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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Marino e Vera falam da família, dos 30 anos de casamento e do desejo de estar sempre juntos

O casal formado pelos empresários Marino e Vera, contando desde o início do namoro até hoje, estão juntos há 37 anos, sendo que casados faz 29, completados em Julho. Abaixo nos dizem quão importante é ter paciência e tolerância, para construir um amor duradouro.
Marino e Vera: casais sábios constroem juntos uma vida feliz
Nova Voz On Line – Como foi que vocês se conheceram?
Vera - Marino trabalhava próximo à rua em que eu morava. Já sabia de seu interesse. Mas o primeiro encontro aconteceu em um dos ensaios de carnaval da Escola de Samba Verde e Rosa. No ano de 1981, eu estava me preparando para sair na Comissão de Frente da Escola.
Marino – Como a Vera disse, eu já estava de olho. Sabia que gostava dela, mas faltava um jeito de me aproximar.

Nova Voz On Line – Então como surgiu o primeiro encontro?
Vera – Eu era muito tímida. Tinha só quinze anos. Uma amiga comum veio de Niterói, passar o carnaval por aqui, e deu aquele “empurrãozinho” valioso (risos), nos apresentando.
Marino – E lá se vão 38 anos, desde que começamos a namorar. Sem dúvidas, foi à melhor coisa que já me aconteceu. De nós dois, vieram os três filhos, nossos grandes tesouros. E toda uma história juntos.

Nova Voz On Line – Vocês namoraram bastante tempo, antes de se casarem. Um namoro longo torna mais provável que o casamento dê certo?
Vera - Namoramos durante oito anos, primeiro porque éramos muito novos, e precisávamos amadurecer, tendo também em perspectiva nossas carreiras profissionais. Almejávamos uma estabilidade financeira.
Marino - Quanto ao tempo de namoro, acredito que contribui para que o casal se conheça melhor. Mas para que o relacionamento seja duradouro, fundamental é compartilhar objetivos, estilos de vida e interesses comuns. Ou seja, é preciso que haja respeito, amor e cumplicidade. Sem esses elementos, se torna impossível uma boa convivência.

Nova Voz On Line - A vida em comum de vocês é rica de experiências. Há os filhos, a empresa Ki Madeira; a Vera tem a carreira profissional no magistério, que nunca abandonou. Enfrentar juntos, tantos desafios, une mais o casal?
Vera - Como o Marino disse, os filhos são nosso maior tesouro. Por eles lutamos com determinação. São bênçãos de Deus. Nossas conquistas são fruto de trabalho e dedicação, buscando poder dar conforto e segurança, não só a nossa família. Mas a de todos que estiveram e estão conosco, trabalhando.
Marino – Os desafios que a vida impõe são superados com o apoio de um ao outro. Isto nos une e aproxima. Conversamos bastante, sobre o que fazer no dia a dia, seja na família, na empresa e em qualquer assunto.

Nova Voz On Line – No que os filhos transformam o amor do casal?
Vera - O nascimento de um filho é um acontecimento de grande impacto no relacionamento. Há o aumento de conflitos, insegurança, ou seja, é a prova de fogo para o casamento, pois é uma responsabilidade muito grande a tarefa de educar. É necessário que seja uma opção consciente e responsável, porque a educação dos filhos não é tarefa fácil.
Marino – Os filhos nos perpetuam. Com a chegada deles, passamos a valorizar mais nossos pais. Talvez seja possível dizer que o casamento de verdade, só comece com o nascimento deles. Meus filhos são adultos, pessoas ótimas, em quem confio e amo. Mas ainda sinto o dever de protegê-los, da mesma forma quando os segurei pela primeira vez, em meus braços.

Nova Voz On Line - Muitas relações hoje em dia têm ritmo frenético. Entre o primeiro dia de namoro e o divórcio, o espaço de tempo chega a meros um ano. Por que acreditam que isto acontece?
Vera - No dia 29 de julho completaremos 30 anos casados. Realmente hoje essa complexa relação é vista de maneira bem diferente. Fomos educados valorizando o casamento. Atualmente, alguns casais, não exercitam a tolerância e a paciência, e ao primeiro sinal de crise, se separam. É uma pena, porque existe uma qualidade, uma sensação, enfim, um amor, que só consegue alcançar, quem continua junto pela vida, como eu e o Marino.
Marino – A meu ver é preciso exercitar a tolerância, pois em toda união existe divergência, que só com amor, maturidade e boa vontade, são superadas. É preciso aprender a conquistar a parceira com tolerância, se não o casamento fica vulnerável e desmorona.

Nova Voz On Line - Notamos que estão sempre juntos, nos eventos sociais. Ser um casal é desenvolver o gosto de estar, um ao lado do outro, nas horas cruciais, seja de superação, seja de lazer e divertimento?
Vera - Realmente é um hábito que cultivamos, desde o início do nosso casamento, que só aumenta nossa cumplicidade e a segurança que temos um no outro.
Marino – Concordo! Quando dizem que ser um casal é gostar de estar sempre juntos, em todas as situações é fazer como fazemos, buscando estar próximos na família, nos eventos sociais e até no trabalho (risos). Saber que ela está ali, perto de mim, me deixa tranquilo e feliz.

