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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Presbifonia – Texto: Késia Reis Fonoaudióloga – CRFª 114128

Durante o período de vida, o individuo amadurece, evolui, cai, adquiri experiências, aprende, e a jornada continua, apesar das curvas na estrada. Todo nosso organismo passa pelo mesmo ciclo de crescer e envelhecer. Porem é comum vermos pessoas jovens, com características de mais idade, enquanto outras escondem a idade, pois aparentam jovialidade por mais tempo. O fato é: manter-se jovem, preservar-se, requer cuidados. É necessário viver com qualidade.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000 a população idosa com mais de 60 anos era de 14,5 milhões de pessoas, um aumento de 35,5% ante aos 10,7 milhões em 1991. Hoje, este número ultrapassa 29 milhões e a expectativa é que, até 2060, este número suba para 73 milhões com 60 anos ou mais, o que representa um aumento de 160%.

Uma das coisas que normalmente enfrentamos com o passar dos anos é a perda de massa e tônus muscular, isto ocorre em todo o corpo e não é diferente na musculatura laríngea, A voz envelhece, com perda de força, velocidade, estabilidade e precisão articulatória. A qualidade vocal é extremamente modificada com o passar dos anos, sendo fácil reconhecer pela fonação um indivíduo após a sexta ou sétima década de vida.

Behlau lembra no livro a voz do especialista que ainda ocorrem atrofia e arqueamento das pregas vocais e a musculatura da laringe fica mais flácida, o que torna a voz trêmula, rouca, soprosa, com pouca projeção. Este processo tem início a partir dos 50 ou 55 anos de idade, acentuando-se de forma dependente do estilo de vida e histórico de doenças do indivíduo. Deve-se compreender a presbifonia como parte do processo de envelhecimento e não como um distúrbio vocal, embora a situação possa ser agravada, caso haja uma patologia preexistente. Mas pra que servem as academias, não é? 
Thais, Késia, Isabel e Franciani da Fênix Pilates
Graças a Deus que deu inteligência ao homem para retardar efeitos do tempo em nosso corpo, a perda de massa e tônus muscular bem como um melhor condicionamento físico geral durante a vida podem e devem ser buscados através de tratamentos e prevenções. O fonoaudiólogo é capaz de trabalhar em fonoterapias com estratégias e exercícios personalizados melhorando a produção vocal em todo seu processo desde a respiração, trato vocal, até a ressonância e articulação das palavras, melhorando toda a comunicação em si, permitindo que o individuo tenha uma voz clara, fala inteligível, boa comunicação, e um envelhecimento ativo e social.

É importante buscar uma rotina de atividades que mantenha a voz ativa! Desde uma simples conversa entre familiares até cantar, podem ser opções divertidas para deixar a voz clara e potente por muito mais tempo.

Não deixe de se comunicar e busque uma boa dicção para ser sempre bem compreendido. E procure ajuda antes que essa dificuldade atrapalhe seu convívio social.

Fontes:


5.Allodi PM, Ferreira LP. A voz no envelhecer. In:Ferreira LP, Costa HO. Voz ativa: falando sobrea clínica fonoaudiológica. São Paulo: Roca;2001. p. 219-36.

6.Behlau MS, Pontes P. O desenvolvimento ontogenético da voz: do nascimento à senescência. In: Behlau MS, Pontes P. Avaliação e trata-mento das disfonias. São Paulo: Lovise; 1995.p. 39-52.

7.Behlau MS. Presbifonia: envelhecimento vocal inerente à idade. In: Russo IP. Intervenção fonoaudiológica na terceira idade. Rio de Janeiro: Revinter; 1999. p. 25-50.
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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Você sabe o que é afasia? – Matéria Fênix Pilates: Drª Thais Rangel, Fonoaudióloga

Junho é o mês de Conscientização sobre Afasia e por isso trago esse tema tão importante e indispensável. Mas afinal, você sabe o que é afasia?
A afasia é um distúrbio que afeta a habilidade de se comunicar, causada por um dano nas regiões do cérebro que controlam a fala e a linguagem. O que muitas pessoas não sabem, é que a maior causa de afasia é o Acidente Vascular Cerebral (AVC), pois pode lesionar essas áreas do cérebro.

A linguagem envolve uma série de mecanismos, podemos nos comunicar através de gestos, olhares e utilizando nossa voz, porém se estes recursos não estiverem em harmonia, algo sairá com defasagem. O que traz interferências sociais, emocionais e pessoais do paciente, interferindo diretamente na sua qualidade de vida.

Existem vários tipos de Afasias, cada uma possui uma característica diferente. As mais comuns são:

* Afasia de Broca: O paciente possui a compreensão preservada e apresenta dificuldade na fala. Ele vai utilizar de jargões, como “tantan tantantan tan”, acreditando que está falando corretamente.

* Afasia de Wernicke: Apresenta dificuldade na compreensão e sua fala está preservada, ou seja, suas frases não farão sentido, embora as palavras estejam corretas. Ex.: “banana foi lá amanhã”.

