para amar ao próximo. Para deixar de lado as diferenças e nos vermos pela igualdade na fragilidade da alma humana. Vermo-nos pelos olhos das nossas mães, que mesmo que sejamos os maiores facínoras, ainda conseguem enxergar o bem que existe em nós. Assim (e só assim), iremos derrotar a violência. Nunca pela força das armas. Apenas pela força do amadurecimento, capaz de gerar o valor da empatia, vamos influenciar toda sociedade, construindo o Mundo aonde queremos viver.

Pense nisso e tenha um EXCELENTE Feriado.


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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O Museu e a Cultura pegaram fogo


Texto: Ronald Thompson

O incêndio no Museu Nacional repercutiu na imprensa dos países mais importantes do Mundo. O tom é que foi uma perda para humanidade. A notícia publicada em jornais como o The New York Times, o Francês Le Monde, e que está nas redes de TV Americana, CBS, CNN, e outros meios de comunicação de diversos países, fala que enquanto o país gastava bilhões de dólares, com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas, o Museu Nacional definhava por falta de investimentos.

É uma pena. Porém, verdade seja dita, em plena campanha eleitoral, alguém já viu algum candidato a Presidente ou Governador, falar sobre Cultura? Ou mesmo sobre Ciências? Eu não vi. Esse tema não dá votos. Nem entra no radar de milhões de eleitores. Por isso, essa gente brega que pleiteia o poder, prefere discutir descriminalizar o uso de armas de fogo. Para eles, cada um com seu revólver, e se alguém lhe aporrinhar, é só apertar o gatinho e pronto: está resolvido o problema da violência.

Eu não me importo em ser simpático ou antipático. Nem que desfaçam amizade, no Facebook ou na vida real. Mas não consigo ficar quieto, sem dizer que nem tudo o que acontece no Brasil é responsabilidade da classe política. É nossa. Me incluo também. Primeiro por preferirmos destilar veneno, comemorando a desgraça dos nossos adversários, do que melhorarmos como seres humanos. Nossa ruindade chega ao ponto de acharmos que a solução para a violência são mais mortes. E quando escrevemos em defesa dos Direitos Humanos, algum imbecil posta pra levarmos um bandido pra dentro da nossa casa (que estupidez).

Pior do que o Museu queimar. Pior do que 20 milhões de itens estarem perdidos para sempre. Pior do que algumas das minhas mais maravilhosas lembranças da infância e início da adolescência terem pegado fogo, é não conseguir mais acreditar que o Brasil se torne uma nação civilizada, enquanto eu for vivo.

Como escreveu Roberto Campos: “No Brasil, a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor”. Nunca vi plantar abacate e colher abacaxi, nem vice-versa. No caminhar que vamos, estamos longe de chegar ao fundo do poço. O incêndio do Museu é um ótimo símbolo da ignomínia que tomou conta dos brasileiros.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Para participar do Clube de Vantagens Wizard, é muito fácil!

O Clube de Vantagens Wizard é um presente para você, aluno Wizard. O Clube é totalmente gratuito.
Oferece uma série de benefícios exclusivos para os alunos Wizard aproveitarem de condições como descontos e preços especiais na compra de produtos e serviços.
São mais de 400 ofertas em todo o Brasil desde lojas de artigos esportivos, restaurantes, lojas de departamentos, roupas e muito mais.
Como Funciona
Para participar do Clube de Vantagens Wizard, é muito fácil!

Ao matricular-se em qualquer escola Wizard participante do Clube de vantagens, você aluno, recebe um login e senha na própria escola, ou via e-mail para entrar no site www.clubedevantagenswizard.com.br

Basta se cadastrar, aqui mesmo neste site, clicando no botão “ENTRAR” do menu principal.

Preencha os dados de cadastro.
A partir dai, você visualizará o seu cartão digital (clicando no ícone do celular ao lado do seu nome) e experimentará nossos benefícios, gratuitamente.

O Clube de Vantagens Wizard oferece diversas promoções on-line, em sites de e-commerce, e também off-line, em lojas físicas que aceitarão seu cartão digital ou voucher.

Nos casos dos estabelecimentos online você será redirecionado a um site específico e os descontos serão aplicados automaticamente Ou você terá acesso a um Cupom de Desconto e deverá usá-lo no e-commerce escolhido, na hora de finalizar a compra.

Nos casos dos estabelecimentos físicos identifique-se no local apresentando o seu cartão digital do Clube, um documento com foto e o voucher impresso com data válida, para obter o desconto.

Dúvidas Frequentes
Veja abaixo uma lista com as perguntas e respostas mais frequentes sobre o Clube de Vantagens Wizard. Caso você tenha uma dúvida diferente, entre em contato através do e-mail: contato@clubedevantagenswizard.com.br
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terça-feira, 28 de agosto de 2018

TATUADOR DE NOVA FRIBURGO RECONSTITUI GRATUITAMENTE MAMILOS DE MULHERES MASTECTOMIZADAS


Mulheres mastectomizadas que foram vítimas de câncer de mama poderão fazer a tatuagem da aréola e do mamilo através da ação organizada pelo tatuador de Nova Friburgo, Rodrigo Catuaba. O profissional intensifica as ações sempre no mês de outubro, que é o mês do Outubro Rosa.

O detalhe disso tudo é que a tatuagem sai de graça e as mulheres que não podem arcar com o custo da reconstituição de mamilo - que seria entorno de 2 mil reais - ganham este grandioso presente. O trabalho em mulheres mastectomizadas é feito há cerca de quatro anos no estúdio de Rodrigo, que fica na Rua Vicente Sobrinho, 189 - Olaria, Nova Friburgo.

"Uso uma técnica conhecida como realismo e aplico projeções de luz e sombra para dar o efeito 3D. É uma mistura de cores e formas. As mulheres saem daqui felizes e emocionadas, mas mal sabem que quem fica mais feliz sou eu. Nada é mais compensador do que ver essas mulheres refazendo as suas vidas, felizes, se aceitando, recuperando a autoestima. Esse é um trabalho que faço com o maior prazer e faço questão de não cobra-lo", disse o tatuador.

SOBRE O TATUADOR

Rodrigo Catuaba, nasceu em Nova Friburgo, tem 34 anos e nunca fez nenhum tipo de curso de desenho ou de tatuagem. Ao todo, já ganhou 54 prêmios nacionais e três internacionais, sendo referência nacional na categoria 'realismo'.


Agradecimento ao Jornal Serra News pela autorização para publicar esta matéria de grande importância.
Fonte: https:/www.facebook.com/serranewsrj/

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Carlinhos Barrias - Bar dos Amigos

 


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