Nova Voz On Line – Namorados, noivos, marido e mulher, sempre dividindo os mais importantes momentos da vida. Neste dia dos namorados, o que gostariam de dizer um ao outro, deixando de exemplo aos leitores e leitoras, que sonham encontrar um parceiro / parceira, para vida toda?
Vera – Procuramos aplicar em nossas vidas, a máxima de Lilian Tonet, que diz: “as pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem”. Que saibamos despertar em nosso companheiro, o prazer e a alegria de nossa companhia. Vale à pena acreditar no amor e lutar por ele. Eu descobri isto com você, Marino, meu marido e meu amor.
Marino - Eu agradeço a Deus por ter colocado uma pessoa como você Vera, na minha vida. Por compartilhar as maiores alegrias e dividir as tristezas. Por me ajudar a superar as dificuldades. Por caminhar ao meu lado. E por tudo isto, você é o grande amor da minha vida. Minha eterna namorada. Feliz Dia dos Namorados.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Fisio + Pilates é Receita de Saúde e Qualidade de Vida – Garante a Drª. Ângela Machado


A Fisioterapeuta Drª. Ângela Machado, ao longo do tempo, tem conquistado a confiança de pessoas de Itaocara e toda região. Seu Studio, Fisio+Pilates, é a realização de um sonho, dividido com alunos / pacientes, que relatam transformações e melhoria na qualidade de vida. Leia abaixo:
Drª Ângela Machado participou recentemente do 5º Encontro Brasileiro de Pilates
Nova Voz On Line – No passado, muita gente achava que Pilates era apenas modismo. Agora, ao perceber o quanto a prática melhora a qualidade de vida das pessoas, notamos que veio para ficar. Pode nos falar sobre como e quanto o Pilates influencia o dia a dia dos praticantes?
Ângela Machado - Pilates é qualidade de vida. As pessoas perceberam isso. Reproduzimos, através dos exercícios, movimentos do dia a dia, porém com qualidade. Ensinamos ao paciente o movimento correto e trabalhamos o corpo como um todo, fortalecendo e alongando, para evitar lesões.

Nova Voz On Line - Uma coisa importante, é que o Pilates para ser bem democrático. Pessoas de várias idades, e até pesos diferentes, podem praticar sem maiores problemas. Estou correto? E qual o porquê desse pluralismo?
Ângela Machado - Simples. Cada indivíduo é único e todos nós temos nossas limitações. Respeitamos isso nas sessões e evoluímos de acordo com cada aluno/paciente. Um grande exemplo é que tenho jovens sem flexibilidade e idosos muito flexíveis. Realmente interessante.

Nova Voz On Line - Outro mito que o tempo derrubou, é que Pilates era para elite, para gente rica e famosa, não é mesmo?
Ângela Machado - Quando comecei com o Pilates em 2009, tive essa experiência. As pessoas iam porque tinham visto famosos praticando o Método. Hoje, isso mudou muito. Tenho médicos, empresários, donas de casa, dentistas, professores, manicures, lavadeiras, advogados, policiais, atletas, enfim as pessoas perceberam que o valor que elas pagam, volta para elas em qualidade de vida. O dinheiro que gastavam com remédios diminui, o sono melhora, as dores melhoram a disposição aumenta e isso não tem preço.

A melhora da qualidade de vida dos alunos / pacientes é nítida
Nova Voz On Line - Que tipo de melhora os praticantes do Pilates sentem no dia a dia?
Ângela Machado - Apesar de conhecer bem os benefícios do Método, gosto de ouvir das próprias pessoas que praticam, o quanto Pilates mudou a vida delas. Porque muda mesmo. E não estou me referindo à estética, mesmo por que "meu" Pilates é Fisioterapêutico. Gosto de ver os resultados, quando o paciente chega com dor e através dos exercícios corretos ele sai do Studio aliviado.

Nova Voz On Line – Quais relatos escutam comumente dos pacientes?
Ângela Machado – É comum ouvirmos: "Estou conseguindo amarrar os meus sapatos e antes não conseguia"; "Subo escada e não me canso mais"; "Minhas dores nos ombros melhoraram muito"; "Minha coluna não dói como antes"; "Antes não colocava a mão nos pés e hoje coloco"; "Já estou ajoelhando na Igreja"; "Notaram que minha postura melhorou"; "Parei de tomar antidepressivo"; "Meu sono melhorou muito"; "Estou menos ansiosa"; “Minha respiração melhorou"; "Meu marido tem me elogiado muito"; Enfim, esses comentários são rotineiros.

Os Exercícios aprendidos na Fisio + Pilates geram profundo bem estar físico e mental
Nova Voz On Line - Com base em sua experiência pessoal, é verdade que profissionais diferentes, como médicos, psicólogos e nutricionistas cada vez mais indicam o Pilates?
Ângela Machado - Sim. Muitos alunos / pacientes chegam indicados por estes profissionais. Gostaria de aproveitar e sugerir aos profissionais da saúde experimentar o Pilates, mesmo que por um curto espaço de tempo, para sentirem no próprio corpo os benefícios. Assim vão indicar com mais confiança. Já recebo muitas indicações por parte de ortopedistas, cardiologistas, nutricionistas e psicólogos.

Nova Voz On Line– Mesmo cadeirantes e pessoas com outras limitações físicas, podem fazer Pilates?
Ângela Machado - O Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa, desde que esta tenha consciência e entenda os comandos. Porém, cada caso é um caso. Dependendo do tipo de limitação, requer mais atenção, e é aconselhável uma aula individual.

Nova Voz On Line – Crianças também podem fazer Pilates? Quais os benefícios para elas?
Ângela Machado - Devido à era digital, o índice de crianças e adolescentes com problemas posturais tem crescido muito. Então, no meu modo de pensar, todas as escolas deveriam oferecer Pilates para seus alunos, pois trabalha a consciência corporal, a postura e a respiração. Assim evitaríamos maiores danos na vida adulta.

Nova Voz On Line – O profissional Fisioterapeuta precisa estar sempre atualizado?
Ângela Machado - Conhecimento não ocupa espaço. Qualquer profissional tem por obrigação se aperfeiçoar. Os da área de saúde principalmente. Lidamos com vidas e precisamos buscar cada vez mais conhecimento, em nossas respectivas áreas de atuação, para amenizar e/ou tratar os problemas causados pela correria da vida moderna.