* Afasia Global: O paciente apresenta dificuldade de comunicação e compreensão, seja na fala, leitura ou escrita. Geralmente não possuem praticamente nenhum discurso, devido à dificuldade extrema.

* Afasia de Condução: A compreensão está preservada e a fala também, porém este paciente possui dificuldade de encontrar as sílabas corretas na hora de repetir ou nomear alguma palavra. Ex.: palavra: Frigideira/ Paciente: “pritajeira”.

Como o fonoaudiólogo pode ajudar?

O fonoaudiólogo vai estabelecer uma conexão favorável entre as habilidades preservadas e habilidades que foram perdidas. As terapias contarão com exercícios específicos de acordo com a dificuldade individual de cada paciente, sempre favorecendo sua comunicação. O tratamento deve-se iniciar o mais rápido possível para que tenha um melhor resultado, trazendo a qualidade de vida que o paciente merece.

Se você tem, ou conhece alguém que apresente estes sintomas, procure um fonoaudiólogo!

 


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sexta-feira, 31 de maio de 2019

VOCÊ ESTÁ CONVIDADO NESTE SÁBADO, PRIMEIRO DE JUNHO, PARA INAUGURAÇÃO DO NOVO ESPAÇO FÊNIX PILATES

Izabel Anastácio (Psicóloga) e Franciane Moreth (Fisioterapeuta)
É com um enorme prazer, que nós, profissionais do Espaço Fênix Pilates e Fisioterapia, hoje com atendimento em Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, Terapia Holística e Estética, convidamos ao publico geral, para a inauguração do NOVO ESPAÇO, na Rua Benedito Pereira de Souza n° 49, loja 5 e 6 (de frente ao salão do Anjinho), no dia 01/06, a partir das 10 horas da manhã. Venha celebrar conosco o resultado de um trabalho feito com profissionalismo, carinho e humanidade.
 

Há um ano começamos nosso empreendimento, a partir da chegada da Fisioterapeuta, Francine Moreth, em Itaocara. Ela teve especial incentivo do esposo, Alexsander Lichote. Era a aposta num sonho, que misturava medos e expectativas, como acontece quando decidimos avançar. No coração, o desejo de tratar os pacientes, de aliviar as dores, tudo feito com total amor e dedicação.


Depois deste primeiro e derradeiro passo, a resposta foi maravilhosa. A cada dia a Fênix Pilates conquista maior respeito. O número de pessoas atendidas foi tão grande, que neste curto espaço de tempo, já é necessário buscar novo espaço, para oferecer maior conforto e comodidade aos pacientes. E é assim que vamos começar o mês de Junho: com a mudança para o Novo Endereço.

Oro a Deus que continue nos dando sabedoria, para que venhamos estar ao lado de quem precisa, melhorando a qualidade de vida das pessoas que nos procuram. Nesse um ano e um mês, mais do que pacientes, criamos laços que nos faz sentir que construímos uma nova família. A GRANDE FAMÍLIA FÊNIX PILATES.

Obrigada a todos. Quem está conosco, venha conhecer o novo espaço, NESTE SÁBADO, A PARTIR DAS 10 HORAS DA MANHÃ. E quem ainda não conhece, venha celebrar este novo passo.

Para acompanhar as novidades do Fênix Pilates e Fisioterapia acompanhe nossas publicações semanais no https://jornalnovavoz.blogspot.com/

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Dores na coluna ... Pode ser hérnia de disco? Texto da Fisioterapeuta, Drª Franciani Moreth

Drª Franciane Moreth do Studio de Pilates Fênix

Cada vez mais as queixas de dores na coluna vertebral vêm aumentando. As principais causas são: sedentarismo, má postura nas atividades diárias simples como sentar, abaixar, pegar peso de forma errada, andar e até mesmo dormir.

O nome hérnia pode ser encontrado em várias partes do nosso corpo, significa o abaulamento dessa estrutura, ou seja, mudança na sua forma anatômica. O disco intervertebral se localiza entre dois corpos vertebrais uma das suas funções é absorver carga no sentido crânio- caudal (cabeça - pé), e também estabelecer forte ligação entre esses dois corpos vertebrais.

Um disco intervertebral saudável é formado por um núcleo pulposo contendo em seu interior um gel, responsável por amortecer os impactos, e, ao seu redor, anéis fibrosos. Estudos recentes demonstram que a partir dos 25 anos, as fibras do anel fibroso começam a degenerar. Estes são responsáveis por envolver, em várias camadas, o núcleo pulposo.