Nova Voz On Line – Pode nos falar um pouco sobre o 5º Encontro Brasileiro de Pilates que participou esse ano?
Ângela Machado - Se eu pudesse faria cursos presenciais todo mês. Sempre volto renovada e vejo os cursos como um termômetro da minha profissão. Sempre é possível perceber que estamos no caminho certo, mesmo assistem existe sempre algo a aprender.
A Fisioterapeuta Drª Ângela Machado é hoje reconhecida como uma das melhores da região
Nova Voz On Line – Como foi o evento?
Ângela Machado - Nesse último Congresso tive a oportunidade de estar e aprender com profissionais renomados do Pilates. E o que mais prendeu a minha atenção, por já bater nessa tecla com meus pacientes, foi: "A DOR LOMBAR (COLUNA) TEM MUITO A VER COM O ESTADO EMOCIONAL DO PACIENTE". Com certeza precisamos olhar o aluno/paciente como um todo, para ter melhor resultado; e às vezes é necessário um trabalho multidisciplinar.

Nova Voz On Line - Em relação a aparelhos, você sempre se preocupou em disponibilizar equipamentos modernos. Pode nos falar um pouco sobre isso?
Ângela Machado - Sempre gostei do novo, do diferente e por isso optei por uma aparelhagem mais moderna. Prezo qualidade em tudo que me proponho a fazer e busquei criar um ambiente em que se eu fosse cliente, gostaria de voltar. Porém os aparelhos originais, criados por Joseph Pilates (inventor do método), eram de madeira. E muitos Stúdios usam aparelhos assim, o que não os torna inferiores aos que possuo. Um instrutor de Pilates, para ser bom, não precisa de espaço grande, nem de aparelhos caros. Ele precisa ser qualificado e não mero passador de exercícios. Importante possuir equipamentos de seguranças, para evitar acidentes e lesões.

Nova Voz On Line – Uma vez você nos disse que ‘os alunos não são meros clientes. São amigos que conquistamos’. Essa filosofia continua?
Ângela Machado - Nos dias atuais falta gente que pare, nos olhe e nos escute. É isso que procuro fazer. Ouço meus alunos/pacientes, suas queixas, suas alegrias e com isso criamos vínculos. Mando mensagens e verdadeiramente me importo com cada um. Faço questão de recebê-los todos os dias com um "upa", porque acredito que movimento é vida, mas que um abraço tem poderes terapêuticos incríveis.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Grupo Amigos de Itaocara está de volta, agora sob a Administração da Itaocarense Hilanna Souza


A itaocarense Hilanna Souza, de 30 anos, Bióloga por formação, assumiu a responsabilidade de ser a nova Administradora do maior Grupo de Facebook do município (e o mais controverso): o Amigos de Itaocara, desativado logo depois das eleições. Ela agradeceu aos antigos administradores, especialmente ao fotógrafo e artista, Wilson Saraiva, pela forma educada e gentil que atendeu seu pedido. Leia abaixo o que nos disse Hilanna. 

A Bióloga Hilanna Souza é a nova Administradora do Grupo Amigos de Itaocara
Nova Voz On Line – O que a levou a buscar reabrir o Grupo Amigos de Itaocara?
Hilanna Souza - O grupo Amigos de Itaocara se tornou um bem digital das pessoas que o utilizam, das mais diferentes maneiras: propagandas, avisos, etc.; munícipes e simpatizantes do município que mesmo morando fora da cidade, estão sempre participando dos debates sobre os principais problemas da nossa Aldeia da Pedra.

Nova Voz On Line – Como conseguiu reativá-lo?
Hilanna Souza – Procurei o antigo administrador para saber sobre a possibilidade de estar utilizando o nome do grupo. O mesmo foi solicito e ofereceu a troca imediata. Acredito que não me cabe julgá-lo por ter arquivado. Somos todos humanos, merecemos respeito. Quero agradecer por ter me passado a Administração.

Nova Voz On Line – Muitas vezes o debate nesse grupo extrapola o bom senso e gera agressões verbais. Como nova Administradora, o que pensa sobre isso? Se as coisas saírem muito do controle, pode tomar providências enérgicas, inclusive expulsando do grupo, quem se exceder?
Hilanna Souza – Pessoas são pessoas. Muitas emoções. Mas penso que agressões verbais e xingamentos não ajudam a construir a Itaocara que todos queremos viver. Moramos numa cidade pequena, onde a grande maioria se conhece. Devemos nos respeitar. Teremos regras é claro. Vamos ter avisos, advertências e mesmo exclusão, se for o caso. Mas peço, por favor: me ajudem a zelar por um grupo sadio. Com controvérsias, é claro. Mas todas feitas com a polidez que devemos nos tratar uns aos outros.

Nova Voz On Line – Acha que o Grupo Amigos de Itaocara, pode contribuir, através das suas manifestações, para que o município seja melhor?
Hilanna Souza – Claro que sim. O grupo é um espaço de utilidade pública muito importante para diferentes manifestações. Basta o espaço ser bem utilizado. Quem sabe possamos realizar eventos no futuro. Encontrarmo-nos para discutir pessoalmente coisas importantes para o município. Estou animada. Feliz. Quero que possamos fazer coisas boas juntos. Vai depender só de nós mesmos.

Nova Voz On Line – O que diria aos mais de 20 MIL escritos como nova Administradora do Grupo?
Hilanna Souza - Eu pediria para que aproveitássemos o Amigos de Itaocara da melhor forma possível, na propagação de notícias, propagandas, piadas, política, tudo que é do bem e para o bem. Divergências existem e são naturais. Mas o respeito deve estar sempre à frente.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Beto Duarte destaca a importância de estar segurado

O Corretor de Seguros, Gilberto Campos Duarte-(Beto), da Itaocara Seguros, esclarece aos leitores sobre a importância de possuir um bom seguro, visando proteger os bens patrimoniais e salvaguardar as famílias, quando ocorrem casos de falecimento.