Quando geramos uma carga crânio caudal sobre esse núcleo pulposo, eles incham, e os anéis fibrosos irão conter esse inchaço (abaulamento). Esse abaulamento do disco, quando não contidos pelos anéis fibrosos, eles se rompem. É onde ocorre a hérnia discal, afilando as raízes nervosas, ou medula espinhal, ocorrendo as parestesias e formigamento nos membros inferiores ou superiores, dependendo da localização da hérnia discal.
A prevenção passa por melhores hábitos durante a vida, se possível desde a infância, com alimentação saudável rica em alimentos antioxidantes e importantes para o fortalecimento dos ossos e músculos, atividade física regular e atividade para correção postural como o "Pilates".

Por isso é bom lembrar que a sua saúde é o seu maior bem. Previna-se. Estamos aqui para ajudar.

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terça-feira, 16 de abril de 2019

Dia Mundial da Voz: Texto escrito pelas Fonoaudiólogas Késia Reis (CRFª1-14128) & Thais Rangel (CRFª1-15551)

As Fonoaudiólogas, Doutoras Késia Reis e Thaís Rangel
O Dia da Voz é comemorado mundialmente em 16 de abril. É um Dia Especial para conscientização da população sobre a importância do uso adequado da voz.

Nossa voz é nossa identidade. Proporciona expressão de sentimentos, emoções, comunica e possui característica individual. A voz envolve fatores biológicos, psicológicos e culturais.  É produzida pelas pregas vocais, que quando não estão em perfeito funcionamento, podem ocasionar a rouquidão, fadiga, dor, sensação de bolo na garganta, incômodo, pigarros e falhas, atrapalhando o desempenho pessoal e profissional do indivíduo.

O fonoaudiólogo é o profissional apto para prevenir, avaliar os problemas associados, tanto a voz falada, como a voz cantada, e é também o responsável capacitado para melhorar os padrões vocais, de acordo com a necessidade de cada um, atendendo da criança ao idoso. 

Os profissionais que utilizam muito a voz, como cantores, professores, pastores de igreja, locutores, atendentes de telemarketing, políticos, entre outros, devem estar atentos a qualquer sinal de alteração vocal, com principal atenção aos sinais que persistirem por mais de três dias consecutivos, visto ser a voz  seu principal instrumento de trabalho. Estes também possuem maior predisposição a desenvolver alterações vocais, comparados aos demais profissionais, em razão do uso prolongado da voz, especialmente quando essa é usada de modo inadequado.

Sugerimos a estes profissionais a procurar regularmente, um fonoaudiólogo para realizar a avaliação vocal, proporcionando um diagnóstico com orientações e terapias apropriadas, de acordo com suas necessidades, evitando patologias graves ou para reabilitar, se já há complicações instaladas.

Quem deseja apenas melhorar sua projeção vocal, ou melhorar sua pronúncia, perder o medo de falar em público tanto para se expressar melhor como para apresentar trabalhos; quem precisa de uma postura mais formal diante da plateia, ou corrigir o modo como fala; quem gagueja e quer melhorar isso, ou simplesmente não se agrada do seu tom de voz, deve igualmente procurar um fonoaudiólogo para lhe ajudar. 

Vale ressaltar que a voz é nosso primeiro meio de comunicação, mesmo que você não a utilize para o trabalho. A usamos em todos os outros momentos da vida. É indispensável tê-la em boas condições. 

Pense: Sua voz é seu cartão de visita!  

Sua voz é única e deve ser tratada de maneira especial. 

Seja você o amigo da sua voz!
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domingo, 7 de abril de 2019

Suicídio e automutilação na adolescência. Já se perguntou o porquê? - Texto: Drª Isabel Anastácio - Psicóloga

A Psicóloga Drª Isabel Anastácio CRP 05/56686
Se relacionar com as novas dificuldades da adolescência no mundo moderno tornou-se algo comum e ao mesmo tempo assustador. Quem não tem um adolescente em casa, conhece ou convive com alguém que tem. A maioria deles não sabem lidar com o tempo, não sabem ouvir NÃO, não cuidam de suas coisas, não ajudam os pais nos afazeres de casa e quando se aborrecem, parece que o mundo vai desabar.

Sim, é uma fase marcada por mudanças fisiológicas significativas. Pelo luto da perda da infância, a busca de si mesmo e de aceitação. Ser adolescente é encontrar-se numa fase em que não se é adulto e nem criança. Não têm autonomia para se mandar, mas também não podem mais ser tão dependentes dos pais. Quem eles são? Além das hormonais, do luto e da busca de identidade, hoje lidamos com a catástrofe de uma infância mal vivida.

A primeira infância é um verdadeiro estágio preparatório para a vida. Os primeiros seis anos são essenciais para o tipo de adulto que a pessoa se tornará. Época em que se desenvolvem limites e afeto. Trata-se de uma fase determinante para a capacidade cognitiva e sociabilidade do indivíduo, pois o cérebro funciona como esponja, absorvendo as informações de maneira rápida e duradoura.