Nova Voz - Qual a importância de se fazer seguro?
Beto Duarte - Basicamente é para proteger o patrimônio de possíveis danos e garantir o futuro da família, quando ocorre a perda de entes queridos. Nesse mundo atual, com a correria do dia a dia, e as exigências da vida moderna, eu diria que fazer um seguro tornou-se uma necessidade básica. O imprevisível pode acontecer a qualquer hora, e quando ocorre, se você não tem um seguro, vai penar bastante. É claro que o ideal é nunca precisar usar. Mas saber que pode usar quando precisar, ajuda no sono noturno.

Nova Voz - O que é possível segurar?
Beto Duarte - O serviço de seguros é bastante diversificado. Podemos segurar, desde a vida, o bem mais importante, até automóveis, caminhões, motos, empresas, indústrias, embarcações, aeronaves, maquinas em geral, equipamentos, obras de arte, imóveis. O seguro contra incêndio, por exemplo, é importantíssimo, pois previne contra algo que quando ocorre, muitas vezes consome tudo o que construímos. Então temos bastante proteção oferecida pelo mercado.

Nova Voz - Qual é a importância do corretor de seguros, na hora de escolher a melhor companhia?
Beto - É essencial lidar com profissional qualificado para bem orientar, na hora de fazer qualquer negócio. Então, escolher bem seu corretor, é fundamental, pois é o elo entre o segurado e a Cia de seguros. Na minha experiência profissional, posso dizer que a maioria dos clientes, liga para o corretor, e não para o 0800 (da companhia), que por vezes aparece nos cartões. E os que ligam para o 0800, quando não funciona, ativam o corretor no mesmo momento. É comum atender ao telefone fora do horário comercial, sábados, domingos e feriados, para socorrer alguém que fez seguro comigo. E faço na maior boa vontade. Entendo que é para isso que fui escolhido. Não é à toa que estou há tantos anos no mercado.

Nova Voz - Ligado à pergunta anterior, numa cidade como Itaocara, é possível afirmar que a confiabilidade do corretor é mais importante que o nome da seguradora?
Beto – Com certeza. Tenho clientes que mudaram para o Rio ou Niterói, mas quando vão renovar o seguro, vem até Itaocara me procurar. Sabem que só trabalho com seguradoras confiáveis, e acreditam no atendimento personalizado que ofereço.

Nova Voz - Quem tem um trabalho de risco, precisa viajar constantemente, enfrentar estradas perigosas, por exemplo, deve fazer um seguro de vida, para assegurar o bem estar da família, em caso de algum acidente?
Beto – Nesse caso, quando o fator de risco é maior, necessário estar segurado. Mas não só quem viaja. Todos nós devemos estar segurados, pois ninguém sabe o dia de amanhã. Infelizmente, acidentes acontecem todos os dias e todas as horas. Buscar proteger o patrimônio e amparar a família está incluído no modo de vida do homem moderno.

Nova Voz: - Como saber se o preço do seguro está de acordo com o mercado? Só através dos corretores ou existem algumas dicas básicas, que podem ajudar, na hora de fazer um seguro?
Beto Duarte - A melhor das dicas é procurar um corretor de confiança, com tradição no mercado, que trabalhe com boas companhias. O resto é conversa fiada.

Nova Voz - Na Itaocara Seguros, quais as companhias e que tipos de seguro o senhor faz?
Beto Duarte - Temos as melhores seguradoras. Allianz, Azul Seguros, HDI Seguros, Bradesco Seguros, Nobre, Itaú Seguros, MAPFRE, Mitsni Sumitomo, Sul América, Porto Seguro, Unibanco. Trabalhamos mais com seguro de automóvel, de vida e de empresas, atendendo o comércio e indústrias, de forma em geral.

Nova Voz – Quantos anos de experiência no ramo?
Beto Duarte – Já tem tempo (risos). Trabalho com seguros desde 1979. Na época com o Unibanco Seguradora, até 1983. De 1984 até 1997, estive na BANERJ Seguros. Atualmente tenho meu próprio escritório, na Rua Coronel Pita de Castro, 286, Centro, em Itaocara. São 39 anos no ramo. Numa cidade pequena, como a nossa, só consegue isso quem presta um serviço de qualidade.

Nova Voz - Qual a importância do corretor estar à disposição do segurado, mesmo fora de hora, aos sábados, domingos e feriados?
Beto Duarte – Sempre que vou a reuniões nos grandes centros, digo que no interior o 0800 dos clientes é o celular do corretor. Eu atendo com o maior prazer. Minha preocupação é estabelecer uma parceria com meus clientes. Por isso estou faz tantos anos no mercado.

Nova Voz - Gostaria de deixar o senhor à vontade para se dirigir aos leitores.
Beto Duarte – Quero agradecer a oportunidade. Realmente nunca li em nenhum jornal da região, uma matéria sobre seguros. Espero que minhas respostas possam esclarecer as dúvidas. Aproveito para desejar um Feliz Final de ano às famílias Itaocarense. Que Deus nos proteja sempre. Muito obrigado.

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Waltair Sias Gomes: Uma vida de lutas e vitórias

A origem humilde jamais desanimou este grande itaocarense
O casal Waltair e Fátima, ladeados pelos filhos Vanessa e Thiago

Quem o vê caminhando pelas ruas, com voz suave, temperamento afável e coração bondoso, jamais pode imaginar que a vida do mais renomado farmacêutico de Itaocara, Waltair Sias Gomes, teve muitos momentos de luta contra as dificuldades. Filho de família pobre, só conseguiu estudar graças ao seu mentor, Otílio Pontes, que abriu as portas para o menino simples do Engenho Central, se tornar um dos mais importantes homens da história de Itaocara.