Isso significa que todas as experiências vividas terão seus efeitos. Que a criança deve viver como criança. Isto significa:

A - Brincar, correr, pisar na areia, acreditar em contos de fadas, cair, levantar, chorar porque se machucou;

B - Lidar com a frustração de às vezes não poder ter o brinquedo que queria, porque os pais não tinham dinheiro, ou simplesmente porque julgaram não ser um brinquedo indicado para sua idade;

C - Se aborrecer com o coleguinha da escola, por conta de um brinquedo ou brincadeira;

D - Ouvir da professora que aquela não é a hora para determinada coisa;

E - Rir de coisas simples;

F - Brincar na rua, no vizinho, pular de alegria porque venceu a brincadeira e sentir certo incômodo, porque perdeu;

G - Ouvir histórias. Sentir medo dos vilões;

H - Admirar os heróis. Levar um sustinho do colega que diz “buuuuuu”;

I - Lidar com a experiência de insegurança do primeiro dia na escola e experimentar o gostinho da capacidade de comer sozinho pela primeira vez, mesmo que suje a roupa e a boca;

J - Guardar seus brinquedos;

L - Cuidar do animalzinho de estimação;

M -  Socorrer um coleguinha que caiu;

N - Ouvir de seus pais que ele é importante e dizer a eles: EU TE AMO!

Acredite! Vale a pena ralar o joelho, chorar um pouco e até lidar com o tédio de não ter nada para fazer, porque viver traz muitas alegrias, mas também dói e significa correr riscos o tempo todo.

Qual o problema enfrentado nos dias atuais?

Os adolescentes de hoje não tiveram metade dessas experiências na infância. Os pais da atualidade não têm tempo para estarem com os filhos, pois precisam trabalhar, estudar, dar uma vida melhor para eles. A intenção até que é boa... Mas que efeito isso está tendo sobre essas crianças?

Pais cansados, estressados e que sabem que estão em falta, acabam sendo permissivos, exageradamente protetores, presenteiam demais, investem em cursos, esportes, aulas especializadas e quando essa criança já cumpriu sua agenda do dia, ela relaxa jogando ou assistindo a vídeos em celulares, tabletes e outras telas, ou seja: o seu cérebro não tem um tempo de tédio, não descansa, não tem oportunidade de imaginar, criar.

O pouco tempo que esse pais têm em casa querem agradar muito, fazer por seus filhos algo que estes já podem fazer ou simplesmente deixam seus filhos nos eletrônicos para terem alguns minutos de descanso.

Perguntas:

* Quanto tempo eles tiveram para conversar sobre o dia?

* Para assistirem TV juntos?

* Para sentarem no sofá e trocarem carinho?

* Para falarem de sonhos, de amor e até de decepções?

Esse indivíduo chega à adolescência totalmente despreparado, porque não sofreu as pequenas dores. Não aprendeu a lidar com o tempo, nem a se esforçar para ganhar algo ou cuidar do que já tem. Não entendeu que os outros também sofrem e têm limitações; e nem que amar e rir ainda é o melhor remédio. Tem a necessidade de ser melhor em tudo, pois sempre teve tudo de “melhor”, ou simplesmente não se importa nem se esforça para nada, porque os pais sempre deram tudo.

Então começam as frustrações relacionadas a um mundo exigente e cheio de desafios. O padrão de beleza, as melhores notas da escola, os primeiros relacionamentos amorosos e, consequentemente, as primeiras decepções. As apresentações de trabalho escolar, o celular caríssimo que talvez os pais não possam comprar mais. As “zoações” dos colegas de Colégio, os limites da Professora e da Diretora.

Tudo isso começa a fazer parte da vida do adolescente e ele começa a sentir o que nunca sentiu durante todo seu tempo de vida e, logicamente, não sabe lidar com isso. E começa a ter um desconforto e uma angústia horrível. Essa pessoa não sabe suportar a dor, não sabe falar de seus sentimentos, e, principalmente, não sabe enfrentar as situações, porque não aprendeu durante a infância.

Os pais não conseguem mais fazer por elas, nem atender todas as suas vontades. Começam a deixar que se vire e, às vezes, até exigir isso, porque na verdade é tempo disso acontecer. Então este indivíduo se sente abandonado. Pouco amado. Pela primeira vez começa a lidar com a realidade que implica a vida. De repente aquele mundinho em que vivia não existe mais. E o mundo inteiro parece ser ruim. Assim começa a se isolar. A chorar sozinho, ficar desanimado. Passar horas no celular e na Netflix, fugindo do mundo real.

Cada dia mais se aproxima a idade adulta, momento em que os adolescentes sabem que serão responsáveis por si. Precisarão arrumar um emprego. Entrar na faculdade. Ter dinheiro para sair com os amigos, com a namorada, ter um carro ou uma moto “legal” para se locomover. Surgirá então a preocupação com o fato de que os colegas irão conseguir e eles não. Como o mundo irá olhá-lo?

Entram em uma ansiedade demasiada, numa tristeza profunda e como não sabem lidar com a dor, não se sentem mais amados. O mundo todo parece ser o inimigo. Alguns começam a se cortar superficialmente (o que se chama de automutilação) pois enquanto sentem a dor da carne, esquecem a dor da alma. O pior é que muitas vezes os pais nem ficam sabendo. Ou sabem e ficam irritados porque o filho está fazendo isso para chamar atenção. Brigam, põem de castigo, pois não conseguem entender o motivo pelo qual o filho veio a fazer isso, já que sempre fez tudo por ele. Aí está o problema: TUDO. Eles o privaram de uma infância saudável, apesar de terem as melhores das intenções.
Exemplo de automutilação
Porque, afinal, quem gosta de ver uma criança chorando? Triste? Machucada? Vendo que o outro tem algo e ela não? Isso também dói nos pais e faz com que estes façam todas as vontades da criança. Mas acredite: é uma dor passageira e que vale a pena sentir, porque quem faz tudo pelos filhos, tira a capacidade deles aprenderem a fazer. E ao comprar tudo, além de não os ensinar a valorizar nada, um dia irão querer algo que os pais não terão condições de comprar e quando isso acontecer, não se sentirão mais amados, porque os ensinaram que ser amado é ganhar tudo que quer.

Muitos adolescentes ficam tão adoecidos por não saberem lidar com frustrações, que começam a planejar acabar com esse sofrimento de alguma forma. Há aqueles que planejam se vingar do mundo. Fazer as pessoas “pagarem” pela dor que estão sentindo. Outros planejam acabar com a própria vida, pois assim terminará seu sofrimento. Neste momento, esse indivíduo precisa ser acolhido pela família e fazer um acompanhamento psicológico com urgência.
Apenas ressaltando que a automutilação e o suicídio são dois assuntos diferentes. A pessoa que se automutila não tem a intenção de se matar, mas de camuflar a dor interior. Porém isso pode acontecer pelo fato de não ter como medir a profundidade do corte na hora do ato. “O suicídio é o ato intencional de matar a si mesmo”. É importante entender que a pessoa que planeja se matar, na verdade, não quer morrer, quer matar a dor que sente.

Devido a essa ausência de preparo na infância, ou seja, a terem lhe tirado o direito de ser criança no tempo certo e viver esta etapa da vida de forma tão natural e singela, é que tem aumentado cada dia mais o número de suicídios na adolescência e no início da vida adulta. Porque estas pessoas nunca foram frustradas e contrariadas antes, quando tudo era menor e mais simples de se resolver, não desenvolveram a resiliência necessária a vida adulta.

Os pais precisam dizer aos filhos que os amam e que eles são o que há de mais importante. Mas também é necessário lhes dizer “NÃO”. Eles irão ouvir muitos “nãos” na vida e precisarão saber lidar com isso. Ensine-os a levantar todas as vezes que caírem. A chorar por que doeu e não precisar engolir o choro. Mas que depois que parar, voltará a brincar de novo e será legal.

Não permitam que pequenos tombos virem traumas e os tornem inseguros e medrosos. Motive-os. Falem com eles de sentimentos, inclusive dos seus, eles precisam entender que os pais não são super-heróis, que também sofrem e precisam de ajuda. Amar, chorar, não é vergonha e sim algo essencial que faz parte da natureza humana.

Observe o comportamento de seu filho! Desconfie se estiver muito calado, se passa muito tempo quieto, desanimado ou fechado no quarto. Preocupe-se se este não tiver amigos, ou andar o tempo todo com blusas de manga comprida. Alguns adolescentes manifestam seus sofrimentos chorando, demonstrando irritabilidade em tudo, sendo agressivos, outros simplesmente se isolam.

Fique de olho, porque muitos não foram preparados para o mundo no qual estão vivendo e podem estar em sofrimento e colocando a própria vida em risco.

Seja presente na vida de seu filho!

Estabeleça um diálogo saudável com ele!

Conheça seus sonhos, seus amigos, seus medos.

Se perceber algum comportamento estranho, não hesite em procurar ajuda de um psicólogo.

Lembre-se de que a vida é uma dádiva e só é vivida uma vez. Então estejam abertos a pedir ajuda enquanto é tempo.
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quarta-feira, 20 de março de 2019

Cuidamos do SEU CORPO e de SUA MENTE


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segunda-feira, 4 de março de 2019

O que precisamos saber é: qual tipo de vida queremos ter? – Texto Drª Isabel Anastácio

Neste ano, a Nova Voz On Line tem trazido textos da psicóloga, Drª Isabel Anastácio. Todas as publicações dela são um baita sucesso. Não poderíamos deixar de pedir que escrevesse sobre o Universo Feminino, no mês da Mulher. E ela nos brindou com essa excelente reflexão. Leia abaixo.
Autora do texto, a Psicóloga, Drª Isabel Anastácio
Discorrer sobre o tema "MULHER", me leva a várias reflexões ligadas a conquistas, descobertas, superações, escolhas e principalmente liberdade. Apesar de ter crescido ouvindo que precisamos ser protegidas, que um lar se torna mais respeitado quando o chefe da casa é homem. Sempre vi homem e mulher como duas pessoas comuns.