Nova Voz On Line – Que lembranças têm de seus pais?
Waltair Sias – Meu pai chamava-se Waldir Gomes da Silva e minha mãe Esther Sias Gomes. Ambos eram dedicados a mim e ao meu irmão, Walter. Meu pai era o protótipo do homem trabalhador, mecânico das locomotivas que puxava os vagões de cana de açúcar na Companhia do Engenho Central Laranjeiras. Minha mãe, uma pessoa simples, com coração grandioso. A educação e os valores que recebemos deles, jamais esquecemos, principalmente sobre a importância da família. Nunca vi meu pai e minha mãe, gritando um com o outro. Esse mesmo respeito tornou-se modelo para mim, quando me casei.

Nova Voz On Line – Como foi o início de sua vida?
Waltair – Nasci na fazenda do Engenho Central, numa época boa e saudosa, quando praticamente as melhores coisas que existiam na região, desde o lazer, até a saúde, o Engenho era a referencia. Estudei no Colégio da Dona Cora, concluindo lá o primário. Com dez anos, tive que parar de estudar, pois minha família era humilde e não tinha como pagar para que fizesse o ginásio, que só existia em Itaocara.

Nova Voz On Line – Não parece ser tão distantes, o Engenho de Itaocara.
Waltair – Em 2018, sem dúvidas, não poderia ser tão próximos. Mas estou falando doutros tempos, quando não havia nem sombra deste movimento de veículos, indo e vindo, de Laranjais para Itaocara, dos dias atuais. A estrada era de terra e a única condução certa, o trem. Então, apesar de na geografia, os 15 km que separam as localidades continuarem os mesmos, a facilidade de ir e vir atualmente é 2000 % maior.

Nova Voz On Line – Como conseguiu superar está dificuldade?
Waltair – Neste meio tempo, o farmacêutico do Hospital do Engenho, Sr. Hernanes Campanhe, e o médico Dr. Salim Elias, me viam andando na rua, sem ter o que fazer. Perguntaram-me se não gostaria de trabalhar com eles, na Farmácia. Nem podia imaginar que ali iniciava uma carreira que levaria para o resto da vida. Lá aprendi bastante. O movimento era grande. Atendíamos 630 funcionários. Foi quando o farmacêutico Otílio Pontes, soube sobre um garoto na farmácia do Engenho, que aprendia rápido e queria estudar, mas não tinha condição.

Nova Voz On Line – Assim que veio para Itaocara?
Waltair – Sim. Cheguei no dia 16 de abril de 1958, sem conhecer ninguém. Fui estudar no João Brazil (atual Colégio Municipal Nildo Caruso Nara), aonde terminei o ginásio, correspondente a atual 8ª série. Depois cursei o Normal, que é o equivalente ao ensino médio. Conclui ainda o curso Técnico em Contabilidade, no famoso Colégio Itaocara, dirigido pelo célebre professor Nildo Nara. Minha formação de nível médio é de Professor Primário e Técnico em Contabilidade, o que na época era bastante, se pensarmos nas dificuldades que existiam para estudar. Anos mais tarde, me graduei em Direito na faculdade.

A compra da Farmácia Itaocara

Nova Voz On Line – O Brasil viveu um período conturbado de sua história, com o golpe militar de 1964. Que lembranças têm daqueles dias?
Waltair – Em 1966 me alistei e fui servir no I Regimento de Cavalaria de Guardas, nacionalmente conhecido como os Dragões da Independência. Fui designado para prestar serviços no Palácio das Laranjeiras, na guarda do primeiro Presidente da República da Revolução, O Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Foram realmente anos terríveis para o nosso país, sem liberdades civis, nem direitos políticos. Nas ruas o que se via eram conflitos que impediram o desenvolvimento de uma geração de jovens brasileiros. Foi lastimável.

Nova Voz On Line – Quando voltou para Itaocara?
Waltair – Só cumpri o tempo obrigatório e já em 1967, estava de volta. Fui trabalhar no Banco Agrícola de Cantagalo, comprado posteriormente pelo antigo BANERJ, hoje Banco Itaú. Nesse período tive a oportunidade de comprar a Farmácia Itaocara, em sociedade com meu amigo Paulo Lorosa. Mesmo assim, foram dois anos até concretizar a negociação, pois não tinha dinheiro. O senhor Otílio Pontes nos financiou em 70 meses, mas queria um avalista para cada promissória. O senhor Zeca do Roque, pai do Paulinho Lourosa, convenceu o Otílio a aceitar seu aval nas 35 parcelas que caberiam a ele, porém eu tive que conseguir os avalistas.

Nova Voz On Line – Tem algum detalhe importante nesta história?
Waltair – Trabalhava no BANERJ, que tinha como norma não emprestar dinheiro a funcionário. Mas nesses momentos é que sentimos Deus atuando em nossas vidas. O Edgar, que era gerente do Banco Predial (atual Unibanco), me sugeriu que pedisse ao meu tio, Noé da Rocha Sias, que pegasse um empréstimo no nome dele, um fazendeiro respeitado e de crédito. Bastante sem jeito pedi ao meu tio, que para minha felicidade me deu todo apoio.

Nova Voz On Line – Então ficou tudo resolvido?
Waltair – Esse empréstimo bancário era para pagar minha parte na entrada do negócio. O restante teria que encontrar 35 avalistas. Quando faltavam cinco, já não tinha a quem pedir. Foi quando num desabafo com o senhor Marino Ornelas, disse que iria desistir. O Ataíde Faria (ex-prefeito de Aperibé), que era compadre do Otílio ouviu a conversa e, junto com o Marino, assumiram o aval das cinco promissórias faltantes. Só assim, consegui finalizar a compra da Farmácia.