A vida me provou isso da maneira mais verdadeira ... Fui criada por uma mulher e desde minha infância. Lutei pelos meus sonhos. Hoje em dia vejo cada um deles se concretizando, dia após dia. Lembro-me do quanto sempre fui tão livre e capaz de fazer minhas escolhas, e hoje percebo o quanto isso significa para mim. É muito bom olhar para trás e ver que nossas batalhas foram vencidas e que fomos capazes de acreditar quando ninguém mais acreditava. E que valeu a pena.

Penso que não só a mulher, mas o ser humano em si; é tão capaz de se fazer, refazer e até se reinventar em meio ao caos. Este só não consegue ver essa capacidade, porque não consegue exercer sua própria liberdade. Está sempre dependendo de algo do "outro", sejam aplausos, reconhecimento e aprovação, afastando-se assim, de sua própria identidade.

Somos seres únicos. Só existe um de nós no mundo. Desta forma, têm coisas que se não fizermos; ninguém mais fará. Por isso somos tão especiais. Existem milhões de maneiras de fazer algo, mas da nossa, só existe uma. Se deixamos de fazer ou fazemos do jeito do outro, então estamos fazendo o mundo perder na diversidade.

Neste mundo globalizado e moderno, onde se diz que a mulher conquistou seu espaço, é tempo de nós, mulheres, nos perguntarmos quem queremos ser. Pois as atividades femininas têm aumentado a cada dia. Que nós damos conta, isso sabemos. Mas nos resta refletir: a que preço?

Somos mães, filhas, chefes de casa, estudantes, profissional, donas de um corpo malhado nas academias... Esse universo feminino é capaz de fazer vários manejos, dar conta de várias situações. Porém, precisamos nos perguntar se isso tudo está nos fazendo feliz. Se este acúmulo de tarefas está nos permitindo viver a vida e observar o belo espetáculo que é viver.

É preciso repensar para fazer escolhas assertivas, que possam levar a uma vida boa e emocionalmente saudável. A mulher não precisa provar mais nada para a sociedade, nem para ninguém. O que esta precisa saber é: qual tipo de vida quer ter? O que a faz feliz? Tendo estas respostas, o que importa é por em práticas suas escolhas e vivê-las. Não existe um padrão; a menos que cada uma; crie o seu.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Um novo ano Escolar. Como ficam as emoções? Texto: Isabel Ramos Anastácio / Psicóloga Clínica e Escolar / CRP 05/56686

A Psicóloga, Drª Isabel Anástácio

É notável que o “novo”, de alguma forma sempre cause estranheza. Afinal trata-se de algo que não está em nosso controle, por isso gera ansiedade. Falando em retorno escolar também estamos nos referindo a algo novo. Pois, apesar de alguns já terem se acostumados à rotina; recomeço é sempre novidade. E neste caso, estamos falando da alteração das emoções de três categorias de pessoas: pais, professores e alunos. Claro que uma equipe escolar envolve diversas pessoas importantíssimas. Porém, a conexão maior gira em torno destes três eixos (pais, professores e alunos). Observe: Estamos nos referindo a pessoas com faixas etárias, opiniões, funções e pensamentos diferentes. O encontro dessas três mentes; destes três cérebros pensantes; com as emoções a flor da pele, vira uma “salada” de sensações, sentimentos e comportamentos. Esta poderá ser prejudicial se um não souber lidar com a emoção do outro ou ser benéfica se houver assertividade no gerenciamento de suas próprias emoções.

É o professor as voltas com os preparos para o primeiro dia de aula. Os pais já pensando em quem irá levar, buscar, comprar o lanche, o material do filho, que talvez tenham que trocar o horário de seu almoço no trabalho. O aluno que possivelmente está com saudade dos amigos, das brincadeiras e conversas, mas que, também terá que voltar a acordar cedo novamente ou perder as diversões da tarde. Isso também o deixa confuso. O que fazer? A princípio respirar fundo e vagarosamente, quantas vezes necessárias forem e atrair os melhores pensamentos possíveis, afinal somos o que pensamos. É claro que nesse momento o papel dos pais e professores é muito maior; para que também possam gerir um clima de equilíbrio e conforto aos filhos e alunos.

 Conviver em ambientes onde a família tenha o hábito de ler; falar de seus sonhos; suas a trajetórias quando tinham a idade deles, ter um professor criativo; alto astral e principalmente acolhedor, um ambiente escolar limpo e adequado; faz com que a criança ou adolescente tenham prazer em estudar. Além de motivar, é preciso muita sabedoria e paciência por parte dos pais e professores, afinal estamos falando de seres com grau de maturidade bem menos elevado, onde suas emoções e seus pensamentos estão voltados para algo diferente do mundo adulto, pois ainda não chegaram à essa fase. Pensando assim, nada daquela “famosa” frase: “Estude para ser alguém na vida! ” Ele não já é? Isso pode gerar tristeza, autoestima baixa, desânimo. Pois, estes já são “alguém”, e importante. Só, ainda não se profissionalizaram, porque ainda não é tempo. Ser “alguém” implica em diversas situações que não sejam profissionais; uma delas é a de ser um bom ser humano. Então construam um diálogo amável e inteligente.