Faria Souto e Joaquim Monteiro

Nova Voz On Line – Que lembrança tem da Itaocara daqueles tempos?
Waltair – Éramos uma cidade bem parecida com a que vemos nos filmes do velho oeste, com muitos cavalos andando pelas ruas. Automóveis só existiam uns cinco ou seis. Toda cidade, ia da Ponte Ary Parreiras, até a Ponta da Areia. Nossa diversão era o banho de rio nos domingos, as serestas, muitas vezes feitas ao luar e os jogos de futebol.

Nova Voz On Line – Qual o papel o Dr. Carlos Moacyr Faria Souto, teve na cidade?
Waltair – O Dr. Carlinhos já tinha sido Prefeito uma vez, quando me mudei para Itaocara. Ao ver o recanto pela primeira vez, perguntei a um amigo quem tinha construído. Ele respondeu: Faria Souto. E a piscina? Faria Souto. E o rinque de patinação? Faria Souto. E a biblioteca pública? Faria Souto. E o dancing? Faria Souto. A escadaria? Faria Souto.

Nova Voz On Line – Tudo o Faria Souto?
Waltair - Esse era o Faria Souto. O homem que fez quase tudo de belo que nós temos. Depois, nos anos 1970, quando foi novamente Prefeito, prestava contas de seus atos em Praça Pública. Vinham ônibus de turismo para conhecer Itaocara. Quando a Praça Estados Unidos foi inaugurada, ele pediu uma sequóia, símbolo da nação Americana, para ali plantar, representando a amizade entre os povos. Quem veio trazer a muda, foi o Cônsul dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Por tudo isso, passamos da hora de prestar uma grandiosa homenagem em memória deste extraordinário itaocarense.

Nova Voz On Line – E o Joaquim Monteiro?
Waltair – Como característica pessoal, era o inverso do Faria Souto. Um homem rústico, mas de uma capacidade para trabalhar impressionante. Tanto que conquistou a simpatia das pessoas no município e em todo Estado. Lembro-me de uma vez que fomos numa audiência, com o então Governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas. Depois de dizer o que queria, acrescentou: “o senhor resolva isso agora, pois estou com pressa”. E o Governador resolveu. O Joaquim ficava contrariado, quando não conseguia atender a quem lhe procurava. Para a zona rural, foi um Prefeito extraordinário.

Monsenhor Saraiva

Nova Voz On Line – Outro amigo que você conquistou durante os anos em Itaocara, foi o Monsenhor Saraiva. O que tem a dizer sobre ele?
Waltair – Ele foi meu professor e é meu amigo. Um pároco que sempre atendeu a todos, sem exigir nada em troca. Quando sua mãe, dona Aide, ficava doente, eu quem atendia. São incontáveis o número de cerimônias que realizou. Tenho a honra de dizer que o meu casamento e o batismo dos meus filhos, foram celebrados pelo Monsenhor Saraiva. No meu casamento, ele disse que estava casando um cristão e um amigo. No dia que a minha filha Vanessa nasceu, me deu uma carta lacrada e pediu para guardá-la e só abrir quando ela fizesse 15 anos. Na missa dos 15 anos que celebramos, ela abriu a carta e leu para os presentes. Essa é minha ligação com o Monsenhor.

Nova Voz On Line – Ele é bastante político, não é Waltair?
Waltair – Diria que sua figura é tão grandiosa, que engloba muitos aspectos de Itaocara. Durante bastante tempo, teve o papel central do que acontecia no município. Prefeitos iam e vinha, mas o Monsenhor Saraiva permanecia, fazendo sentir sua presença. Foi Secretário de Educação do Joaquim Monteiro. Protegeu aos que precisavam, quando o Brasil viveu a ditadura militar. Em resumo, é um ícone de Itaocara.
O casamento

Nova Voz On Line – Como conheceu sua esposa, Dona Fátima?
Waltair – Ela era a moça mais linda que tinha vindo estudar em Itaocara. Só existiam duas farmácias. Notei que ela passou a me dar uma preferência grande, na hora de fazer alguma compra (risos). Toda vez que ela aparecia, meu coração sorria de felicidade. Meu coração continua disparando por ela (risos). Assim começou a paquera, surgiu o namoro e em 1977 tive a felicidade de me casar com a Fátima, o que foi a melhor coisa que fiz na vida. Da nossa união, veio a Vanessa e o Thiago, dois filhos maravilhosos, que nunca me deram trabalho algum. Pelo contrário, só alegria.

Nova Voz On Line – O convívio ensina lições?
Waltair – Com certeza. Cada um tem o seu jeito. Quando nos casamos, encontramos quem amamos, mas tem uma maneira diferente de ver o mundo. É a perfeita oportunidade de aprender coisas novas. A Fátima me ensinou bastante. Transformou-me para melhor, através do carinho e do amor que depositou em mim. Não só no lar, até nos negócios e na nossa vida religiosa.

Nova Voz On Line – Depois de contar está história admirável de vida, que mensagem teria para os itaocarenses?
Waltair – Nunca desanimem. Por mais difícil que seja a luta, quem persiste sempre vai encontrar a vitória no final. Os desafios forjam o caráter. Além disso, tenha uma religião. Fé em Deus é fundamental. Abaixar a cabeça, fechar os olhos e principalmente agradecer pelo pão que está em nossas mesas e pela família que possuímos, ajuda muito a ser feliz. Parabéns aos munícipes e que construamos a cada dia, um amanhã melhor. Feliz aniversário Itaocara!