No auge da era digital; deste mundo das facilidades; aparentemente o grande desafio dos professores hoje é o convencer e sensibilizar os alunos a estudarem para ter um futuro melhor e fazê-los ter interesse por algo que realmente exija esforço. Esse conceito de tempo é muito complicado principalmente para a criança, por que o pensamento dela está voltado para o hoje. O adolescente em alguns casos entende, mas relutam, pois, aparentemente esse futuro está longe. Sem contar que estão acostumados a um mundo onde tudo acontece rápido e fácil. Claro que esses pensamentos variam, são individuais, de acordo com a bagagem já captada direta ou indiretamente do lar, no ambiente em que viveram a maior parte do tempo até então. Quer um mundo melhor? Um Brasil melhor? Invista no seu filho, afeto; respeito; limites; resiliência; senso de humanidade; caráter; conhecimento;…. Ensine-o a desde novo cuidar de seus pertences e emprestar um colega se for preciso, a ter compromisso com suas tarefas escolares, a valorizar tudo que tem. Não façam por eles o que já podem fazer sozinhos, essa atitude tira a capacidade de crescimento dos mesmos. Saibam avaliar a hora certa de intervir.

 As crianças estão indo cada vez mais cedo para a escola. O aluno que deixa de ir ou vai depois, já está perdendo. A escola é um local amplo, rico, um ambiente transformador. Que traz socialização, novas culturas, novos conhecimentos. Onde não se aprende apenas conhecimentos científicos, mas educa para à vida. Aqueles tombos que ralam o joelho, os desentendimentos com algum colega, a necessidade de respeitar limites e a opinião dos outros, suportar o tempo de espera para cada situação do dia, rir coisas bobas, se encher de alegria porque gabaritou uma prova ou ficar triste porque não venceu as olimpíadas. Tudo isso é um preparo. Porque viver dói, faz feliz e tem confronto.

Escolher uma boa escola é fundamental, mas participar e acompanhar a vida estudantil dos filhos apesar de ser um desafio no mundo de hoje, é essencial para o desenvolvimento dos mesmos e função dos pais. Família e escola precisam andar juntas sempre.

Dois mil e dezenove (2019) está aí e poderá ser repleto de sucesso para todos aqueles que decidirem que este será. Pois, são os pensamentos que geram os comportamentos. Então muita conversa, comprometimento e paixão pela vida. Sonhe; cultive os sonhos de alguém, tenha boas expectativas e muitas esperanças. Fale de seus sentimentos, ouça o sentimento dos outros. Chore se preciso for, mas aprenda rir de coisas simples. Procurem ser bons filhos, bons pais, bons alunos, bons professores e principalmente bons seres humanos. Inteligência intelectual é importante para adquirir conhecimento, mas a inteligência emocional é essencial para viver bem.

Bom retorno a todos e todas!

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Adaptação Escolar: O que a Psicologia tem a dizer?

Texto Escrito pela Psicóloga Clínica e Escolar, 
Drª Isabel Ramos Anastácio /CRP 05/56686
Neste período em que antecede a volta às aulas, é comum o aparecimento da ansiedade tanto por parte dos pais, quanto das crianças. Importante mesmo é saber identificar se trata de uma ansiedade “boa”, no sentido de expectativa, animação ou uma ansiedade maléfica, que gera angústia, medo e insegurança. O equilíbrio emocional dos pais nesta época é superimportante para não transmitir aos filhos seus medos e suas inseguranças.

As dúvidas mais frequentes geradas por pais da Educação Infantil são: Será que devo ficar com meu filho na escola nos primeiros dias? Devo deixá-lo chorando algum dia? Quanto tempo leva o período de adaptação? Será que deixá-lo chorando, não irá traumatizá-lo?

É importante que pais e professores entendam que a criança que ingressa na escola pela primeira vez, está entrando em mundo totalmente novo e cheio novidades, que a instituição “Escola” é muito mais ampla e cheia de desafios que a “família”. Então é normal que desenvolva na criança uma série de emoções diferentes: medo, insegurança, mas ao mesmo tempo euforia, curiosidades. Daí a importância dessa criança ser motivada pelos pais e acolhida pelos professores, de maneira que se sintam amadas, protegidas. Suas pequenas dores precisam ser compreendidas e valorizadas.

O ideal é que os pais visitem o ambiente escolar junto com a criança antes do início das aulas. Apresentem o local, onde ficam as salas, o refeitório, o banheiro, o bebedouro e o parquinho. Mostrando à criança que aquele local é seguro e que ela será muito feliz lá, terá muitos amigos e outras diversidades novas e legais.