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domingo, 28 de outubro de 2018

Henrique Resende encanta com a Arte e Forma a Nova Geração


Indubitavelmente Henrique Resende é um dos itaocarenses mais queridos. Artista renomado, expondo no Brasil e no Exterior. Mesmo assim, nunca perdeu seu jeito de menino de cidade do interior, o que conquista a todos que o conhecem. Henrique também trabalha na formação das novas gerações. Junto com a esposa, tem realizado o Projeto Arte Para Crianças.

Itaocara é a grande paixão do Artista Plastico Henrique Resende

Nova Voz On Line – Volta e meia você realiza algo em Minas Gerais. Seja trabalho, estudo ou mesmo turismo. É coincidência ou Minas Gerais tem uma energia diferente?
Henrique Resende - Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes, São João Del Rey, Inhotim. São lugares mágicos. Impossível entender um pouquinho da alma brasileira, sem conhecer Minas Gerais. Nós somos passionais e exagerados. Somos barrocos. Expressiva, rebuscada e exuberante, a alma brasileira se identifica muito com o Barroco Mineiro, até mesmo o nosso carnaval, com todo o brilho e exuberância de suas alegorias, deve a sua atual aparência, as realizações mineiras dos séculos XVIII e XIX, quando artistas, como os Mestres Athayde, Francisco Xavier de Brito e Aleijadinho, criaram suas obras fantásticas.

Nova Voz On Line – O artista capta vibrações dos lugares onde está?
Henrique Resende - Tudo está interligado. O lugar, a época e os acontecimentos interferem, ou pelo menos deveriam influenciar, nas criações artísticas. Como dizia o saudoso itaocarense José Carlos Raposo, “o artista é a antena do mundo”.

Nova Voz On Line – Por falar nisso, faz alguns anos lhe cobrei sobre o porquê, de você não morar num grande centro, ligado às artes. Sua resposta foi que Itaocara era a verdadeira fonte, onde havia de beber sua inspiração. Continua sendo assim?
Henrique Resende - Aqui moram meus irmãos e meus pais. Moram os irmãos e pais da minha esposa. Aqui moram os avôs, tios e primos da minha filha. Foi aqui que nascemos e crescemos. Além do mais, o artista visual não é como o cantor, o dançarino, o ator e o músico, que precisam estar presentes, junto ao público, para que a arte se realize. A criação do artista visual é solitária. Um dos maiores pintores vivos, o alemão Anselm Kiefer, reside numa cidadezinha na França. Os seus trabalhos sim, vão para os grandes centros.

Cartaz da mostra de artes que realizou em Leonessa e Giulianova, na Itália

Nova Voz On Line - Em 2012, você esteve na Itália para uma exposição de suas obras. Pode nos falar um pouco daquela experiência?
Henrique Resende - Num país de gênios da arte, como Michelângelo, Leonardo Da Vinci, Rafael, Caravaggio e tantos outros, poder realizar uma exposição do meu trabalho – 31 obras em bico de pena, aguada de nanquim e guache – e passar a fazer parte do acervo do Museu de Giulianova (Teramo), é realmente uma alegria muito grande. Tive a oportunidade de conviver um pouco com os italianos, não como turista, mas como uma pessoa que estava ali para levar um trabalho. Experiência inesquecível, foi abrir a exposição na cidade de Leonessa (Rieti), num cenário medieval, cercado de muita neve e hospitalidade. A exposição depois seguiu para Giulianova.

Nova Voz On Line – Outro trabalho de grande importância foi o Naturismo. De onde surgiu a idéia?
Henrique Resende - A relação que temos com a natureza sempre foi uma preocupação em minha vida. Por volta dos 11 anos de idade, comecei a ter uns sonhos estranhos: São Francisco de Assis falava para eu subir o morro, atrás de minha casa (local onde hoje funciona o ateliê). Lá no final, já no terreno do Adovani, existia uma mata. Dizia para me isolar e desenhar. Eu levava materiais de desenho e, sozinho, passava longas horas, em contato com a natureza. Cheguei, nessa época, a pensar em virar um eremita (risos). Mas hoje entendo melhor aqueles sonhos, que me acompanharam até a adolescência. Começava ali a formação de um pensamento voltado à ecologia e à espiritualidade. A série de pinturas que intitulei “Naturismo” reflete esse pensamento.

Tela "Visões de Baco - Fernanda Montenegro como a Deusa Ártemis"

Nova Voz On Line – Você representou figuras famosas ao natural, ou seja, nuas. Isso tem como objetivo despi-las do poder ou prestígio, e mostrar que, no fundo, somos todos iguais?
Henrique Resende - A idéia inicial é usar o conceito filosófico do naturismo – que é tirar as roupas, para perceber e se integrar à natureza – para tocar numa questão crucial dos dias de hoje: ou mudamos a nossa forma de nos relacionar com o planeta, ou chegará o momento da inviabilidade de nossas vidas. Nos quadros, tirei as roupas do Lula, da Rainha Elizabeth, do Papa Bento XVI, da Princesa Isabel, da Brigitte Bardot, do Rei Roberto Carlos, da Xuxa, do Michael Jackson, da Michelle Obama e, não poderia faltar, do São Francisco de Assis (o santo protetor dos animais e da natureza). Todos retratados com extrema dignidade e respeito, embora nus. Nus e integrados à natureza, um apelo e um convite para mudarmos agora o nosso olhar em relação ao planeta em que vivemos.

Nova Voz On Line– Nos fale um pouco do Caminho Mágico, na Chácara da Pedra? Como surgiu essa ideia e qual o objetivo? A interatividade das pessoas que conhecem o Caminho Mágico é importante? Ou seja, há reações que podem terminar gerando novas obras pelo caminho?
Henrique Resende - O Caminho Mágico também nasceu lá atrás, devido aos sonhos que tive com São Francisco. Quando criança, a área de morro atrás da casa/ateliê, era degradada. Um pasto com pouquíssimas árvores. Era o local em que eu passava muito tempo desenhando. Foi como uma preparação, um profundo envolvimento com o ambiente. Então, naturalmente, faz uns quinze anos, dei início a recuperação da área com árvores nativas e algumas exóticas.