Quanto ao primeiro dia de aula, é comum que alguns chorem. Se for o caso, o pai ou mãe pode sim, ficar na escola nos primeiros dias, porém, sempre deixando que a criança interaja e seja conduzida pela professora da turma. Procurar ir se distanciando aos poucos, sentando mais longe, depois na sala de espera ou no hall da escola, para que a criança passe a sentir segurança nela mesma e na relação com professores e colegas. A presença dos pais por muito tempo na escola pode gerar na criança uma dependência afetiva, prejudicar sua adaptação, seu rendimento e até causar um atraso em seu processo de maturação.

Cada criança possui um tempo diferente para adaptação, pois ao chegar à escola, ela já carrega consigo uma história, um modo de vida recheado de experiências e vivências captadas do lar. Algumas crianças não irão chorar no primeiro dia de aula, outras irão chorar três dias, uma semana, depois deixarão a pessoa que a acompanha ir embora.  Já terão aquelas que em algum momento os pais precisarão deixá-las mesmo chorando, pois possa ser que tenham que passar meses na escola e ainda à criança continuará pedindo sua presença e sabemos que isso não é bom. A criança precisa desenvolver autoconfiança, perceber a graça de conviver com pessoas diferentes e entender que o mundo pode sim ser um lugar bom e seguro para se viver. Por isso é de suma importância que os pais tenham confiança na Instituição de Ensino que escolheu para o filho estudar.

Existem mecanismos que podem ajudar nesse período de adaptação como:
• Deixar a criança levar para à escola um brinquedo ela tenha apego. Este servirá como elo de ligação entre a escola e o lar e fará com que ela se sinta mais segura.
• Chegar minutos antes da hora da entrada para que a criança possa relaxar aproveitando os brinquedos e as brincadeiras no parque.
• Buscar mais cedo, para que a criança não fique tanto tempo longe da família neste início.
• Estabelecer uma boa comunicação e parceria com a professora, a fim de entender melhor cada comportamento da criança e saber ajudá-la.

Existem crianças que choram muito para ficar na escola e os pais temem que estas fiquem com trauma de estudar. Esta é uma situação que precisa ser analisada com bastante atenção. A primeira questão é entender o porquê daquele choro em excesso, pois a criança nem sempre sabe nomear o que está sentindo. Neste caso, é preciso observar e refletir. O fato da criança não aceitar ficar na escola pode estar querendo dizer muitas coisas, como por exemplo:
•Estar sentindo falta dos pais, por passarem pouco tempo com eles.
•Não estarem acostumadas a conviver ou interagir com outras pessoas além da família.
•Não estarem acostumadas com rotinas, nem a respeitar limites.
•Não possuírem habilidades sociais para brincar com outras crianças, pelo fato de ter convivido só com adultos até então.

Cada criança tem um jeito especial de ser e também caberá à professora se reinventar várias vezes para cativá-lo. Pois a criança precisa ver o professor com uma figura capaz de amá-la e protegê-la em qualquer situação. Esse vínculo entre professor e aluno também é essencial para uma boa adaptação.

Estar atentos às situações que podem atrapalhar tanto a adaptação escolar, quanto ao desenvolvimento cognitivo e emocional da criança pode facilitar o trabalho dos pais e professores:
•Levar uma criança de volta para casa só porque ela chorou ou fez pirraça, pode reforçar esse comportamento, levando-a à entender que toda vez que chorar sua vontade será atendida, ou que realmente ela tem razão: a escola não é um lugar seguro para ficar, por isso seus pais a levaram de volta para casa. Isso pode sim fazer com que criança realmente não queira mais ficar na escola. Claro é importante observar se o choro dessa criança não está ocorrendo devido a alguma condição de saúde, se não está febril ou outros.
•Esquecer a criança na escola pode sim, gerar um trauma e essa não querer mais voltar ao local que foi “esquecida”, gerando assim uma crença de desamor e desvalor. Fazendo com que a esta se sinta desamparada, abandonada, insegura e sem importância. É muito importante que os pais tenham o horário da busca dos filhos reservado só para este fim ou que então tenha uma boa comunicação com a pessoa responsável pela busca.
• Não ser atendido pelo professor em situações que impliquem em suas necessidades básicas como, sede, fome e sono ou não ser acolhido e motivado quando se sentir impotente diante alguma atividade. Cabe ao professor estabelecer uma boa conversa com o aluno e dá-lo sempre oportunidades de expressar o está sentido, para que isso não reprima seus sentimentos.

Enfim, a ida para à escola desde a Educação Infantil nos dias de hoje é imprescindível e um desafio que com certeza vale a pena viver, pois trata-se de um leque imenso e colorido que se abre, trazendo um mundo novo recheado de novas experiências e vivências lindas que mudará para sempre a vida da criança. Afinal de contas, a infância é apenas um ensaio preparatório para a vida adulta. Uma criança feliz é projeto de um adulto feliz.




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