O Caminho Mágico na Chácara Ateliê de Henrique Resende

Nova Voz On Line - Foi um Trabalho realizado paulatinamente?
Henrique Resende – Isso. Aos poucos venho plantando mudas e realizando uma trilha, que a minha filha apelidou de Caminho Mágico. Entre as árvores, venho criando trabalhos de pintura, escultura e land art. Esporadicamente levo os alunos do ateliê para uma aula, no Caminho Mágico, e também alunos do UICMA Chapeuzinho Vermelho e alunos do Colégio Estadual Frei Tomás – instituições de ensino, com parceria com o ateliê – visitam a área e até já participaram da criação de obras de arte. O Caminho é longo e está em processo de desenvolvimento, como a vida.

Nova Voz On Line - Existe algum momento que pensa em abrir ao público em geral, mesmo que seja um projeto bem para o futuro?
Henrique Resende - Recentemente percebi que o local não deve ser mantido fechado. Deve ser aberto para provocar nas pessoas uma reflexão sobre a vida. Uma reflexão potencializada pela arte, natureza e espiritualidade, que o Caminho Mágico oferece. Ainda há muito que fazer, e o que criar. Quem sabe em 2016, seja aberto ao público em geral?

Nova Voz On Line – Outro momento importante da sua carreira, pelo menos para os observadores, foi o Festival Vale do Café, em lugares como Vassouras, Conservatória, Valença, Paty do Alferes, Resende e Barra do Piraí. Fale-nos um pouco sobre esse momento? Você esperava ter uma repercussão tão grande, como foi?
Henrique Resende - Fui convidado a criar esculturas para duas edições do Festival Vale do Café. Em 2012 realizei as esculturas dos abolicionistas Machado de Assis, Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, todas em tamanho natural, realistas, realizadas apenas com papel, cola e tinta.

Henrique Resende é um dos mais importantes artistas plásticos do Mundo

Nova Voz On Line - Não deve ter sido fácil.
Henrique Resende - Tive que fazer uma extensa pesquisa das vestimentas, da personalidade e dos trejeitos de cada um. Já este ano de 2014, realizei a escultura de Dorival Caymmi, o grande homenageado dessa edição, devido ao seu centenário de nascimento. O Caymmi também foi feito em tamanho natural e todo em papel. A repercussão realmente foi bem interessante, pelo fato de, através da mídia, a arte ter atingido um grande número de pessoas. Jornais como O Globo e O Dia, fizeram belas matérias, além da Rede Globo através da TV Rio Sul.

Nova Voz On Line – Não há como deixar de falar sobre o Projeto Arte Para Crianças. Conte-nos um pouco sobre ele. Como é um dia típico de aula? Eles aprendem também sobre história da arte?
Henrique Resende - Trabalhar com crianças é algo realmente fascinante e nos gratifica muito. Minhas primeiras experiências foram em 2006, quando criei o Projeto Sombra Verde – Arte e Ecologia. De forma voluntária, ensinava técnicas de desenho, pintura e escultura para aproximadamente 15 crianças, sempre com a temática ecológica. Somando a isso, produzíamos e cuidávamos de mudinhas de árvores. Pouco mais tarde, envolvemos a Prefeitura, e levamos as mesmas mudas produzidas pelas crianças, para algumas calçadas e praças de Itaocara. Um dos primeiros lugares plantados foi a calçada em frente ao cemitério. Hoje podemos ver as árvores (patas de vaca), já grandes. Depois conseguimos envolver os moradores da Rua Coronel Pita de Castro e Praça Toledo Piza, para que apoiassem e autorizassem o reflorestamento do Morro Bela Vista, (seus terrenos de fundos).

Nova Voz On Line – Houve também plantio de árvores?
Henrique Resende - Quase duas mil árvores foram plantadas ali, bem no coração da cidade. Essas foram as primeiras experiências com as crianças. Em 2013 lancei em meu ateliê a “Arte para Crianças”, com duas turmas (manhã e tarde). Todas as quartas-feiras. As aulas práticas são sempre precedidas de aulas teóricas, que acontecem no cineminha (mini auditório para projeções), dentro do espaço de arte. Ali as crianças aprendem um pouco de história da Arte e conhecem os grandes nomes e estilos. E o mais legal que venho notando, é que, segundo os comentários dos pais, as crianças melhoram seus desempenhos no colégio. Num mundo cada vez mais tecnológico, o contato mais profundo com a arte e com o lúdico, se torna um momento de respiro, cada vez mais importante. Isto é fato.

Nova Voz – Natal surgindo e 2015 já no horizonte. Fale-nos um pouco sobre sua perspectiva para este final de ano e os projetos para o Ano Novo?
Henrique Resende - Ano chegando ao fim e as energias também (risos). O Natal é o momento de nos reunirmos com a família, hora de motivarmos e de sermos motivados pelas pessoas que amamos. Hora de agradecer ao Menino Jesus, pelas conquistas, e, principalmente, pedir saúde e energia para o próximo ano. Gosto muito das simbologias do Natal, principalmente a árvore. A árvore dentro de casa, a árvore que reúne as pessoas em seu entorno, a árvore enfeitada que realiza os desejos e os sonhos. Enfim, voltando a sua pergunta, minha perspectiva para 2015 é que o sonho de viver a arte e viver de arte continue se realizando, e que a Grande Arte atinja e modifique, positivamente, cada vez mais o mundo.

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